A Cidadania e o Voto!

RAUL VALLERINE

Não há nada de errado com aqueles que não gostam de política, simplesmente serão governados por aqueles que gostam.

Platão

Este ano teremos a chance de agir para buscar a melhoria da gestão pública de nossos estados e do nosso país. Milhões de brasileiros aptos a votar irão às urnas para escolher seus representantes.

Este ano todos poderemos escolher candidatos para os cargos de Deputado Estadual, Deputado Federal, Senador, Governador e Presidente. Segundo o TSE, em 2022, mais de 19 milhões de jovens, com idade entre 16 e 24 anos, estarão aptos a votar.

Uma parcela considerável dentro do eleitorado brasileiro, que necessita de educação, de acesso ao mercado de trabalho, lazer, segurança! Então Jovem, se liga no processo eleitoral na hora de escolher o seu candidato e como ele ajudará na construção do seu futuro.

Cidadania e voto são termos que se equivalem em muitos aspectos, estando ambos diretamente vinculados ao conceito de democracia.

E a concretização do regime democrático previsto na Constituição depende de cada um de nós, desde que não neguemos nossa posição privilegiada de cidadãos.

O voto constitui o mais importante instrumento de mudança política e social. Todos os que não estejam satisfeitos com as políticas sociais implementadas pelos atuais governantes e legisladores ou com a omissão no dever de as implementar devem aplicar seus esforços para mudar.

O que não esteja correspondendo às necessidades da população, especialmente a parcela da população menos favorecida por essas políticas. Sufrágio universal significa que todo o cidadão dentro das normas legais tem direito ao voto.

Tal configuração de participação política foi uma vitória no sentido de ampliação dos critérios da democracia representativa no país, já que todos os cidadãos com mais de 16 anos, homens ou mulheres, alfabetizados ou analfabetos, têm direito a escolher seu representante através do voto.

No site da Câmara dos Deputados pode-se ler um breve histórico do voto no Brasil. Nele se vê que o voto pôde ser exercido já em 1532, apenas trinta e dois anos após a “descoberta” do Brasil. Em 1932, o Código Eleitoral passou a assegurar às mulheres brasileiras o direito ao voto

Essa breve síntese serve para demonstrar mais um motivo pelo qual devemos rememorar, para comemorar, a grande conquista do regime democrático, e dentro dele, como aspecto mais relevante, talvez, a extrema importância do voto, o direito ao exercício do sufrágio.

Por meio do voto, é possível ao eleitor escolher dentre um leque de opções previamente estabelecido uma pessoa que o representará em algumas das instituições políticas por um período determinado.

Essa escolha, na forma ideal, deve ser feita com consciência política e após uma análise das propostas do candidato e de sua viabilidade de aplicação, além do histórico pessoal e político do candidato.

Poder escolher quem vai governar nossas vidas, nos contextos econômico, político, social etc., transmite a ideia de que estamos participando do governo, mesmo que não concordemos, naturalmente, com todas as decisões tomadas pelos governantes e legisladores.

Só que a ideia de participar e ser parte não contempla toda a amplitude do conceito de cidadania, porque os súditos do rei também fazem parte do império, mas não podem ser minimamente chamados de cidadãos. Dessa diferença surge a importância extrema de ser cidadão e de se fazer respeitar como tal.

E como se pode fazer respeitar como cidadão? Comportando-se como um legítimo cidadão, ou seja, aquele componente da sociedade que dela participa para fazer valer seus direitos, cumprindo com seus deveres.

Exercitando seus direitos e cobrando das autoridades e dos demais cidadãos o cumprimento da lei e, especialmente, da Constituição.

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