
Da Redação
No domingo passado, 13, uma mulher de 45 anos registrou boletim de ocorrência por violência doméstica e ameaça em Tatuí relatando que vinha sendo intimidada pelo ex-companheiro, de 41 anos, que teria tentado forçá-la a reatar o relacionamento.
Segundo o BO, a mulher manteve união estável com o homem por aproximadamente nove anos. Os dois estão separados há cerca de nove meses e têm um filho, diagnosticado com transtorno do espectro autista.
Ainda de acordo com o relato, após a separação, o acusado permaneceu um período sem manter contato com a vítima, mas teria retomado a comunicação há aproximadamente dois meses. Inicialmente, ele passou a insistir para que os dois reatassem o relacionamento.
Diante das recusas da mulher, o comportamento teria mudado há cerca de duas semanas, quando o homem passou a “fazer ameaças e constrangimentos com o objetivo de obrigá-la a voltar para ele”. Conforme relata, o ex-companheiro dizia que divulgaria fotografias íntimas dela nas redes sociais caso ela não aceitasse reatar.
As ameaças teriam evoluído para afirmações de que ele “acabaria com ela” e enviaria outras pessoas para “lhe fazer mal”. Segundo a mulher, as intimidações também tinham o objetivo de fazê-la terminar o atual relacionamento dela.
A vítima apresentou à Polícia Civil mensagens de um número de telefone que não estava salvo em seus contatos. Nas conversas, os remetentes afirmavam saber onde ela morava e trabalhava e diziam que a vida dela estaria “nas mãos” deles, além de indicar que poderia desaparecer caso não cumprisse as exigências.
A mulher afirma suspeitar que as mensagens estejam relacionadas ao ex-companheiro, embora o boletim registre que ela não tenha apresentado elementos que comprovassem a autoria das mensagens.
Ainda segundo a moça, em 2025, ela teria sido agredida fisicamente pelo homem na presença do filho do casal. Por medo, porém, não registrou a ocorrência.
A vítima também afirma que o ex-companheiro é usuário de entorpecentes e já teria realizado tratamento junto ao Centro de Atenção Psicossocial (Caps), após um período em que permaneceu em situação de rua.
A mulher conta, ainda, que o homem vinha solicitando dinheiro com frequência. Ela teria emprestado determinados valores recentemente e passou a se sentir coagida diante das constantes cobranças e ameaças.
Além das supostas ameaças, a vítima relata ter recebido intimidações relacionadas a um relacionamento que mantivera com um homem casado. Segundo ela, a esposa desse cidadão também teria feito uma ameaça, afirmando que “iria pegá-la”.
A mulher declara acreditar que a mulher possa estar mantendo contato com o ex-companheiro dela e “repassando informações sobre sua rotina”. No entanto, conforme o BO, a suspeita seria baseada apenas na “percepção da vítima, sem provas que confirmem eventual vínculo ou atuação conjunta entre os envolvidos”.
Diante da situação, a mulher procurou a Polícia Civil para registrar os fatos e manifestou interesse na concessão de medidas protetivas de urgência.
Um arquivo de áudio atribuído ao ex-companheiro, cópias das mensagens intimidatórias e uma captura de tela de uma mensagem enviada pela outra mulher foram apresentados e anexados ao registro.







