Cruzeiro esnobando

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Mais uma vez o Cruzeiro leva o Brasileirão, desta vez com um número grande de vantagem sobre seus principais concorrentes na tabela. Contrataram como treinador Marcelo Oliveira, grande craque dos anos 70 do rival Atlético, que tinha feito trabalho interessante no Coritiba e, contando com alguns jogadores praticamente desconhecidos, montou uma estrutura campeã, contrariando o pensamento geral de que se ganha títulos com jogadores medalhões.

Verdade que foram buscar o zagueiro Dedé, de muita categoria, no Vasco, que deu, ao lado do ótimo goleiro Fábio, a segurança necessária para o time deslanchar.

Montar bons times é uma tradição da Raposa mineira. Conto aqui minha emoção de ver, de pertinho, numa noite no Pacaembu e no alambrado, um time de desconhecidos bater o poderoso Santos, com Pelé e tudo, e, assim, faturar a Copa Brasil, como era denominada na época, naquele ano de 1966.

Foi o surgimento do Cruzeiro E.C., de fato, no cenário nacional, deixando de ser somente o tal Cruzeiro de Minas. Dirceu Lopes e Tostão, os maestros do time, quando um manobrava o jogo como queria e o outro fazia gols, um meio-campista que não deixou Pelé tocar na boa, um tal de Wilson Piazza, um ponteiro loirinho e rápido chamado Natal e um goleiro calmo e de excelente colocação denominado de Raul (o Plasmman veio depois, quando o clube contratou um zagueiro chamado Raul também). Foram estupendos.

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A foto é do Cruzeiro já em 1971, ainda de grande qualidade técnica. Em pé: Vanderlei, Fontana, Pedro Paulo, Wilson Piazza, Mario Tito e Raul. Agachados: Natal, Zé Carlos, Tostão, Dirceu Lopes e Rodrigues. Inesquecível foi ver o Cruzeiro jogando rápido, com poucos toques na bola, marcando com precisão, reduzindo os espaços e se impondo em campo, como faz de fato um verdadeiro campeão. Está com justiça na história do futebol.ustiça na história do futebol.

NOTA: As fotos são do arquivo pessoal do autor, que data de 50 anos. Ele, como colecionador e historiador do futebol, mantém um acervo não somente de fotos, mas de figurinhas, álbuns, revistas, recortes e dados importantes e registros inéditos e curiosos do futebol, sem nenhuma relação como os sites que proliferam sobre o assunto na rede de computadores da atualidade


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