Churrasqueira da Pompeo será demolida

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Canteiro central da avenida Vice-Prefeito Pompeo Reali, que será demolido para melhorar o escoamento de água (foto: Gabriel Guerra)
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O secretário de Obras e Infraestrutura, Marco Luís Rezende, anunciou que, na próxima semana, deverá ter início a obra de demolição, drenagem e revitalização do canteiro central da avenida Vice-Prefeito Pompeo Reali, conhecido como “churrasqueira”.

A empresa Madri Construtora foi a vencedora da tomada de preços, realizada pela Prefeitura em 6 de abril, e será a responsável pelo empreendimento. O serviço também contempla execução de boca de bueiros, na rua Antonio Pereira Fiuza, e de muro de contenção e recolocação de guias e sarjetas, na rua João Alfredo Soares.

Segundo Rezende, a empresa realizará a derrubada da churrasqueira e a canalização das águas pluviais, por meio da construção de galerias. O empreendimento visa melhorar o escoamento da água e evitar o acúmulo em período das fortes chuvas.

“Vamos ter que fazer uma alteração no trânsito da Pompeo Reali. Pelo menos uma faixa, de cada lado da avenida, terá que ser interditada para o início dos trabalhos. Para o serviço de demolição, serão utilizadas máquinas grandes e caminhões. Vamos ter uma série de transtornos, para logo ter um local mais bonito”, assegurou o secretário.

Rezende afirmou que a fase de demolição não deve ser demorada, sendo que a maior parte do tempo será destinada às escavações do canteiro central, para a localização das saídas de água e a colocação de toda a tubulação.

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“Essa tubulação será realizada desde o início da avenida, perto da estrada, até o local que já está pronto. A água será canalizada em vários pontos. Uma parte ficará na vila Esperança e outra, no ribeirão da Ponte Preta”, explicou.

O secretário comentou que ainda será necessária a realização de medições, para a fiscalização da obra, e que não há prazo definido para a conclusão. “Espero que, no máximo, em 60 dias consigamos preparar tudo o que for preciso”, comentou.

Anunciada pela administração anterior, em março de 2016, a construção do dispositivo, restauração de calçadas, melhorias na iluminação pública e lombofaixas na avenida sofreu críticas logo depois do início das obras, quando o canteiro central começou a ser levantado.

No fim do mesmo ano, a administração municipal pediu aditamento, de R$ 60 mil, para concluir a obra. A solicitação não foi autorizada e, sem o recurso, ela acabou não finalizada. Construída com tijolos, acabou ganhando o apelido de “churrasqueira”.

A demolição – ou não – da mureta do canteiro central foi amplamente debatida no ano passado. Por indicação do MP (Ministério Público), houve uma audiência pública para discutir o que poderia ser feito para solucionar o problema.

O assunto também foi tema de debates no plenário da Câmara Municipal, onde os vereadores apresentaram requerimentos para abordar a questão.

Além da “aparência”, os edis sustentaram que a obra apresenta problemas não previstos pela equipe que a projetara. Entre eles, o fato de que prejudica o trânsito, pois não há muitas passagens entre um lado e outro da avenida. Quem sobe no sentido à rodovia conta, apenas, com dois pontos de transição.

À época, as autoridades também argumentaram que a principal questão é que a obra “contribui” para o aumento de acidentes de trânsito.

No período de chuvas, o canteiro impede o escoamento de água. Nos dias em que há grande volume de precipitação, a falta de escoamento gera o fenômeno chamado aquaplanagem.

Em abril do ano passado, um parecer parcial, elaborado por técnicos municipais, apontou que o canteiro central da avenida teria sido feito sem planejamento. Uma parte da churrasqueira já chegou a ser demolida, durante a conclusão das obras da ponte do Marapé.

Outras obras
Rezende destacou que, na segunda-feira, 7, tiveram início os serviços de recapeamento na avenida Cientista José Barros Magaldi. No local, foram feitas novas guias, poda de árvores, novas bocas de lobo e o reperfilamento da via, para que o recape possa durar mais e ter maior qualidade.

Também já começou a segunda etapa de colocação das lajotas no Jardim Wanderley, com mais 25 mil metros quadrados. A obra tem prazo máximo de 12 meses e investimento de R$ 1,5 milhão.

A Prefeitura concluiu o recapeamento da avenida Zilah de Aquino, onde será feito, além do asfalto, um novo canteiro central, com grama e paisagismo, pintura da pista de corrida e várias acessibilidades para cadeirantes ao longo da avenida.

Rezende explicou que os serviços seguirão para a rua Rotary Clube, “importante ligação para o Jardim Colina Verde”.

Segundo o secretário, em breve, terá início a obra da marginal do Manduca, no trecho do Sesi até a Colina Verde, que será encaixada na ponte do Paulista. A construção acontecerá em parceria entre a Prefeitura e a Construtora BRZ.

Rezende concluiu informando que aguarda a liberação de R$ 10 milhões a serem utilizados para recapeamento de diversas ruas do município. A secretaria está realizando estudo para definir os locais a receberem o asfalto.

“Vamos investir nas ruas principais, as que estão em pior situação e as que melhorarão o fluxo de veículos”, afirmou. O secretário não estipulou prazo, para que o recurso possa ser usado na recuperação das vias.

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