Morte de animais gera revolta em moradores de condomínio

Casos de envenenamento têm sido denunciados por residentes

Da reportagem

A administradora Flaviane Jubran, moradora do condomínio residencial Vila Monte Verde, em Tatuí, acionou a Polícia Militar (PM) após encontrar a cachorra dela, da raça pinscher, e dois de seus gatos mortos na manhã do sábado, 30 de julho.

A O Progresso de Tatuí, a moradora relata que, às 9h15, levantou-se para alimentar seus seis gatos e sua cadela, que, até aquele momento, estavam saudáveis. Após 15 minutos, Flaviane foi até a garagem de casa e conta já ter encontrado os dois gatos mortos.

“Olhei para um dos gatos, que estava no pneu do carro e de um jeito estranho, duro. No mesmo momento, minha mãe avistou o outro gato, com o corpo também rígido. Ambos estavam com a boca espumando e a língua para fora”, detalhou Flaviane.

Nisso, a administradora começou a procurar e a chamar pela cadela “Lilica”, que estava no canteiro de um jardim do outro lado da rua. “Ela também estava morta. Deram veneno”, complementou Flaviane.

Outra preocupação da moradora é com as crianças do condomínio, que costumam andar frequentemente pelo local em que a cachorra morreu. Segundo ela, trata-se do trajeto para o playground.

“O cheiro do veneno estava forte. Imagine se uma criança acaba se contaminando. Isso que aconteceu foi terrível, um perigo para todos nós”, acrescentou Flaviane.

Ao se deparar com a cena, a administradora entrou em contato com a Polícia Militar, que foi até o condomínio e registrou boletim de ocorrência. A Polícia Civil, por sua vez, informou que teve conhecimento do caso através da PM e que será aberta uma investigação.

Além do registro policial, a moradora fez uma denúncia na Delegacia Eletrônica de Proteção Animal (Depa) e nas redes sociais. Flaviane publicou um vídeo dos animais , que já tem mais de 17 mil visualizações desde sábado.

Segundo Flaviane, após a postagem do vídeo, diversos moradores do condomínio entraram em contato relatando mais casos de envenenamento de animais, principalmente de gatos. “Muitas dessas pessoas afirmaram ter deixado o condomínio por causa de maus-tratos de animais”, sustentou.

Para ela, os animais foram envenenados, porque eles passaram mal de forma repentina e estavam com a boca espumando quando os encontrou. “Através dos depoimentos que tive, há a possibilidade de que haja uma espécie de grupo de extermínio de gatos interno”, acrescentou Flaviane, que antecipou ter a intenção de entrar com processo contra o condomínio.

Após o ocorrido com os três animais, Flaviane teve conhecimento de que, na tarde de segunda-feira, 1º, um dos gatos de sua vizinha passou mal.

“O animal dela começou a ter um comportamento estranho, com tremores, por exemplo. Ela pediu ajuda no grupo de WhatsApp do condomínio e uma veterinária foi até o local. Ele acabou se escondendo dentro do motor do carro”, contou Flaviane.

Com isso, a vizinha ligou para o Corpo de Bombeiros pedindo ajuda, que foi até a casa resgatar o animal. Segundo Flaviane, os bombeiros deram carvão ativado para o gato, que obteve uma leve melhora.

Em seguida, o animal foi levado a uma clínica veterinária para tomar as medicações necessárias. “O gato não ficou hospitalizado, mas terá de ir por alguns dias na clínica”, complementou.

A moradora também conta que, em 2019, registrou um BO depois de receber ameaças dentro do condomínio por conta dos animais. “Não me intimidarei. O que aconteceu foi um absurdo, e medidas precisam ser tomadas”, pontuou Flaviane, que está sendo auxiliada por uma advogada no caso.

A reportagem entrou em contato com o condomínio, mas, até o horário do fechamento desta edição (terça-feira, 2), não obteve resposta.

Em nota veiculada em grupo de WhatsApp, a administração do condomínio afirmou que, “em decorrência dos relatos que envolvem o possível envenenamento, de animais domésticos no âmbito da associação, informamos que por motivo de segurança, estaremos recolhendo os comedouros com rações e água de uso coletivo. Pedimos a gentileza de que os mesmos não sejam recolocados ou reabastecidos”.

A nota também afirma o condomínio se solidariza com o ocorrido e esclarece que “não medirá esforços para que, dentro das normas da associação, providências sejam tomadas e repudia a forma como o assunto tem sido tratado atribuindo a culpa do ocorrido ao condomínio como um todo, tentando denegrir a coletividade”.

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