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    Exposição coletiva segue até março no ‘Paulo Setúbal’





    Cristiano Mota

    ‘Bonecão’ do museu de Salto está entre os itens que fazem parte de exposição

     

    Aberta no dia 16 de dezembro, a exposição “Sinais – Heranças e Andanças” segue recebendo o público até o dia 1º de março deste ano. A visitação é gratuita, acontecendo de terça a domingo, das 9h às 17h, no Museu Histórico “Paulo Setúbal”. O endereço é a praça Manoel Guedes, 98, no centro.

    Resultado de projeto de curadoria coletiva, “Sinais – Heranças e Andanças” é considerada ação pioneira do programa de modernização dos museus paulistas iniciado em julho do ano passado. O projeto se concretizou por meio de parceria entre instituições de cultura das cidades envolvidas e o governo do Estado.

    A abertura contou com representantes do Sisem (Sistema Estadual de Museus), Acam (Associação Cultural de Apoio ao Museu Casa de Portinari) Portinari e envolvidos no projeto. Também participaram equipes das cidades de Tatuí, Botucatu, Itapeva, Pratânia, Piraju, São Manoel, Votorantim e Salto.

    O trabalho que será levado a todas as cidades envolvidas é composto por fotografias, objetos de acervo que ilustram a identidade das instituições participantes e instalações representando locais e marcos de memória. A curadoria envolve oito museus sob coordenação da produtora cultural Homens de Saia.

    De acordo com a coordenadora do “Paulo Setubal”, Raquel Fayad, a exposição evidencia os sinais culturais que formam as identidades e que trazem reflexões sobre as cidades.

    “Vamos apresentar os acervos dos museus e debater seus significados, desconstruindo assim, a ideia de que são coisas velhas, sem nenhuma relação com questões atuais”, disse.

    O Sisem destacou que houve adesão maciça dos representantes dos museus e que o trabalho realizado por eles demandou todo o segundo semestre de 2014. Para realizar a exposição, as equipes participaram de reuniões e visitas técnicas.

    Seguindo a diretriz da secretaria, os museus chegaram ao formato de “Sinais – Heranças e Andanças” numa ação que une três vertentes. A primeira é a articulação, com a participação dos representantes dos museus; a segunda, a qualificação dos profissionais envolvidos; e, a terceira, a comunicação.

    Apresentado primeiro em Tatuí, o resultado inédito encerrou a programação cultural do município, conforme declarou Rizek. Também abriu a de 2015.

    Integrante do grupo técnico de coordenação do Sisem, Luiz Fernando Misukami afirmou que Tatuí surgiu como pioneiro de “forma natural”. Também disse que o projeto fortalece a articulação regional e que a primeira cidade a abrigar a exposição foi escolhida por conta do “protagonismo” de seus representantes e por conta da localização geográfica.

    A mostra aberta em Tatuí é dividida em três partes. Na primeira, há uma referência ao “gabinete de curiosidades”. Esse exibe peças do acervo do museu de Tatuí com objetos que retratavam cotidiano dos tatuianos.

    A segunda parte traz objetos que fazem referência a território e a influências, como as indígenas e as dos tropeiros (trazidas com o tropeirismo).

    Também apresenta história de migração e das fábricas. “Dentro de tudo isso, temos as festas e os eventos que acontecem na região”, emendou Raquel.

    O público também confere depoimentos gravados anteriormente e que são exibidos em uma televisão. A coordenadora contou que novas declarações serão incorporadas ao acervo. A proposta é que, ao final de todo o percurso nos municípios, o Sisem tenha o depoimento dos moradores de todas as cidades participantes.

    A mostra também conta com espaço de interatividade que terá material incorporado ao final da série de exposições. Em cada museu serão instalados painéis para que o público possa deixar uma mensagem ou seu registro.

    Os objetos, fotografias e vídeos constantes da exposição são considerados parte da referência das histórias dos municípios participantes. Também sinalizam para a realização de outras mostras, mas mais direcionadas, como uma só para a divulgação da cultura indígena, outra sobre tropeirismo, uma terceira a respeito de industrialização e uma última com a história da industrialização.

    Em todos os municípios participantes, a estrutura da mostra permanecerá a mesma. A exceção é o “gabinete de curiosidades”, que trará objetos próprios.

    Mais informações sobre a exposição são fornecidas pelo fone 3251-4969 ou no site www.sisemsp.com.br.