95 bolsas de sangue coletadas no ‘Trote Solidário’ da Fatec

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Patrícia Milão

Alunos voluntários doaram sangue em espaço cedido pela faculdade em prol ao hemonúcleo de Jaú

Doações de sangue foram realizadas na terça-feira, 13, na Fatec (Faculdade de Tecnologia) “Professor Wilson Roberto Ribeiro de Camargo” durante todo o dia. Ao todo, 95 bolsas de sangue foram coletadas.

 

A campanha é realizada pela segunda vez na Fatec, sendo parte das atividades do “Trote Solidário”, promovido pela instituição no início de cada semestre. Porém, estava aberta para a participação da população.

 

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As doações foram colhidas e encaminhadas ao Hemonúcleo Regional de Jaú, da Fundação Hospital Amaral Carvalho. “No hemonúcleo em Jaú, temos uma média de 25 doações por dia”, disse o coordenador de coleta externa, César Martins da Costa.

 

Três vezes por semana, a equipe formada por médico, enfermeiro, auxiliar de enfermagem, biólogos e biomédicos, totalizando 15 profissionais, viaja pelas cidades da região promovendo as campanhas.

 

O atendimento que mais precisa de sangue é a divisão de transplante de medula óssea, atendida pelo hemonúcleo. “Essa divisão usa muito sangue, e o que nós conseguimos colher internamente não dá para fazer todos os procedimentos”, explicou Costa.

 

Em Tatuí, a capacidade de coleta desta edição era de até 200 bolsas. Candidataram-se a doar 143 pessoas, porém, apenas 95 estavam aptas e puderam ter o sangue coletado.

 

Cada doador passava, primeiramente, por um cadastro e exame de hematóclito em que a taxa de hemácias (glóbulos vermelhos) eram aferidas. Sendo constado o valor mínimo necessário para a doação, uma triagem – processo de perguntas – era realizada para se constatar a possibilidade de doação.

 

“Colhemos sangue das pessoas com taxa de glóbulos vermelhos de 40% para cima. A maioria está entre 38%, então, não coletamos o sangue. Esse é o maior índice de bloqueios na hora da doação. Depois disso, tem gripe, dor de garganta, uso de antibiótico”, relata Costa.

 

Em Tatuí, essa foi a décima edição da campanha em prol do Hemonúcleo de Jau, sob coordenação da comerciante Rita Corradi. Ela também organiza viagens para doações em Sorocaba.

 

“Sempre fui doadora de sangue e tive a consciência de ter que ajudar as pessoas”, conta por qual razão tornou-se organizadora das campanhas.

 

Outros três voluntários auxiliavam no atendimento, abordando as pessoas e oferecendo lanche para os que já tinham doado. “Ia ser minha primeira doação hoje, mas esqueci do RG em casa”, disse o voluntário Lucas do Prado Arruda.

 

Ele contou que um dos principais impasses para a doação é a falta de informação, e que os homens são os mais receosos com relação à agulha. “Os alunos sempre vêm em turminha. E, se um doa, todos doam”, contou Arruda.

 

Outra tática para atrair doadores é o “abraço do coração”. O voluntário Renan Garcia, vestido de coração, abordava os que passavam. “A maioria das pessoas são tímidas. Com o abraço, começam a se sentir mais confortáveis”, afirmou.

 

Renan é voluntário há um ano e interessou-se pela causa quando foi participar de uma das campanhas como doador. “O que me atraiu foi ver o bom coração das pessoas, tanto da organização quanto dos que estavam doando”, falou Garcia.

 

Na coleta, Jaqueline Gelain aproveitou o horário de almoço para participar. “Tem muita gente que precisa, e não custa nada ajudar. São só dez minutinhos”, argumentou Jaqueline.

 

Algumas semanas depois, os doadores receberão uma carteirinha que serve como comprovante da doação, informa o tipo sanguíneo e o resultado do exame que é feito no sangue coletado.

 

A próxima edição da campanha em prol do Hemonúcleo Regional de Jaú acontecerá na EE (Escola Estadual) “Barão de Suruí”, dia 28 de setembro, sábado, das 7h30 às 14h. Informações também podem ser conferidas na página “Doe Sangue Tatuí”, no Facebook.


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