Funcionários da Ford têm novo manifesto e seguem em greve

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O Sindicato dos Metalúrgicos de Tatuí e os funcionários do campo de provas da Ford, localizado na rodovia Antonio Romano Schincariol, realizaram nova assembleia em frente à empresa, nesta sexta-feira, 6. Os trabalhadores continuam em greve.

A paralisação, que teve inicio na segunda-feira, 2, com cerca de 250 funcionários diretos da empresa, agora soma mais de 500 trabalhadores em greve, incluindo os servidores terceirizados.

A O Progresso, o secretário-geral do sindicato, Célio Gregório, afirmou que, na quinta-feira, 5, ocorrera uma audiência no Tribunal Regional do Trabalho, em Campinas. Contudo, não houve proposta de acordo da empresa e a Justiça defendeu a continuação da paralisação.

“Hoje (sexta-feira), ficamos em frente à empresa durante todo o dia para avisar os trabalhadores terceirizados de que seria melhor se eles não entrassem trabalhar. Conseguimos paralisar quase 100% da empresa, só estão trabalhando bombeiro e enfermaria, mas não tem mais ninguém”, disse o secretário.

A categoria reivindica pacote de benefícios para os trabalhadores, após anúncio de demissão por reestruturação dos serviços da montadora.

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Conforme o sindicato, a empresa está realizando demissões sem compensação aos funcionários e a intenção da greve é fazer com que a Ford de Tatuí siga a mesma linha de demissões que a montadora tem feito em outras unidades.

De acordo com o presidente do sindicato, Ronaldo José da Mota, a Ford vem passando por um momento de reformulação em todo o país. Contudo, em outras localidades, as demissões teriam ocorrido por meio de PDV (pedidos de demissão voluntária), ou acompanhadas de pacote de benefícios, negociado junto aos sindicatos.

Cerca de 10% dos trabalhadores (20 a 25 pessoas) foram dispensados. O estado de greve havia sido anunciado, na sexta-feira, 30 de agosto, caso as reivindicações não fossem atendidas.

O secretário estima que, caso não haja acordo com a empresa, a greve ainda continue nos próximos dias até que a empresa decida abrir um “canal de discussão com o sindicato”, ou aconteça alguma determinação judicial.

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