Docente da Fatec Tatuí vence ‘Prêmio Agente de Inovação’

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Agente de inovação, a mais votada em evento do Ceeteps (foto: arquivo pessoal)
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Da reportagem

A professora da Fatec (Faculdade de Tecnologia) “Professor Wilson Roberto Ribeiro de Camargo” e agente de inovação da região de Sorocaba Rosana Bertila Giacomazzi venceu a edição 2020 do “Prêmio Agente de Inovação”.

O resultado da votação do evento, promovido pela assessoria de inovação tecnológica do Ceeteps (Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza), foi divulgado na quarta-feira da semana passada, 16.

De acordo com os organizadores, “o prêmio coroa a equipe de agentes de inovação que, durante a pandemia, com muito empenho e dedicação, se adaptou às mudanças e aos novos protocolos para atingir os objetivos de multiplicar o conhecimento, as ações de empreendedorismo e a inovação nas regiões”.

O certame reuniu 38 agentes de inovação, incluindo Rosana, em duas etapas, com a realização de um questionário e publicação de vídeo. Integraram a votação: diretores, coordenadores de curso, gestores regionais de Fatecs (Faculdades de Tecnologia) e supervisores regionais de Etecs (escolas técnicas).

Entre as ações desenvolvidas durante o ano, Rosana promoveu edições das Escolas de Inovadores, na Fatec de Tatuí e nas Etecs “Sales Gomes”, “Doutor Nelson Alves Vianna”, em Tietê, “Fernando Prestes” e “Rubens de Farias e Souza”, ambas localizadas em Sorocaba.

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A professora também realizou diversas capacitações para fomentar a inovação e o empreendedorismo, utilizando metodologias ativas para a criação de modelos de negócios e orientações para trabalhos de graduação.

Rosana aponta que sempre buscou estimular as pesquisas aplicadas, eventos de desafios com os estudantes e mentorias, além de realizar “lives”, “com foco em inovação no empreendedorismo na região”.

“É possível aprender a inovar. Hoje, existem ferramentas, metodologias com as quais você consegue criar os modelos de negócios mais inovadores”, destaca Rosana.

Conforme a agente de inovação, as ações seguem o objetivo do CPS (Centro Paula Souza) de “disponibilizar um ensino de qualidade”. Segundo Rosana, nas cidades em que a equipe atua, os alunos têm trabalhado desenvolvendo diversos projetos.

Ela destaca que as atividades desenvolvidas nas instituições do CPS fomentam o “ecossistema empreendedor de uma forma mais convincente, para que as empresas cheguem mais fortes ao mercado”. “Elas vão mais resistentes e com uma visão diferenciada ao mercado”, sustenta.

Rosana aponta que dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP) indicam alto índice de “mortalidade” de empresas no país. Para a agente, “as pessoas não devem empreender por necessidade, mas por oportunidade”.

“Toda vez que uma pessoa empreende por necessidade, acaba caindo naquela estatística terrível do Sebrae. O empreendedorismo não pode ser uma aventura, precisa ser compreendido e construído para ter sucesso no mercado”, aconselha.

Segundo Rosana, “a função do Inova CPS é utilizar metodologias ativas e ações, como o Programa Trilha do Empreendedorismo e Inovação, para lapidar diamantes brutos (projetos de estudantes)”. “Construir competências, habilidades e ter atitudes serão o perfil dos profissionais do futuro”, frisa.

Ela reforça que o empreendedorismo precisa ser estudado e trabalhado pelas pessoas que querem tornar-se empreendedoras.

Você tem de ser um empreendedor profissional e fazer pesquisas em cima disso, sempre buscando a inovação. Assim, vamos conseguir mudar esses índices que o Sebrae aponta no mercado”, salienta a professora.

A Incubadora de Empresas, que funciona junto à Fatec de Tatuí, também é destacada pela profissional. “Buscamos integrar o ecossistema com projetos que podem começar dentro da sala de aula e que possam virar modelo de negócios, sustentáveis e escaláveis”, conta Rosana.

Para a agente, o prêmio é um reconhecimento de que o trabalho tem sido bem desenvolvido, dando créditos para que se possa continuar com as ações. Contudo, Rosana garante que “o maior prêmio é estar na causa”.

“É uma causa nobre, e que vai ajudar a nossa região e todo o país. Nós estamos em uma passagem de pandemia e há pesquisas que apontam que, com projetos -sejam de vida, familiares ou profissionais -, conseguiremos enfrentar as dificuldades de uma forma muito mais relevante”, indica.

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