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    Empresa suspeita faz desempregada vítima em mais um estelionato em Tatuí

    Da Redação

    Mais um estelionato em Tatuí foi denunciado, agora por uma desempregada de 26 anos, vítima de suposto golpe envolvendo a contratação de serviços para redução de juros de um financiamento de veículo, conforme registrado na Polícia Civil, terça-feira, 6.

    Segundo o boletim de ocorrência, a mulher teria perdido o emprego e, diante de dificuldades financeiras, passou a procurar na internet uma empresa que pudesse negociar a redução dos juros incidentes sobre o financiamento do carro dela.

    Durante as pesquisas, encontrou uma com “avaliações que considerou positivas” e entrou em contato, recebendo uma proposta que lhe pareceu “convincente”.

    Ainda de acordo com o BO, a vítima firmou contrato com a empresa e foi informada de que o serviço custaria R$ 700. Inicialmente, ela pagou R$300, ficando os R$ 400 restantes para depois.

    A contratada seria uma companhia de mediações, que forneceu telefones para contato. O pagamento inicial, contudo, foi destinado a outra empresa, por meio de Pix.

    Posteriormente, a mulher indicou os serviços à irmã, que também enfrentava dificuldades relacionadas ao financiamento de um veículo. Segundo o relato, a irmã teria pagado pouco mais de R$ 500, inicialmente e, cerca de um mês depois, passou a ser cobrada em R$ 2.000 por um suposto “laudo do juiz”. Diante da falta de condições, o valor teria sido reduzido para R$ 1.500.

    A situação fez com que a vítima questionasse a empresa sobre o andamento do financiamento dela, quando teria sido informada de que o caso estaria em “fase de conciliação com a instituição financeira”.

    Diante das suspeitas, a mulher procurou a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e foi orientada a verificar diretamente com a instituição financeira a validade de um protocolo apresentado pela empresa como referente à negociação.

    Segundo a desempregada, a consulta não identificou qualquer negociação, apenas uma segunda via do contrato do veículo.

    Após constatar as inconsistências, a mulher comunicou à empresa que não faria novos pagamentos e solicitou o cancelamento do contrato. Em seguida, recebeu um documento denominado “distrato”, mas não o assinou porque, segundo ela, previa que não poderia procurar a polícia, fazer reclamações no site “Reclame Aqui” ou realizar denúncias junto ao Procon.

    Por fim, a vítima retornou à OAB e foi orientada a registrar a ocorrência e procurar o órgão de defesa do consumidor.