Alergia: principais alérgenos

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Dr. Jorge Sidnei R. da Costa – Cremesp 34708 *

A alergia é uma reação indesejável do organismo ao entrar em contato com antígenos (alérgenos), que são substâncias normalmente inofensivas encontradas em diversos ambientes.

Alérgenos são as substâncias que provocam as reações alérgicas no indivíduo. Exemplos: ácaros, mofo, poeira domiciliar, pelos, escamas etc. A incidência das doenças alérgicas tem aumentado muito nas últimas décadas.

Estudos mostram que, nas últimas três décadas – ou seja, dos anos 70 até agora – triplicou o número de pessoas com algum tipo de alergia. Hoje, cerca de 30% da população têm algum tipo de alergia.

Nesta edição, apontamos os principais alérgenos:

Poeira domiciliar, ácaro e o mofo

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O pó de casa, juntamente com o ácaro (Boemia tropicais, Dermatophagoides pteronyssinus, Dermatophagoides farinae), pelos de animais, o mofo e as proteínas do leite de vaca (caseína, lactoalbumina, lactoglobulina) são considerados os principais alérgenos causadores de doenças respiratórias alérgicas.

O mofo e o bolor que contêm alérgenos conhecidos como esporos de fungos, geralmente estão presentes em casas com grande teor de umidade.  A sugestão ideal, nesse caso, seria uma completa ação de “saneamento” da casa onde viva um asmático ou, pelo menos, em seu quarto de dormir, que deve ser mantido completamente sem pó e, tanto quanto possível, sem a presença de tapetes, carpetes e cortinas.

As paredes, armários e assoalhos devem estar livres da umidade e do mofo. Esses cuidados observados com rigor permitirão que as noites do paciente atópico sejam bem mais tranquilas. Deve-se usar ambientes com pisos frios, mais fáceis de serem limpos.

Pelos de animais

O convívio com animais domésticos, como cachorros, gatos, cavalos, coelhos, pássaros etc., também pode determinar uma reação alérgica e o agravamento do quadro asmático. Os pelos dos animais contêm alérgenos altamente agressivos.  Colchões de crina, travesseiros de penas, assim como cobertores de lã animal, também podem provocar a crise de alergia.

Perfumes, inseticidas, ceras

Os fortes odores de substâncias químicas, como inseticidas, ceras, desodorantes de ambientes, colas e até aquele perfume forte que você gosta de usar, também podem afetar o asmático. Use o seu bom senso na utilização desses produtos e de outros que você possa acrescentar a esta lista, não os utilizando quando o asmático estiver dentro de casa.

Poluição do ar

Não é novidade nenhuma, mas vale a pena lembrar que uma casa com o cheiro de fumaça de fumo, vapores de cozinha, resíduos de queimadas, defumadores de ambientes e outros elementos que reduzam a pureza do ar – inclusive, garagem com gases de descarga de automóveis – torna-se um ambiente prejudicial não só para o paciente alérgico como também para as pessoas normais.

Alimentares

Em crianças, alguns alimentos são alérgenos em potencial. Chocolate, tomate, morango, frutos do mar e leite de vaca são alguns exemplos. A observação dos pais, para determinar qual alimento possa ser o causador da reação alérgica é fundamental.

O médico deve ser imediatamente informado a respeito de qualquer suspeita da mãe. Por exemplo, crianças com inflamações frequentes dos ouvidos podem ser alérgicas ao leite de vaca.

Outros fatores

Além dos alérgenos citados, vale lembrar que outros fatores podem afetar o paciente alérgico. São chamados de desencadeantes da crise, tais como: mudanças bruscas de temperatura, bebidas geladas, esforço físico excessivo ou repentino, tensão nervosa ou emocional. A atitude a ser tomada é de evitar ou prevenir tais situações.

Lembre-se

A melhor ajuda que a família pode dar ao paciente alérgico é não o considerar uma pessoa anormal, auxiliando-o a conviver com as situações determinadas pela doença alérgica e seus fatores desencadeantes.  A melhor maneira de tratar a alergia é procurar um médico alergista, para fazer as devidas orientações e o tratamento da alergia específica.

Fonte: Arquivos próprios.

* Médico pediatra com título de especialista em pediatria pela AMB (Associação Médica Brasileira) e SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) e diretor da clínica Alergoclin Cevac – Pediatria – Alergia – Vacinação humana.

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