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    Documento falso em Tatuí gera BO por atestado da UPA forjado

    Da Redação

    Na tarde de segunda-feira passada, 27 de julho, um caso de uso de documento falso em Tatuí foi registrado no plantão da Polícia Civil após a proprietária de uma clínica veterinária denunciar uma funcionária por supostamente apresentar um atestado médico com indícios de falsificação para justificar ausência no trabalho.

    De acordo com o boletim de ocorrência, a veterinária informa que contratou uma recepcionista, de 21 anos, há cerca de três meses. Um mês depois, a funcionária comunicou que estava grávida, ocasião em que teve o vínculo empregatício formalizado com registro em carteira.

    Ainda conforme o BO, no dia 17 de julho, por volta das 14h30, a recepcionista informou que deixaria a clínica para procurar a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), alegando sofrer uma forte crise de enxaqueca, que receberia medicação intravenosa e, por isso, não retornou ao trabalho naquele dia.

    Segundo o registro policial, mais tarde, o namorado da recepcionista compareceu à clínica e entregou um atestado médico, informando que ela havia sido atendida na UPA devido à elevação da pressão arterial e que precisaria permanecer afastada das atividades por dois dias.

    Ao encaminhar o documento ao escritório de contabilidade da empresa, entretanto, foi constatada uma divergência na data do atestado, que indicava 17 de junho de 2026, embora o atendimento alegado tivesse ocorrido em 17 de julho. Diante da inconsistência, a proprietária foi orientada a verificar a autenticidade do documento junto à unidade de saúde.

    Conforme relato da veterinária, após solicitar a conferência por e-mail, recebeu resposta oficial da UPA informando que a funcionária não havia sido atendida no dia 17 de julho. Posteriormente, obteve uma declaração indicando que o atendimento mais recente da recepcionista havia ocorrido em 14 de julho.

    Ainda de acordo com o boletim, uma funcionária da UPA informou que o médico cujo nome e carimbo constavam no atestado apresentado não estava de plantão na data indicada, levantando suspeitas de que o documento não teria sido emitido pela unidade naquela ocasião.

    Diante do fato, a proprietária da clínica compareceu à Polícia Civil para registrar a ocorrência. Ela informou que apresentará o atestado, a resposta encaminhada pela UPA e a declaração emitida pela unidade de saúde para auxiliar na investigação.