
Da reportagem
Beatriz Santos de Oliveira Antunes, moradora de Tatuí, escreveu um livro para a filha após descobrir um câncer enquanto ainda estava grávida. A ideia dela era, caso falecesse, deixar a história das duas contadas para Alice de Oliveira Antunes, a filha.
Beatriz, que atualmente tem 30 anos, foi diagnosticada com câncer de mama durante a gravidez, em janeiro de 2025. Primeiro, veio a descoberta de um nódulo, que inicialmente foi diagnosticado como benigno. Depois, a notícia de que estava grávida. Quando já com 32 semanas de gestação, porém, recebeu o resultado definitivo de que o nódulo era, de fato, um câncer.
Com a gestação avançada, Beatriz precisou iniciar o tratamento sem esperar o nascimento da filha. Com 34 semanas de gravidez, começou a fazer quimioterapia enquanto ainda carregava Alice na barriga.
Conforme contado por ela ao jornal O Progresso de Tatuí, foi realizada a primeira quimioterapia ainda gestante, mas, com 37 semanas, Beatriz deu à luz Alice e, após 15 dias do parto, retomou as sessões de quimioterapia.
Ao longo do tratamento, foram quatro quimioterapias vermelhas e 12 brancas, além de uma mastectomia bilateral, esvaziamento da axila esquerda e 15 sessões de radioterapia. O tratamento também incluiu quimioterapia oral. Atualmente, Beatriz segue com a hormonioterapia.
A quimioterapia vermelha e a quimioterapia branca são termos populares usados para diferenciar os medicamentos oncológicos com base na coloração que eles adquirem quando diluídos.
A cor não indica que um tratamento é mais forte ou mais eficaz que o outro; a diferença real está nos princípios ativos, nos tipos de cânceres tratados e no perfil de efeitos colaterais.
Atualmente, Beatriz está em remissão e faz acompanhamento, e Alice tem um ano e seis meses.
Beatriz cita a fé como uma das principais formas de lidar com o medo.
“Confiar em Deus que Ele ia fazer o melhor para nós e estava guardando a gente. Foi a fé e o apoio em Deus e na família que sempre nos dava força, estava ali nos ajudando e sempre pensando positivo”, acrescentou.
Beatriz contou que, quando descobriu a doença, os médicos alertaram que ela corria risco de morte, e caso não sobrevivesse, queria “contar para a Alice” tudo o que aconteceu, mas nas palavras dela. “Então, comecei a escrever e, graças a Deus, não morri. Mas, continuei escrevendo”, complementou.
Ela conta que as pessoas à volta contaram que a vida dela “dava uma história”, e ela decidiu escrever e ajudar mais pessoas. “Quando fiz alguns vídeos na internet e tive um alcance legal, dez mulheres descobriram esse câncer através de mim, e percebi que o livro talvez fosse ajudar mais pessoas”, comentou.
Sobre a escrita, Beatriz conta que escreveu durante todo o processo e, depois, mandou para uma editora. Quando recebeu de volta, não quis reler, pois queria que saísse da forma mais natural, acreditando que, se relesse, iria querer mudar, “e não era a ideia; a ideia era deixar o mais natural possível”.
O lançamento aconteceu na quinta-feira da semana passada, 27 de agosto, no Memorial do Rugby de Tatuí. “O lançamento foi a coisa mais linda do mundo; tinha bastante gente e vendemos mais livros do que esperávamos. Um dia antes do lançamento, uma pessoa viu a reportagem e sentiu de fazer uma música maravilhosa, que eu passei no dia, além de alguns vídeos. Foi muito lindo, e contou com alguns médicos que cuidaram de mim durante o tratamento; foi bem emocionante”, conta.
Os interessados em adquirir o livro podem comprar pela Amazon (https://www.amazon.com.br/dp/659886223X) ou na livraria Estação Leitura (https://livrariaestacaoleitura.lojavirtualnuvem.com.br/produtos/dois-coracoes-lutaram-dois-coracoes-venceram/).
Sinopse do livro
“Dois Corações Lutaram, Dois Corações Venceram”, de Beatriz Antunes, é muito mais do que um livro — é um testemunho poderoso de fé, amor e superação. Entre sessões de quimioterapia enfrentadas com a bebê ainda no ventre, a dor da perda do cabelo e um parto que desafiou os limites da própria vida, a autora nos conduz por uma jornada profundamente humana e espiritual.
Esta obra não é um relato sobre a doença, mas sim uma prova viva do poder da oração e da força inexplicável que habita o coração de uma mãe. Com uma narrativa emocionante e repleta de esperança, o livro revela que, mesmo nos dias mais sombrios, milagres reais acontecem.
Prepare-se para se emocionar, fortalecer sua fé e descobrir que o impossível é apenas o cenário onde Deus escolhe agir. Uma leitura essencial para quem busca inspiração, coragem e a certeza de que o amor é capaz de vencer qualquer batalha”.






