Mortes no trânsito têm queda de 58,33%

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DMU investe em engenharia de tráfgego para preservação e redução dos acidentes (Foto: Divulgação DMU)
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Da reportagem

O índice de mortes por acidente de trânsito no município alcançou redução de 58,33% no primeiro semestre do ano, em comparação ao mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados pelo Infosiga (Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito) nesta segunda-feira, 20.

De acordo com o levantamento, de janeiro a junho, foram registrados cinco óbitos por acidente de trânsito – o menor número de mortes em um semestre desde o início da série histórica, em 2015. Em 2019, o trânsito vitimou 12 pessoas.

Nos seis meses, as mortes contabilizam vítimas que se envolveram em ocorrências tanto no perímetro urbano (dentro do município) como nas rodovias, que estão no limite territorial da cidade.

A queda nas fatalidades foi maior nas vias municipais, com redução de 66,66% na comparação com o ano passado, caindo de seis para dois acidentes fatais em ruas e avenidas. Nas rodovias, a redução foi de 25%, passando de quatro para três vítimas neste ano.

Acidentes fatais envolvendo pedestres e motociclistas tiveram as maiores reduções no semestre. Foram dois óbitos envolvendo pedestres neste ano, contra três no ano passado, queda de 33,33%. Entre os motociclistas, a redução foi de 25%, com três vítimas neste ano e quatro em 2019.

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As ocorrências envolvendo ocupantes de automóvel caíram de dois para zero, e as de caminhão tiveram redução de um para zero. Não houve mortes de ciclistas ou por acidentes de ônibus no primeiro semestre dos dois anos analisados.

As colisões aparecerem entre os tipos de acidentes mais comuns, com três ocorrências em 2019 e três neste ano. Em seguida, entram os atropelamentos, com quatro registros em 2019 e dois em 2020.

Já as causas menos comuns são choques (ocasião na qual um dos veículos ou objeto atingido não está em movimento), com três acidentes deste tipo no ano passado e nenhum em 2020, e, por último, as causas “não especificadas”, aquelas nas quais não há o registro do tipo de ocorrência, com duas em 2019 e nenhuma neste ano.

Conforme as estatísticas do sistema de informações, nos dois anos, morreram mais homens que mulheres vítimas do trânsito. Dos 12 óbitos em 2019, 11 eram homens (91,66%) e apenas um vitimou uma mulher (8,33%). Já em 2020, as cinco pessoas que faleceram em decorrência de acidentes eram homens.

As vítimas deste ano pertenciam a quatro faixas etárias, com predominância de óbitos nas pessoas com idades entre 18 e 24 anos (duas mortes). Os demais acidentes de 2020 vitimaram pessoas entre 25 e 29 anos (uma morte), 70 e 74 (uma) e não identificada (uma).

Nos seis meses de 2019, os acidentes vitimaram três pessoas com idades entre 18 e 24 anos e os demais englobaram vítimas na faixa etária entre 25 e 29 anos (duas mortes), 30 e 34 (uma), 35 e 39 (duas), 40 e 44 (uma), 50 e 54 (uma), 70 e 74 (uma) e não identificada (uma).

O relatório ainda mostra que os acidentes com vítimas, que incluem ocorrências não fatais, também recuaram. Em 2019, foram registrados 402 acidentes de trânsito no primeiro semestre. Já neste ano, ocorreram 319 casos no mesmo período, o que representa redução de 20,64%.

Os dados do Infosiga são atualizados mensalmente pela Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal e Corpo de Bombeiros. As corporações se utilizam de informações do SioPM (Sistema de Informações Operacionais da PM), que reúne dados de acionamento de viaturas para atendimento.

Para o diretor do Departamento de Mobilidade Urbana, Yustrich Azevedo Silva, a sinalização no trânsito e o trabalho realizado pelo setor de fiscalização municipal contribuíram para a redução dos acidentes e mortes no trânsito.

“Um dos fatores que têm ajudado é a ostensividade e fiscalização dos agentes de trânsito. Acredito que eles têm contribuído muito com a redução das fatalidades pela visibilidade nas ruas, com ações constantes”, comentou.

Segundo Silva, mesmo com as determinações de isolamento social, nos últimos meses, não houve “considerável” redução de veículos nas vias. Contudo, ele disse acreditar que os motoristas e pedestres estão transitando com mais cautela.

Ainda afirmou que, mesmo no período de pandemia, ações como fiscalização e manutenção de sinalização nas ruas continuam sendo realizadas pelo DMU.

O índice de fatalidades teve redução em todo o estado. De janeiro a junho deste ano, houve redução de mortes em 12 das 16 regiões administrativas. As regiões de São José do Rio Preto (menos 37%) e Franca (menos 32%) registraram as maiores reduções, enquanto as regiões de Registro (mais 45%) e Barretos (mais 37%) tiveram as maiores altas.

Em todo o estado, foram registrados 2.321 óbitos no primeiro semestre do ano – redução de 11% na comparação com o mesmo período de 2019. Acidentes com vítimas, que incluem também ocorrências não fatais, recuaram 16%.

Acidentes fatais envolvendo ocupantes de automóvel e pedestres tiveram as maiores reduções no semestre.  Foram 526 óbitos envolvendo automóveis contra 637, no ano passado – queda de 17,4%. Entre os pedestres, a redução foi de 16,8%, com 564 vítimas neste ano contra 678 em 2019.

Já os motociclistas seguem liderando as estatísticas do Infosiga SP, apesar da redução neste ano. Ao todo, foram 891 mortes contra 916 no primeiro semestre de 2019 (menos 2,7%). Entre os ciclistas, foram seis mortes a mais (204 casos neste ano contra 198 – aumento de 3%).

A queda nas fatalidades foi maior nas rodovias (menos 17%) na comparação com as vias municipais (menos 7%). Acidentes fatais dentro dos municípios representaram 51,5% do total de ocorrências no estado.

Para o governo do estado, o levantamento do programa Respeito à Vida mostra que a quarentena impactou nos resultados do trânsito. De 24 de março a 30 de junho, houve redução de 22% nas fatalidades (1.167 óbitos contra 1.513 no mesmo período do ano passado). Já os acidentes reduziram em 30%, passando de 51,3 mil ocorrências para 35,6 mil neste ano.

Conforme o governo, ao cruzar os dados do Infosiga SP com o índice de isolamento do Sistema de Monitoramento Inteligente do Governo do Estado, “verifica-se que a os acidentes aumentam ou reduzem praticamente na mesma proporção”.

O grupo mais beneficiado com a quarentena foi o de idosos. Fatalidades envolvendo pessoas com mais de 60 anos reduziram 21% no semestre e 47% após o isolamento social. A redução nesse grupo impactou o número geral de pedestres, pois, historicamente, uma em cada três vítimas de atropelamentos é idosa.

Segundo o Infosiga SP, o perfil da vítima de trânsito no estado é homem (83%), jovem (26%) e condutor do veículo (60%). Os acidentes estão concentrados no período da noite (53%) e nos finais de semana (46%). A maior parte das vítimas (54%) falece nos hospitais.

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