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    Especialista faz alerta para variante da Covid oriunda do Reino Unido

    Dr. Jorge Sidnei Rodrigues da Costa – Cremesp 34.708 *

    Nos últimos meses, novas variantes do coronavírus com maior potencial de transmissibilidade foram encontradas em diferentes países, o que tem gerado uma preocupação e tanto na área da medicina e no meio científico.

    No domingo passado, 31 de janeiro, o epidemiologista Michael Osterholm, diretor do Centro de Pesquisa e Política de Doenças Infecciosas da Universidade de Minnesota, levantou um alerta para os EUA em relação à variante encontrada no Reino Unido.

    A previsão veio quando o total de infecções confirmadas nos EUA ultrapassou a marca de 26 milhões, com o número de mortos avançando continuamente em direção à marca de 500 mil. O epidemiologista alertou para que o país se prepare para a propagação do vírus ainda no começo deste ano:

    “O aumento (do número de casos) com esta nova variante da Inglaterra provavelmente vai acontecer nas próximas seis a 14 semanas. Esse furacão está chegando”, estimou o especialista.

    O médico ainda alertou a nova administração do país, dirigida por Biden, a agir mais rapidamente, com planos para vacinar o maior número possível de pessoas nos EUA, pelo menos com sua primeira dose, especialmente as pessoas com mais de 65 anos, a fim de tentar evitar a pior exacerbação por variantes da crise.

    O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, advertiu que a nova variante do Reino Unido pode ser 30% mais mortal do que o vírus original. A cepa foi identificada pela primeira vez nos Estados Unidos, no final de dezembro, mas acredita-se que já estivesse presente lá em outubro.

    Osterholm ainda afirmou que, se os líderes dos Estados Unidos não conseguirem ficar à frente da cepa mais contagiosa do Reino Unido, um desastre pode acontecer na forma de um novo e rápido surto de infecções.

    Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos relataram que, até agora, quase 50 milhões de doses de vacina foram distribuídas e cerca de 30 milhões delas, administradas a pacientes, em uma população dos EUA com mais de 320 milhões, segundo o jornal The Guardian.

    A preocupação é muito grande no meio científico, pois o novo Sars-COV 2 pode se alastrar para o mundo todo, provocando um desastre muito grande!

    Matéria retirada da Internet (02/02/2021), no site: https://canaltech.com.br/saude/

    *Título de especialista em pediatria pela AMB (Associação Médica Brasileira) e SBP (Sociedade Brasileia de Pediatria) e diretor clínico do Cevac (Centro de Vacinação Humana) de Tatuí.