Banco de Sangue completa um mês de atividades após a reinauguração

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Unidade preencheu o estoque , mas ainda precisa de doações para suprir necessidades diárias (foto: Diléa Silva)
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O Banco de Sangue “Fortunato Minghini”, da Santa Casa de Misericórdia de Tatuí, após a reinauguração, completou um mês de atividades na quarta-feira, 25, e já comemora os resultados. A unidade, que passou três anos funcionando apenas como agência transfusional, recebeu reforma e voltou a funcionar no mês passado.

De acordo com Rita Corradi de Azevedo, assistente administrativa da unidade, em poucos dias de funcionamento, o banco conseguiu completar o estoque necessário para abastecer a Santa Casa de Tatuí, o Pronto-Socorro “Erasmo Peixoto” e o Hospital da Unimed.

Com a reserva completa, a unidade passou a fornecer a produção excedente ao Hemocentro do HCFMB (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu), que atende outros hospitais da região, como Jaú e Sorocaba.

“Desde o primeiro dia da reabertura, fomos muito procurados. Com isso, já temos quantidade suficiente para atender a nossa necessidade e estamos fornecendo sangue para Botucatu, para aumentar a reserva deles lá também”, contou.

Para a assistente administrativa, a reinauguração da unidade foi extramente importante. Ela explica que, antes de o Banco de Sangue voltar a realizar coletas, a unidade estava funcionando apenas como agência transfusional e tinha que comprar bolsas sanguíneas dos hemocentros de Botucatu ou Sorocaba, em casos de necessidade.

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“Hoje, nós podemos coletar o sangue aqui, e isso ajuda muito. Já fica tudo preparado e, quando precisamos, nós temos”, garantiu.

A agenda de coletas foi reaberta no dia 25 de junho, com a “Campanha Bombeiro Legal”. Trinta bombeiros militares compareceram para se recadastrar e realizar a doação, e, desde então, muitas pessoas têm procurado a unidade. Dentro destes 30 dias, foram realizadas 124 coletas.

Conforme Rita, o número de doações ao Banco de Sangue ainda é limitado, mas deve aumentar nos próximos meses. Ela conta que, atualmente, o sangue doado na unidade é enviado ao hemocentro de Botucatu, para passar um procedimento que faz a separação dos componentes (como hemácias, plaquetas, plasma e outros), e isso acaba limitando o trabalho da unidade.

O processo é feito em um equipamento chamado “centrífuga”, que o Banco de Sangue já possui, porém, as funcionárias do local ainda precisam finalizar o curso – que está em andamento – para poder realizar o procedimento de separação dos componentes.

Com a preparação das profissionais, o processo poderá ser realizado na centrifuga própria e o horário de coletas, ser estendido, aumentando o número de doações diárias, consequentemente.

“Nós temos o equipamento, mas, como ainda não podemos fazer o procedimento aqui, temos que limitar o número e o horário para a doação. Quando acaba a coleta, já temos que colocar as bolsas de sangue no carro e correr para Botucatu levar, em um período curto de tempo”, explicou.

Até então, são agendadas de 12 a 14 coletas por dia. A agenda é organizada por tipo sanguíneo, tendo duas vagas diárias para pessoas que querem doar, mas que ainda não sabem informar a qual tipo pertencem. Estes doadores são incluídos em uma agenda separada, que já conta com 35 cadastrados.

Rita Corradi faz balanço de atendimento do Banco de Sangue em um mês de atividade (foto: Diléa Silva)

Segundo a assistente adiantou a O Progresso, para reduzir estes casos, a unidade planeja um mutirão de testes. “Assim, eles podem vir aqui um dia, tiram o sangue, a gente faz o teste e informa qual o tipo sanguíneo destes novos doadores. Isso vai agilizar o trabalho do banco de sangue”, apontou.

Recadastramento

Além de buscar novos doadores, o banco de sangue está trabalhando para tentar atualizar milhares de cadastros antigos. Segundo Rita, existe um incontável número de fichas desatualizadas e uma das necessidades da unidade, desde a reativação, tem sido recadastrar esses doadores.

Rita ressalta que, mesmo com o estoque completo, é importante que as pessoas continuem doando, pois, diariamente, é necessário suprir os hospitais e a reserva tem de ser preenchida.

“Temos muitos pacientes que precisam das doações de sangue para viver, temos que ter um estoque bom”, reforçou.

Para doar, é necessário apresentar RG ou outro documento com foto (original), não estar em jejum, dormir ao menos seis horas antes da doação e não ingerir bebidas alcoólicas 12 horas antes. Além disso, os requisitos são ter boa saúde, pesar mais de 50 quilos e ter entre 18 e 69 anos.

A idade máxima para a primeira doação é 60 anos. Aos 16 e 17, a doação é autorizada somente com a presença do responsável legal, portando documento com foto de ambos. O horário da coleta é das 7h às 9h.

Ela ressalta, ainda, que a unidade precisa de todos os tipos. Contudo, existe dificuldade em encontrar doadores dos tipos AB+ e AB-. Entre mais de 2.000 cadastros atualizados, há apenas cinco pessoas com estes tipos sanguíneos, sendo três AB+ e dois AB-.

“Quando precisamos, são apenas esses contatos que eu tenho, e, depois da coleta, o doador tem um tempo de recuperação de três meses para que, então, possamos realizar outra retirada de sangue”, explicou.

“Por isso, preciso de mais pessoas e também atualizar os cadastros que tenho aqui. Tem muito celular e telefone fixo que não existe mais. Com isso, não estamos conseguindo contato com os doadores”, acrescentou.

Ela pede que quem já doou sangue no Banco de Tatuí compareça na unidade, levando RG, cartão SUS e comprovante de endereço. O horário para atualizar o cadastro é das 7h até às 16h. Caso o doador não possa comparecer, pode entrar em contato pelo 3259-3114.

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