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    ‘Fundo’ está em busca de insumos para iniciar cursos em áreas rurais

     

    Farinha de trigo, ovos, manteiga, óleo e sal. Além de necessários para a maioria das receitas básicas, esses ingredientes estão na lista de campanha realizada pelo Fusstat (Fundo Social de Solidariedade de Tatuí) que será constante.

    A entidade iniciou arrecadações para obter insumos utilizados nos cursos de panificação artesanal a serem levados para as áreas rurais do município.

    O primeiro bairro fora da zona urbana a receber a novidade será o Santuário Nossa Senhora de Fátima. Lá, a presidente do órgão, Sônia Maria Ribeiro da Silva, disse que os planos são de levar aulas de culinária antes da abertura de turmas para cursos mais extensos, voltados à padaria artesanal.

    “Estamos precisando de muito material para que possamos levar os cursos para mais pessoas na cidade. É isso que está faltando para que o Fundo Social possa começar a atender a um público que não era privilegiado”, contou a presidente.

    Sônia explicou que o Fusstat necessita de diversos itens não só para os cursos na zona rural, como para os que serão iniciados nos oito centros de capacitação. No caso da padaria artesanal – que é a capacitação voltada para os moradores de sítios e chácaras –, a urgência é para ingredientes básicos.

    Para “driblar” as adversidades, uma vez que o órgão não conta com recursos próprios para comprar os materiais, Sônia informou que ela e as conselheiras estão em busca de parceiros. “Ainda neste mês, temos reuniões com vários empresários. Sabemos que alguns deles sempre colaboraram”, comentou.

    A presidente acrescentou que voluntárias e conselheiras se dividiram na tarefa de viabilizar as capacitações. Enquanto uma parte se desdobra para definir o cronograma e o custo, a outra compila os itens necessários e atua em ações de arrecadação.

    Em princípio, as campanhas devem acontecer continuamente, já que o Fundo Social não dispõe de verba própria.

    “A tendência é levarmos o primeiro curso de culinária para o Santuário, porque o bairro conta com uma cozinha muito boa. Lá, vamos dar uma aula de panificação para a comunidade, de forma a sentir a resposta”, descreveu Sônia.

    Distante dez quilômetros do centro de Tatuí, o bairro é considerado estratégico para que o Fundo possa colocar em prática a primeira “experiência” nos rincões do município. Isso porque ele abrange moradores do Santuário e de localidades mais próximas, como do Congonhal (de Baixo, do Meio e do Alto) e Mirandas.

    A presidente quer aproveitar a “onda voluntária” crescente, em função do projeto “Abrace Tatuí”, para reestruturar o Fundo Social. Na mesma proporção, Sônia, as conselheiras e as voluntárias têm retribuído a ajuda registrada.

    Na semana passada, o órgão promoveu a doação de aproximadamente mil peças para duas entidades: o Lar São Vicente de Paulo e o Recanto do Bom Velhinho. Cada uma recebeu cerca de 500 itens, entre roupas, calçados e bijuterias.

    Os itens haviam sido recebidos pelo Fusstat por ocasião do bazar que rendeu, para a entidade, R$ 27 mil em quatro dias. “Além de nos beneficiarmos, estamos beneficiando a população”, destacou a presidente.