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    Parlamentar solicita instalação de subprefeitura no Jardim Santa Rita

    Camargo aponta que mediria beneficiaria atendimento da população

    Quase todas as matérias apresentadas foram aprovadas por unanimidade (foto: Reprodução/TV Câmara)
    Da reportagem

    Com estimativa superior a 20 mil habitantes, o Jardim Santa Rita de Cássia poderia receber a implementação de uma subprefeitura. Pelo menos essa é a intenção do parlamentar Márcio Antônio de Camargo (PSDB).

    Em sessão ordinária no plenário da Câmara Municipal, segunda-feira, 12, o vereador apresentou o requerimento 974/21, questionando o Poder Executivo se há estudos visando à instalação de uma subprefeitura no bairro. A matéria foi aprovada por todos os parlamentares.

    Popularmente conhecido como Márcio do Santa Rita e morador do bairro há 41 anos, Camargo já havia feito o mesmo pedido havia quase seis anos.

    Vereador na legislatura de 2013-2016, ele apresentou um requerimento, em 22 de junho de 2015, indicando a instalação de uma subprefeitura,“para melhor atender a numerosa população da região”.

    A justificativa da matéria garante que, atualmente, “com o crescimento e desenvolvimento de toda a região abrangida pelo maior bairro do perímetro urbano da cidade, a criação e instalação da subprefeitura seria um marco histórico”.

    “Seria de grande ajuda para a atual administração e um ponto de partida para um maior desenvolvimento daquela região, facilitando as reivindicações dos moradores do bairro”, acrescenta o requerimento.

    Os parlamentares da atual legislatura têm apresentado diversas solicitações ao Santa Rita, entre elas, a instalação de uma base do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), uma UPA (unidade de pronto atendimento), uma unidade do projeto Ayrton Senna e um “gripário”, para auxiliar no atendimento de moradores com sintomas de dengue.

    Durante a reunião parlamentar, os edis aprovaram 151 matérias, sendo 18 indicações, 120 requerimentos e 13 moções. A exemplo da semana anterior, a dengue voltou a ser tema de inúmeros documentos apresentados na pauta da sessão ordinária.

    Um grupo de sete vereadores, formado por Cíntia Yamamoto Soares e Maurício Couto (ambos do PSDB), Gabriela Xavier Mendes Coito e Valdir de Proença (Podemos), João Éder Alves Miguel e Renan Cortez (MDB) e João Francisco de Lima Filho (Cidadania), apresentou três requerimentos relacionados à doença.

    Eles perguntam à prefeitura sobre as medidas adotadas até o momento para conter a proliferação do mosquito Aedes aegypti, sobre a possibilidade de contratação temporária de agentes de endemias e da promoção de estudos para identificar as razões do surto de dengue no município.

    “Estamos somando esforços para combatermos a dengue, que se tornou emergencial no município” sinalizou Cortez.

    Eduardo Dade Sallum (PT) declarou que a prefeitura tem adotado “um discurso de que a culpa do alto número de casos da doença é dos munícipes”. Ele ressaltou que todos têm de auxiliar no combate, porém, que Tatuí possui 450 vezes mais casos que a média das cidades paulistas.

    “Tem alguma coisa errada. É preciso fazer pesquisas, estudos e investigar ‘in loco’ o que está acontecendo”, completou Sallum.

    Cláudio dos Santos (PSL) apresentou requerimentos endereçados, de forma individual, ao governador João Doria e aos deputados estaduais Coronel Telhada (PP) e Júnior Bozzella (PSL), para que enviem emendas parlamentares para auxiliar Tatuí no combate ao mosquito transmissor da dengue.

    À prefeitura e à 15ª Delegacia de Serviço Militar, Fábio Antônio Villa Nova (PP) pede a implantação de uma unidade do Tiro de Guerra em Tatuí. Ele protocolou requerimentos questionando sobre a chance de o município celebrar convênio com o Exército.

    Para Villa Nova, além de o Tiro de Guerra ser uma “escola de cidadania, moral e civismo”, quando havia uma unidade no município, ele auxiliava muito a comunidade em campanhas sociais de doação de alimentos e agasalhos.

    “Neste momento, no qual vivemos a pior epidemia de dengue da história do município, o Exército seria muito útil, pois ele sempre atua em casos de epidemias e catástrofes, podendo ajudar em endemias junto com os agentes no controle de focos de infecção”, argumentou.

    O vereador apontou que a celebração de convênio seria“perfeitamente possível”. Segundo ele, em 2019, o deputado federal Guiga Peixoto (PSL) e o então chefe de gabinete dele, Wagner Rodrigues, foram informados, pelo coronel Renato Ivo Fernandes de Castro, assessor parlamentar do Exército,que a volta do Tiro de Guerra a Tatuí dependia somente de “uma sinalização positiva por parte da prefeitura”.

    Através de requerimento, Alves Miguel, Cortez, Camargo, Cíntia, Proença e Jairo Martins (PSD) pedem que a prefeitura realize estudo para isenção de impostos municipais aos estabelecimentos que não estejam em atividade e que deixam de obter renda em função da limitação das atividades econômicas.

    O grupo de parlamentares ainda solicita que, após a retomada e abertura das atividades comerciais, os estabelecimentos possam ser beneficiados pelo mesmo período que permaneceram fechados, com isenção de impostos e taxas.

    Entre todos os documentos protocolados na sessão ordinária, somente uma moção, apresentada pelo edil José Eduardo Morais Perbelini (Republicanos), parabenizando o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Kassio Nunes Marques, não recebeu aprovação unânime.

    A matéria, em agradecimento ao magistrado pelo “reconhecimento da necessidade” de os fiéis participarem de celebrações religiosos em igrejas e templos durante o período pandêmico, recebeu um voto de abstenção, de Sallum, que apontou“ainda não ser o momento adequado” para essa medida.

    Manifestando-se favorável às atividades em templos religiosos, Sallum disse entender que a decisão de Marques é equivocada, “apesar da boa intenção”. Ele destacou que as igrejas devem continuar com o trabalho religioso e social, porém, “que a fé pode ser processada de qualquer local”.

    “Como o pastor vai barrar as pessoas de entrarem na igreja? Acho que tínhamos de ter bom senso, coisa que Marques não teve. Ele pode ter a melhor das intenções, mas, no momento, não dá”, justificou-se Sallum.