Guiga aponta término de diligências sobre atos antidemocráticos

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Deputado Guiga Peixoto, alvo de investigações do STF (foto: AI Guiga Peixoto)
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Da reportagem

Na manhã de terça-feira, 26, o deputado federal Guiga Peixoto (PSL-SP) contatou a reportagem de O Progresso informando sobre o fim das diligências da Polícia Federal em inquérito sobre atos antidemocráticos.

Por meio de mensagem, o parlamentar enviou à redação uma imagem, com informações extraídas de reportagem de Camila Mattoso, veiculada no jornal Folha de S. Paulo, nesse dia, abordando a investigação.

“A Polícia Federal enviou ao ministro Alexandre de Moraes um relatório informando que, ao término de dezenas de diligências realizadas, não encontrou elementos suficientes para indiciar responsáveis pela realização ou financiamento de atos antidemocráticos, por ora”, relata a reportagem.

A delegada Denisse Dias Ribeiro foi a responsável pelo envio do relatório ao ministro, em dezembro, mas os documentos foram encaminhados direto para a PGR, onde permanecem até agora, conforme a reportagem.

“A delegada não classificou o relatório nem como parcial, nem como final, como é o padrão”, aponta a reportagem da Folha, que também informa que a PF não solicitou mais prazo para a investigação.

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“Para o inquérito seguir aberto, então, a PGR terá de pedir novas medidas de investigação e Moraes autorizar. Ou, o ministro pode decidir simplesmente devolver para a PF, para que continue apurando”, acrescenta Camila Mattoso.

Após o recebimento das mensagens, O Progresso tentou novo contato com o parlamentar, contudo, até o fechamento desta edição (terça-feira, por volta das 17h), ele não havia dado retorno.

O inquérito é o mesmo que resultou na quebra de sigilo bancário do deputado tatuiano, em junho de 2020. O processo foi iniciado em abril de 2020 e investiga a origem de recursos e a estrutura de financiamento de grupos suspeitos de organizarem atos, entre os quais, os que pediam fechamento do Congresso Nacional e do STF (Supremo Tribunal Federal).

Além de Guiga, foram alvos da quebra de sigilo bancário os deputados: Cabo Junio do Amaral (PSL-MG), Carla Zambelli (PSL-SP), Bia Kicis (PSL-DF), Otoni de Paula (PSC-RJ), Carolina de Toni (PSL-SC), Alê Silva (PSL-MG), General Girão (PSL-RN) e Aline Sleutjes (PSL-PR), além do senador Arolde de Oliveira (PSD-RJ). Todos da base de apoio do presidente Jair Bolsonaro.

A decisão de Moraes foi determinada em conjunto com a autorização de ações de busca e apreensão cumpridas pela Polícia Federal, também em junho, em endereços ligados a 21 alvos relacionados aos atos investigados.

A operação, batizada de “Lume”, foi solicitada pela Procuradoria-Geral da República, com apoio do Ministério Público Federal, em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Maranhão, Santa Catarina e no Distrito Federal.

Conforme o órgão, uma linha de apuração é de que os investigados teriam agido de forma articulada com agentes públicos que possuem foro privilegiado “para financiar e promover atos que se enquadram em práticas tipificadas como crime pela Lei de Segurança Nacional (7.170/1983)”.

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