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    Seu filho vive doente na escola? Pediatra explica como fortalecer a imunidade infantil com alimentação e rotina

    Mariana Bolonhezi

    Com a volta às aulas e a aproximação do outono, muitos pais relatam a mesma preocupação: crianças que adoecem logo nas primeiras semanas de convivência escolar. A maior exposição a vírus e bactérias é esperada nesse período, mas, segundo a pediatra Mariana Bolonhezi, alguns cuidados podem fortalecer o sistema imunológico e reduzir a frequência e intensidade das infecções.

    “É comum que, especialmente nos primeiros anos escolares, a criança apresente mais episódios de infecções respiratórias. Isso faz parte do amadurecimento do sistema imunológico. No entanto, uma alimentação equilibrada e uma rotina organizada são pilares importantes para que o organismo responda melhor”, explica a pediatra.

    De acordo com Mariana, a imunidade infantil está diretamente relacionada ao estado nutricional da criança. Nutrientes específicos desempenham papel fundamental nesse processo:

    Zinco (castanhas, carne vermelha, ovos), que participa da função das células de defesa;

    Ferro (feijão, vegetais verde-escuros e carnes), essencial para prevenir anemia e manter energia adequada;

    Vitamina C (laranja, acerola, morango), antioxidante que auxilia na proteção do organismo;

    Probióticos (iogurte natural e kefir), importantes para a saúde intestinal — já que grande parte das células de defesa está associada ao intestino.

    A pediatra reforça que não se trata de “superalimentos”, mas de equilíbrio e constância. “Não existe fórmula mágica. O que faz diferença é a regularidade: refeições variadas, ricas em alimentos naturais, com redução de ultraprocessados e excesso de açúcar”, destaca.

    Além da alimentação, Mariana chama atenção para outros fatores determinantes na saúde infantil: qualidade do sono, hidratação adequada, prática de atividade física e manutenção do calendário vacinal em dia.

    “O sono é um momento essencial para a regulação imunológica. Crianças que dormem menos do que o recomendado podem apresentar maior vulnerabilidade a infecções”, orienta.

    Para os pais, a mensagem é clara: o contato com vírus na escola é inevitável, mas fortalecer o organismo é possível. “O objetivo não é impedir completamente que a criança adoeça, mas ajudá-la a enfrentar esses episódios com mais resistência e recuperação mais rápida”, conclui Mariana Bolonhezi.