Lembrando Setúbal

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Com franca satisfação- e em seguida à histórica revista que teve como pauta os 30 anos de colunismo social de Jorge Rizek -, o jornal O Progresso apresenta a seus leitores mais uma edição especial, em cujas páginas são encontrados os trabalhos vencedores dos concursos Paulo Setúbal.

No formato tabloide, o jornal é fruto de parceria com a Prefeitura, a qual, novamente, garantiu apoio cultural à iniciativa, e de investimento de “O Progresso”, lembrando que o jornal, há exatos 71 anos, esteve à frente da mobilização que acabou por originar a “Semana Paulo Setúbal”, em meio à qual acontecem os concursos.

A retomada prática e abrangente dos concursos de literatura inspirados na vida e obra do tatuiano Paulo Setúbal, por iniciativa da Prefeitura, é parte integrante das comemorações de aniversário da cidade e, pelo bem da cultura local, tem se mantido a despeito das naturais mudanças de administração. Ótimo!

Não obstante, mais que isto, o certame literário tem extrapolado as fronteiras locais, atraindo a atenção e, consequentemente, trabalhos de várias partes do Estado e mesmo do país.

Mostra evidente disto pode ser observada pela própria qualidade dos trabalhos premiados, os quais apresentam crescente maturidade nos temas e na própria “forma”, em termos de estilo e correção na língua portuguesa.

Mais pelo nome do grande literato – que confere prestígio – que pela premiação em dinheiro -, os concursos já se configuram em nova tradição local.

Por este motivo, O Progresso faz questão de continuar a fazer parte desta iniciativa, concretizando, pela quinta vez nos anos recentes, a divulgação de todos os trabalhos vencedores.

Este adendo especial, aliás, também desponta como algo tradicional no jornal, junto à edição especial de 11 de agosto, que se renovou este ano, no formato revista.

Como já apontado nas ocasiões anteriores, além de proporcionar cada vez mais material interessante aos leitores, a publicação do tabloide justifica-se num objetivo comum entre o jornal e os concursos: o resgate da figura e obra de Paulo Setúbal em simultâneo ao estímulo à produção artística, em especial, a literária.

Aos que alcançam as premiações, torna-se um grande incentivo o reconhecimento público. Portanto, a concretização deste encarte é, de fato, muito especial tanto para o jornal quanto para todos os que se envolvem na produção do concurso, uma vez que é raríssimo, no Brasil, o certame de literatura que garante a publicação dos trabalhos premiados.

Há diversos, inclusive, em que sequer há prêmio em dinheiro, somente a divulgação dos trabalhos. Este particular, sem qualquer dúvida, valoriza ainda mais o concurso tatuiano e, certamente, motiva os participantes.

Entre os premiados, poder ter seu trabalho editado – e guardado para sempre – é um privilégio que vale muito mais que os prêmios em dinheiro, é a efetiva “láurea”.