A Celebração da Páscoa!

RAUL VALLERINE

Algumas coisas são explicadas pela ciência, outras pela fé. A Páscoa ou Pessach é mais do que uma data, é mais do que ciência, é mais que fé, Páscoa é amor.

Albert Einstein

É uma data especial e muito antiga, da qual começa-se a falar dela pelo ano 150. ‘Páscoa’ significa, em Hebraico, ‘passagem’. Ainda hoje, ela é uma data importante para os Judeus e uma data central da fé cristã.

A Páscoa é a passagem da escravidão à liberdade, da morte à vida, do medo à esperança, da indiferença ao compromisso com a vida. Na Páscoa de Jesus encontramos o sinal de amor infinito pela humanidade.

Ele, reunido com os apóstolos, lava os seus pés, faz uma oração de gratidão e partilha o pão, dando um exemplo de fraternidade, doação e esperança.

Quais sentidos vamos dar para a Páscoa em 2021? Este ano, as celebrações devem ocorrer de forma virtual em todo o Estado de São Paulo. O decreto de isolamento social rígido, que vale até o próximo domingo, proíbe atividades religiosas presenciais e outros serviços não essenciais.

Fomos desafiados a nos recolher não somente em nosso coração, mas em nossas casas e viver de modo intenso a partir de nossos lares a experiência de esperar a festa da Ressurreição.

O que esta Páscoa representa em nossas vidas, famílias, trabalhos, relações? Neste contexto mundial em que vivemos a pandemia do Covid-19, precisamos, mais do que nunca, estar juntos e apoiarmo-nos como famílias, amigos, colegas, vizinhos e também como organizações para superarmos esta tempestade inesperada.

Como disse-nos o Papa Francisco em sua bênção agora em março: “Demo-nos conta de estar no mesmo barco, todos frágeis e desorientados, mas ao mesmo tempo importantes e necessários. Todos chamados a remar juntos, todos carecidos de mútuo encorajamento”, assim como os discípulos de Jesus fizeram na tempestade em alto mar (Mc 4, 37).

Para tanto, na sua Páscoa, Jesus dá-nos o exemplo, que na Semana Santa fazemos a memória; começando pela entrada em Jerusalém e de modo humilde, simples, assumindo o projeto de Deus por amor à humanidade.

Ele foi recebido como o Filho de Deus. Nessa ocasião, as pessoas o saudaram com ramos de palmeira e oliveira, motivo pelo qual ficou conhecido como Domingo de Ramos, início da Semana Santa.

Na Quinta-feira Santa, outro gesto extremamente significativo: Ele mostra-se servo que lava os pés dos discípulos (Flp 2, 7).

Na Sexta-feira Santa, temos a via-sacra de Jesus, a entrega total por amor infinito à humanidade, com sua morte que não é o fim, mas o começo de algo novo; “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23, 46).

No Sábado, as leituras da Vigília Pascal resgatam a História da Salvação, os sinais de salvação e esperança da presença de Deus no meio da humanidade, ontem, hoje e sempre. Tudo culmina, no Domingo de Páscoa, com a Ressurreição.

O Coronavírus mexeu com nosso cotidiano, nosso trabalho e nossas relações humanas. Em meio a tanto sofrimento, chega à Festa da Páscoa, a nossa Fé na Ressurreição.

Temos que entender que a Páscoa deve acontecer, primeiramente, dentro de cada um de nós. Na fé cristã, a Páscoa significa a passagem da morte para a vida.

É tempo de olharmos para o nosso coração, valorizarmos o que temos e nos fortalecermos na fé e na esperança para termos a certeza de que dias melhores estão por vir.

O domingo de Páscoa é o Dia da Ressurreição. O corpo e o espírito de Cristo foram reunificados. A pedra que cobria o túmulo foi removida e um anjo apareceu.

Ao fim do dia, Jesus apareceu para todos os discípulos. Páscoa significa a passagem da escravidão para a liberdade. É o dia mais santo para todos os cristãos.

Porque a vida é um dom que se recebe doando-se. E porque a maior alegria é dizer sim ao amor como fez Jesus por nós. Uma feliz Páscoa!