Casos ‘descartados’ de Covid chegam a 30

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Da reportagem

O número de casos descartados de Covid-19 subiu de 11 para 30 nos últimos quatro dias. Os relatórios diários emitidos pela Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Vigilância Epidemiológica, apontam que 34,8% das notificações pela doença tiveram resultado negativo.

Conforme nota divulgada por volta das 16h de terça-feira, 7, o município somava 86 notificações, entre as quais, 49 casos suspeitos aguardando resultados dos testes, 30 descartados e 7 positivos, sendo que dois ainda aguardavam contraprova.

Dois novos casos suspeitos foram registrados na tarde de terça-feira. Eles envolvem uma mulher de 42 anos, que está em tratamento domiciliar, e um homem de 34 anos, que precisou de internação na Santa Casa de Misericórdia, onde permanece em isolamento, com quadro estável.

Segundo o mesmo relatório, outros seis pacientes permaneciam internados, sendo dois casos suspeitos (um homem de 29 anos e uma menina de oito anos) na Santa Casa de Misericórdia, todos com quadro estável.

Também havia outros quatro internados em hospital particular: dois homens, um de 49 e outro de 58 anos, e uma mulher, de 35 anos, com quadro estável.

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Ainda existia uma mulher de 67 anos, internada na UTI da unidade privada, com quadro suspeito e situação que “inspirava cuidados”. Todos os internados aguardavam resultados dos exames.

O número de confirmados não subiu nos últimos quatro dias, até a divulgação do último boletim, já que, na sexta-feira, 3 (data de fechamento da edição anterior), a Vigilância Epidemiológica divulgara que sete pacientes haviam testado positivo para a doença.

Já o índice de notificações subiu 7,5% no mesmo período, com o aumento de seis novas suspeitas. Até sexta-feira, o município registrava 80 notificações, somadas por meio do atendimento da rede pública e particular, sendo 62 suspeitas, 11 casos descartados e 7 positivos.

No boletim divulgado na manhã de sábado, 4, foram registradas duas novas notificações. Os casos são de um homem de 29 anos e uma menina de oito anos, internados na Santa Casa de Misericórdia com suspeita da doença.

Também na manhã de sábado, um homem de 48 anos, que estava internado na Santa Casa com quadro suspeito, teve alta para seguir o tratamento na casa. Ele ainda aguardava resultado de exames para confirmar se fora acometido pela Covid-19.

Por outro lado, uma mulher de 67 anos, com quadro suspeito e que estava em tratamento domiciliar, deu entrada na UTI (unidade de terapia intensiva) do hospital.

Além dela na UTI, a cidade tinha mais duas internações por suspeita da doença em hospital particular, sendo dois homens, de 49 e 62 anos. Os três ainda aguardavam resultados dos exames.

Na tarde de sábado, o quadro ficou inalterado. No domingo, 5, mais três pacientes que estavam na lista de suspeita de coronavírus tiveram os casos descartados.

Os testes foram realizados em laboratórios particulares e são de duas mulheres, de 27 e 33 anos, e de um homem, de 62 anos, que seguia internado em hospital particular.

O relatório de domingo ainda informou sobre uma nova notificação. Uma mulher de 35 anos foi internada no hospital particular da cidade, com suspeita da doença.

Na Santa Casa, seguiam internadas as duas pessoas com casos suspeitos (o homem de 29 anos e a menina de oito, que deram entrada na manhã de sábado), e no hospital particular, um homem de 49 anos, com quadro estável, e uma mulher de 67 anos, na UTI, com suspeita da doença.

A VE está divulgando dois relatórios diários, contudo, o quadro não mudou na tarde de domingo e nem na manhã de segunda-feira, 6, ficando pelo menos 24 horas sem novas notificações.

Já na tarde de segunda-feira, 11 pacientes que haviam feito testes para Covid-19 tiveram os casos descartados. Entre os exames que deram negativo para a doença, nove foram realizados por laboratórios particulares e dois, pelo Instituto “Adolfo Lutz”. Dos casos suspeitos descartados, cinco são mulheres e seis, homens.

O mesmo relatório ainda apontou que um novo caso de suspeita havia sido registrado no período da tarde. Segundo a VE, um homem de 58 anos foi internado no hospital particular com suspeita da doença. O quadro era estável.

O boletim ainda apontou que seis pacientes permaneciam internados com suspeita da doença, sendo dois na Santa Casa (um homem de 29 anos e uma menina de oito anos), e quatro no hospital particular (dois homens, de 49 e 58 anos, e duas mulheres, de 35 anos e 67 anos, sendo que a mais velha estava na UTI).

Na manhã de terça-feira, 7, mais cinco casos (de duas mulheres e três homens) foram descartados. Entre os exames que testaram negativo para a doença, dois foram realizados por laboratórios particulares e três, pelo Instituto “Adolfo Lutz”.

 

Morte na região

A Secretaria Municipal de Saúde de Laranjal Paulista confirmou, na manhã de terça-feira, 7, o primeiro óbito por coronavírus nessa cidade. Segundo a prefeitura, o paciente, de 51 anos, estava internado havia três dias na UTI do Hospital das Clínicas de Botucatu (SP).

Este foi o primeiro caso de morte por coronavírus registrado na região de Itapetininga, que, até a manhã de terça-feira, tinha 16 casos confirmados da doença, sendo sete em Tatuí, dois em Boituva, dois em Itapetininga, um em Alambari, um em Arandu, um em Itararé, um em Laranjal Paulista e um em São Miguel Arcanjo.

O número de casos de coronavírus no estado, desde 26 de fevereiro até a tarde de segunda-feira, 6, havia chegado a 4.866. Ao todo, mais de 400 hospitais, entre públicos e privados, notificaram casos suspeitos. O total de mortes por Covid-19 – 304 em 20 dias – já havia passado o das 297 vítimas fatais por gripe registradas em 2019.

Os dados também apontam que o coronavírus mata dez vezes mais que todos os tipos de meningite. Até o momento, são 15,2 mortes diárias, em média, por Covid-19, contra 1,3 morte diária por meningite no estado, em 2018, conforme informações consolidadas pela Vigilância Epidemiológica paulista.

Entre as vítimas fatais da Covid-19, 68,1% tinham 60 anos ou mais. Do total de mortos pela doença, de todas as faixas etárias e que tinham alguma comorbidade, 56,9% eram cardiopatas; 40,1% possuíam diabetes; 11,8% apresentavam pneumonia; 10,2% tinham algum tipo de doença neurológica; 6,9% possuíam imunodeficiência; 2,6% eram asmáticos; e 2% apresentavam doença hematológica.

Conforme o governo, o cenário epidemiológico de São Paulo em relação ao coronavírus, até então, é melhor que em relação a outros países. O governo do estado decretou quarentena apenas 26 dias após o primeiro caso, quando havia 810 infectados e 22 mortes. Com isso, a “curva” de casos apresentou tendência de achatamento.

Para o estado, o distanciamento social está ajudando a mitigar a transmissão de casos em São Paulo. “As pessoas estão tendo menos contato entre si e, com isso, a taxa de contágio por Covid-19 caiu”, segundo o governo paulista.

Conforme estudo do Instituto Butantan, em parceria com o Centro de Contingência, de acordo com os dados epidemiológicos disponíveis, antes das medidas de restrição, a velocidade de transmissão do vírus era de uma para seis pessoas. No dia 20 de março, esse número caiu para uma para três. No dia 25, já era de uma para menos de duas. “Mas, somente quando a taxa for menor que um para um poderá se dizer que a epidemia foi controlada”, segue o estudo.

Ainda conforme as informações do estudo, com 66% dos paulistanos em casa após 23 de março, houve expressiva redução de pacientes com quadros pulmonares internados em hospitais. Mas, o isolamento diminuiu nos últimos dias. Em 2 de abril, era de 52,4% na cidade de São Paulo e de 51,8% no Estado.

“Esses resultados positivos reforçam a importância das medidas de afastamento social adotadas. A evolução da epidemia indica claramente que as medidas têm que ser mantidas, e a adesão da sociedade, reforçada. O Centro de Contingência avalia diariamente o impacto das medidas na mobilidade das pessoas, e a constatação é que ainda existe espaço para melhoria. Neste momento crítico da epidemia, a única medida efetiva ao nosso dispor é o distanciamento social”, afirmou o médico David Uip.

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