Titular aponta alto número de pedidos de corte de árvores

167 supressões e 108 plantios ocorreram no 1º semestre

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Secretário Oliveira (à direita) participou de cerimônia do Comdema (foto: Eduardo Domingues)
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Da redação

No primeiro semestre de 2021, houve um número maior de árvores suprimidas do que plantadas em Tatuí. A afirmação é do secretário municipal da Agricultura e Meio Ambiente, José Hélio de Oliveira Júnior.

A declaração foi dada na manhã de quinta-feira, 29 de julho, durante cerimônia de posse dos novos membros do Comdema (Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente), no Centro de Artes e Esportes Unificados “Fotógrafo Victor Hugo da Costa Pires”, o CEU das Artes (reportagem nesta edição).

Durante a solenidade, Oliveira revelou que, atualmente, a maior demanda da secretaria municipal não são as denúncias, mas o alto número de solicitações de retirada de árvores na cidade.

A O Progresso, o secretário informou que a equipe da pasta fizera um relatório, o qual apontou que o número de supressões na cidade é maior que a quantidade de árvores que estão sendo plantadas.

De acordo com a pasta, durante o primeiro semestre deste ano, houve 167 pedidos de supressões e 108 árvores plantadas. No entanto, no mês mais recente, a situação se inverteu: em junho, foram plantadas 58 árvores e cortadas 17.

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Conforme o titular da pasta, são três os principais motivos pelos quais os munícipes querem o corte de árvores: entupimento de calhas, sujeira no chão e aparecimento de insetos.

“É para ter abelhas mesmo… é preciso. As árvores vão entupir calhas e sujar o chão, mas nós precisamos. A cobertura de área verde em Tatuí é muito pequena”, afirmou o secretário municipal.

Para ele, é extremamente necessário alterar a situação para “inverter a balança”. “A balança está desigual, estamos mais tirando do que plantando”, ressaltou. “Ela (balança) precisa ser totalmente modificada, caso contrário iremos sofrer as consequências em um futuro bem próximo”, reforçou.

Oliveira também relatou que, ao conversar com munícipes mais velhos, pôde perceber o quanto há intervenção humana no meio ambiente local, como no ribeirão do Manduca, por exemplo, no qual, dos dez quilômetros de extensão, sete estão em perímetro urbano.

“Atualmente, só há um ‘palmo’ de água. Porém, a gente percebe que, no passado, havia muito mais água, com um volume cerca de cinco vezes maior. Além da intervenção humana, havia mais córregos que desembocavam nele”, observou.

Apesar da dificuldade, o secretário garante que a pasta trabalhará muito pela conscientização ambiental, para que a população possa contribuir com “simples atitudes cotidianas”.

“Sabemos que o meio ambiente não é apenas uma floresta distante. O meio ambiente está inserido no nosso dia a dia, no consumo de água que conseguimos reduzir, no lixo descartado corretamente e na separação de materiais recicláveis”, destaca.

“A população, no dia a dia, consegue fazer muito, porque o pouco de cada um será o muito para a sociedade”, finalizou o secretário municipal.

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