Famoso ‘Chico Fossa’ é preso mais uma vez suspeito de fraudes

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Francisco Nunes Pereira, conhecido na cidade como “Chico Fossa”, ou “Mineirinho”, foi preso mais uma vez suspeito de integrar quadrilha que aplicava golpes contra instituições financeiras em todo o país.

A prisão ocorreu na terça-feira, 29, em decorrência de operação efetivada por policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Sorocaba.

Ao todo, 12 pessoas foram detidas, cinco deles só no Estado de São Paulo, em cidades como Tatuí, Salto e Campinas. Outras prisões também aconteceram em Brasília, Goiás e Minas Gerais.

As investigações são comandadas pelo Ministério Público e pela Polícia Civil e já duram mais de um ano, segundo informações do delegado titular da DIG, José Humberto Urban Filho.

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Pereira é acusado de fazer parte de um grupo que falsifica documentos bancários e aplica golpes contra algumas instituições bancárias.

Segundo informações do promotor de Sorocaba Wellington Veloso, o grupo falsificava documentos, manipulando valores na casa de bilhões de reais e tentando conseguir empréstimos em grandes instituições financeiras. Até declarações de Imposto de Renda seriam alvo de falsificação.

O delegado da DIG informa, ainda, que os bens de “Chico Fossa” estão sendo investigados, pois há indícios de que eles nem existam. O promotor de Sorocaba relata que investigações iniciais não confirmaram o patrimônio declarado pelo suspeito.

De acordo com informações da polícia, a quadrilha ainda não teve sucesso nas três tentativas de golpe contra financeiras, além de não ser a primeira vez que seus integrantes são presos.

“O grupo não para, estão sempre na tentativa de obter esses recursos. Já houve uma detenção anterior por conta de um golpe que foi tentado contra o Banco do Brasil, no Pará, da ordem de R$ 2,3 bilhões. E, na sequência, eles tentaram novamente o mesmo golpe aqui, um pouco maior, de cerca de R$ 2,8 bilhões, mas não conseguiram nada até o presente momento”, relatou Veloso.

“Milionário misterioso”

O tatuiano Francisco Nunes Pereira ficou conhecido nacionalmente como o “milionário misterioso”, após a Receita Federal encontrar R$ 2,3 bilhões em contas bancárias dele, no ano de 2007. Na época, ele era considerado a 16a pessoa mais rica do Brasil.

Quatro anos depois, em 2011, ele foi preso, acusado de fraudar documentos bancários e formação de quadrilha. Naquele ano, o Conselho de Justiça teria impedido que o Judiciário do Pará liberasse R$ 2,3 bilhões a pedido dele.


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