Avança a ideia de centro de hemodiálise

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AC Prefeitura

Cecília Oliveira França, Alcir Ferrari e equipe e prefeito Manu discutiram projeto de implantação de centro que depende de investimentos

 

Em junho deste ano, 62 pessoas do município que sofriam de problemas renais eram tratadas fora da cidade, conforme o Cobat (Conselho de Bairros de Tatuí). Neste mês, o número subiu para mais de 80, segundo o prefeito José Manoel Correa Coelho, Manu.

Os pacientes que viajam em dias alternados da semana para fazer diálise devem ser os principais beneficiados pelo projeto de implantação do centro de hemodiálise, que está “avançando”. Neste mês, o Executivo divulgou a aquisição de uma área de 5.100 metros quadrados que pode abrigar o futuro serviço.

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A ideia é que o local tenha, também, um centro de convivência para atender a familiares dos pacientes que serão submetidos ao tratamento.

Outra novidade é a cozinha-piloto experimental, na qual serão preparados pratos “saudáveis”, com ingredientes específicos para consumo por doentes renais. Haverá, ainda, espaço para terapia ocupacional e atividades físicas especiais dirigidas.

Todas essas propostas estão contempladas no croqui trazido ao município pelo médico nefrologista Alcir Ferrari e recebida pelo prefeito. Manu discutiu o projeto com o especialista em reunião no dia 19.

O encontro contou com participação da secretária municipal da Saúde, Cecília Oliveira França. Na ocasião, Manu recebeu do médico a planta do terreno adquirido para a construção do futuro centro de hemodiálise. A área fica no Residencial Guedes, considerado ponto estratégico por ser próximo da Santa Casa.

Para a aquisição do imóvel, a equipe do nefrologista realizou estudo que levou em conta a “necessidade de topografia plana”. Na avaliação, os profissionais também consideraram o “pouco fluxo de veículos e a facilidade de deslocamento até a Santa Casa e o Hospital da Unimed”, em conclusão.

Além da apresentação, o prefeito afirmou que o médico, a secretária e os funcionários do Departamento de Planejamento do município já iniciaram conversas para elaboração de um cronograma de obras. O centro deve ter 1.400 metros de área construída, ficando a cargo da Nefrolins Clínica de Apoio Dialítico.

Em nota, a assessoria de comunicação do Executivo informou que as construções devem ser iniciadas ainda neste ano. As obras, no entanto, dependem de “alguns detalhes” que estão sendo discutidos com a DRS (Divisão Regional de Saúde) XVI, da cidade de Sorocaba, para referenciamento.

“Eu fui o prefeito pioneiro que trouxe a hemodiálise para a UTI (unidade de terapia intensiva). E tenho esse compromisso com a população de trazer o centro para que todos os doentes que sofrem com problema renal não tenham mais que ser transportados para outras cidades para fazer tratamento”, declarou.

A construção deve ficar a cargo da empresa de Lins, uma vez que a Prefeitura “não tem condições de arcar com os custos”. “Além do prédio, os equipamentos (para filtragem do sangue e as máquinas de osmose reversa) são muito caros”, afirmou Manu.

Em função disso, inicialmente, a Nefrolins deve construir o centro “como se fosse um hospital particular”. Em paralelo, a Prefeitura tentará firmar convênio com o governo do Estado de São Paulo para habilitar o local ao atendimento via SUS (Sistema Único de Saúde), como referência para a região.

Conforme o prefeito, o Executivo já iniciou conversas com a DRS para que o centro possa receber pacientes da região. A intenção é oferecer tratamentos para doentes renais de Capela do Alto, Cesário Lange, Boituva e Porangaba.

“Para isso, temos que ter parceiros. O município não tem condições nenhuma, hoje, de fazer um centro de hemodiálise e correr atrás desse credenciamento”, afirmou.

Tentando agilizar a implantação em Tatuí, o Executivo “abriu” a possibilidade de realizar trabalho conjunto com a Nefrolins.

O prefeito alegou que a parceria deve tornar o processo mais rápido, uma vez que a empresa “já tem experiência e ‘know-how’ anteriores”. Ela fundou um centro em Lins.

“Não tenho dúvida nenhuma que nós vamos conseguir, porque Tatuí, além de ter os próprios pacientes, vai poder receber pessoas de cidades vizinhas”, disse.

Atualmente, os pacientes de Tatuí são submetidos a tratamento nos municípios de Itapetininga, Rubião, Sorocaba e Itu. Pouco mais da metade delas viajava, até julho deste ano, para essas cidades às terças, quintas e sábados; os demais eram tratados às segundas, quartas e sextas-feiras. Do total, seis pacientes “viajavam acamados”.

Em atenção às dificuldades ocasionadas pelo deslocamento, o Cobat realizou abaixo-assinado com mais de cem folhas. O documento coletou mais de 4.000 assinaturas, protocoladas em ofício endereçado ao prefeito.

A presidência da entidade também o encaminhou à Secretaria Estadual da Saúde, Sociedade Brasileira de Oncologia, DRS de Sorocaba e Ministério da Saúde.

Também em junho deste ano, o conselho solicitou apoio para a realização de uma carreata. O movimento deveria acontecer após os jogos da Copa do Mundo – encerrados em julho – com objetivo de chamar a atenção das autoridades para a “necessidade da criação de uma central de hemodiálise” no município.


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