2ª edição do Festival de Arte e Cultura divulga os resultados

Da reportagem

Na segunda-feira, 25, a comissão organizadora da 80ª Semana Paulo Setúbal, e a prefeitura de Tatuí, por meio do Museu Histórico “Paulo Setúbal”, divulgaram o resultado final dos projetos contemplados pelo 2º Festival de Arte e Cultura de Tatuí.

Segundo o diretor municipal de cultura, Rogério Vianna, o festival premiou 40 projetos, sete a mais que no ano passado. Nesta edição, o valor é de R$ 1.500 para cada. “Houve uma valorização na rubrica do festival, justamente porque percebeu-se o interesse e a relevância dada por quem participou”, comentou Vianna.

A divulgação foi feita após a comissão de avalição, composta por Edson Aparecido Pinto (indicado pela Secretaria de Esporte, Cultura, Turismo e Lazer), Adriana Afonso de Oliveira e Flavia Ferreira Machado (indicadas pelo Conselho Municipal de Políticas Culturais – CMPC), ter verificado todos os trâmites legais.

Após o período de inscrição, a comissão de avaliação analisou, junto a cada projeto, os critérios estabelecidos no edital, como, por exemplo, o nome da proposta, objetivo e justificativa, potencial e relevância, entre outros itens, como o currículo do proponente ou do coletivo cultural.

“Todo este processo foi fundamental para que as escolhas fossem realizadas com embasamento técnico e democrático”, salientou Vianna.

Segundo ele, além do objetivo de selecionar e premiar propostas artísticas e culturais de diversas linguagens, a iniciativa nasceu para atender a uma demanda emergencial, devido à pandemia de Covid-19. “Era um suporte financeiro para que a pessoa pudesse desenvolver o seu trabalho”, explicou.

Observando isto, a comissão organizadora percebeu a qualidade artística dos projetos e resolveu promover a segunda edição. “É fundamental para qualquer produção e trabalho artístico. Isto mantém viva a cultura de nosso município”, acrescentou.

“O segundo festival recebeu inscrições de todo o setor da cultura. Ele cria um mecanismo de apoio ao setor, mas, mais importante que isso, valoriza nossos artistas, que são muito importantes para a nossa cidade”, destacou o diretor.

“As serestas, apresentações teatrais, de dança e música fazem parte do nosso cotidiano, e, com o festival, vamos poder premiar esses artistas”, salientou.

Na primeira edição, que ocorreu em 2021, foram 33 contemplados, de variadas linguagens artístico-culturais, premiadas com R$ 1.200 cada.

Conforme Vianna, o festival vinha sendo elaborado em anos anteriores para abranger todas as expressões culturais e movimentos de arte tatuianos em um só evento, nos moldes da proposta inicial da Semana Paulo Setúbal – constituída em 1943.

Na quinta-feira, 4 de agosto, será publicado e homologado o resultado final. Em caso de dúvidas, pode-se entrar em contato pelo e-mail cultura@tatui.sp.gov.br.

Após a homologação, os proponentes terão até dezembro deste ano para realizarem as atividades propostas nos projetos. “Com isso, faremos as apresentações ao povo da cidade para mostrar o que foi proposto pelos contemplados”, acrescentou Vianna.

“A cultura só tem a ganhar com esta iniciativa, pois é uma forma legítima de valorização dos nossos artistas e também é o momento de mostrarem seus talentos”, completou Vianna.

Os proponentes classificados são: Alessandra Carlos Gonçalves, com “A Presença da Ausência” (teatro); Aline Ferreira Costa dos Santos, “Xote ou Baião, Eis a Questão!!” (dança); Amanda Antunes Barbosa, “EP Ruby Woo” (música); Ana Cristina Silva Machado, “Curumim que Dança Preserva sua Memória e as Tradições Culturais” (dança); Binho Vieira, “Tijol – Um Movimento Artístico Baseado nos Tijolos Baianos” (artes visuais); Carlos Henrique de Paula Ribeiro, “A Música de Câmara na Representação do Centenário da Semana de Arte Moderna” (música); Celso Veagnoli, “Homenagem a Milton Nascimento” (música); Dagma Eid, “Ars de Pulsatione” (música); Diego Wilian do Nascimento Ramos, “Ainsa – Exposição Solo Diego Dedablio” (arte urbana); Elda Cossia, “Penélope, nos Bastidores da Charmosinha” (audiovisual), Elvis Mendes Leal, “Gravação Rimas, Batidas & Consciência” (música); Emerson Henrique Dias Pontes, “Urbanizando Arte – Um Manifesto de Rua” (dança).

Os demais contemplados são: Esmeraldo Donizete da Silva, com “Caninha Verde – Tradições Musicais de Nossa Terra para Improvisos e Variações” (cultura de tradição e raiz); Fernando Foster Soares, “Grupo de Viola Alma Cabocla” (música); Fernando Ribeiro Goivinho, “Confiteor de Paulo Setúbal” (teatro); Giovana Nunes Garcia Ribeiro, “Menu Degustação: Miniaturas Musicais de Autores Brasileiros!” (música); Ivanilda Maria Rodrigues Gama, “Duo Gama em Clássicos da Música Brasileira” (música); Jessé Jackison de Souza Ramos, “Do Tempo de Setúbal – Poemas e Canções” (música); José Adilson Idro Oliveira, “Os Tropeirinhos do Rancho” (cultura de tradição e raiz); Letícia do Carmo Nunes, “Canto de Rainha – Cem Anos do Canto Negro de Dona Ivone Lara” (música); Liliana Rosa dos Reis, “Arte na Rua: Devaneios” (artes visuais); Luís Fernando da Silva Pinto, “Têm um Coco no Meu Forró?!” (dança); e Mabel Zattera, “Contação de História – Tico-Tico no Fubá” (contação de histórias).

Ainda foram classificados: Maria Cristina Siqueira, “Era Tanta Ternura que Virou Doce” (audiovisual e literatura); Maria Inês de Camargo Machado, “Noite da Seresta com Ternura” (música); Mariana da Paixão Leme, “Live Session de Lançamento: Pacífico (Piloto) – Luiza Gaião” (música); Mayara Cristina Silva de Almeida, “Mayara Rios Canta Dorival Caymmi” (música); Natália Domingues de Campos, “Jazz e Bossa” (música); Nicolás Mariano Noya, “Faces da Terra” (artes visuais); Nicoli Cristina Montanaro de Oliveira, “VibraSoma” (música); Paula Fernanda de Moura Cleto, “Salada Completo” (teatro); Paulo Flores, “Músicos sem Fronteiras – Duo Flores Barden” (música); Paulo Vitor Santiago, “Stand Up – Veja pelo Lado Bom” (teatro); Rafael Henrique Oliva Braz, “Vis Divina” (audiovisual); Renata Ramos, “Os Encantados” (artes visuais); Ricardo Hiroaki Oba, “A Arte das Ruas – 3ª edição” (arte urbana); Rivaldo Nogueira, “Os Deuses de Hoje” (audiovisual); Talita de Oliveira Camargo, “Brincadeiras Musicais” (música); Thiago de Castro Leite, “A Incomum Arte de Não Prestar pra Nada” (teatro); e Zacarias Camargo, “Cururu – Um Canto de Improviso” (cultura de tradição e raiz).

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