A sua cara

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Iniciada no dia 7 deste mês, a série de entrevistas com os candidatos a deputados estaduais e federais residentes em Tatuí chegou ao fim na semana passada. Na quarta e última semana, os políticos apresentaram biografias e considerações finais.

As entrevistas aconteceram na sede do bissemanário, entre os dias 3 e 5 de setembro, com todos os oito concorrentes às eleições gerais.

Participaram os seis candidatos a deputado estadual por Tatuí e os dois que concorrem à Câmara dos Deputados. Na redação, eles responderam a um total de seis perguntas.

Os questionamentos abordaram as razões das candidaturas, as diferenças de funções entre os Poderes Executivo e Legislativo, projetos específicos, diferenças partidárias entre os candidatos, relacionamento com a região e a opinião deles sobre o número de concorrentes neste ano.

Conforme regulamento, as cinco primeiras perguntas foram iguais a todos os candidatos. Eles ainda responderam a uma sexta, de caráter individual.

Para garantir o mesmo espaço aos políticos, o jornal estipulou tempo de um minuto e meio para as respostas. Ao todo, os postulantes tiveram à disposição nove minutos para falarem sobre os assuntos apresentados.

Também a exemplo do que acontecera em 2012, o jornal abriu mais um minuto e meio para os participantes apresentarem suas considerações finais. O tempo máximo de resposta não foi ultrapassado por nenhum dos candidatos.

As respostas começaram a ser publicadas no jornal impresso na edição do dia 7 de setembro. Como sequência, a sabatina esteve veiculada nas semanas seguintes, aos domingos, 14, 21 e 28.

Novidade apresentada em 2012, as gravações em vídeo com as entrevistas foram mantidas pelo bissemanário. Elas estão disponibilizadas em “O Progresso Digital” (www.oprogressodetatui.com.br) e no canal do YouTube do bissemanário. O endereço para visualização é o www.youtube.com/oprogressodetatui.

Também para garantir direito de igualdade aos candidatos e fidelidade às entrevistas, a série apresentou as respostas transcritas sem edições. Os vídeos são compostos da mesma forma, sem edições.

O objetivo da série de entrevistas, naturalmente, é contribuir com os eleitores, levando-lhes mais informações sobre os candidatos, assim facilitando as necessárias escolhas.

Óbvio, não são apenas esses oito os candidatos. Não obstante – ao menos na teoria -, é esperado comprometimento muito maior do político eleito para com sua comunidade de origem.

Por esse motivo, a imprensa local acaba por ter certa obrigação de priorizar as campanhas dos políticos autóctones em seu noticiário – embora sem afirmar que este fato, necessariamente, implica em garantia de melhor escolha.

Representatividade nas instâncias estadual e federal, no entanto, é algo francamente positivo. A quem concorda com esta premissa, as entrevistas podem ser ainda mais úteis, até porque demonstram como essa representatividade aconteceria.

Quando se aponta a representação, em primeiro plano, está a defesa dos interesses locais e regionais, mas, também, a própria maneira como se representa.

Um político eleito representa os cidadãos que o elegeram, configurando-se, portanto, na “cara” de sua comunidade. Existe um lugar-comum em moda, “bobo”, mas que bem pode exemplificar isto: quando se diz que algo ou alguém “me representa” – ou “nos representa” –, está dizendo-se que tenho tudo a ver com esse cidadão ou movimento.

Por esse motivo, avalie muito bem, eleitor, se os seus candidatos o representam verdadeiramente. Se esses com os quais mais se identifica estão à frente nas pesquisas, se vão ganhar ou perder a eleição, menos importa.

Interessa é que você seja fiel às suas convicções, fiel a si mesmo, afinal. Também por isso, O Progresso disponibiliza as entrevistas em vídeo, para que você, eleitor, possa olhar os candidatos e avaliar com quais deles mais se espelha, quais os que têm “a sua cara”.