Temporada 2020 da Liga Regional de Tênis contou com 17 tatuianos

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Tenista ficaram certa de seis meses sem jogar devido à pandemia (foto: Ary Neto)
Da reportagem

Apesar das séries de dificuldades impostas pela pandemia, a temporada 2020 da LRT (Liga Regional de Tênis) conseguiu reunir 360 tenistas. Neste ano, a Covid-19 provocou o cancelamento de cinco das 11 etapas previstas.

Entre as centenas de competidores, 17 tenistas tatuianos representaram o município em pelo menos uma etapa: Alberto Moreira, Alexandre Andrade, Ary Neto, Carol Reginato, Cauã Silva, Célio Siqueira, Herbert Marques, José Lino, José Monteiro, Luciano Bueno, Matheus Pereyra, Renato Orsi, Rodrigo Bueno, Thiago Naramoto, Toninho Silva e Valmir Rodrigues.

Andrade, Marques e Orsi foram os únicos que conseguiram trazer para Tatuí troféus de campeões. No “Smash Open”, evento inaugural da temporada, disputado em Sorocaba, entre 25 de janeiro e 22 de fevereiro, Orsi, de 12 anos, garantiu o título da categoria para atletas até dois anos mais velhos que ele.

Marques venceu a categoria geral da segunda etapa, a “CRB Open”, promovida no CRB (Centro Recreativo e Beneficente), de Conchas. O torneio foi iniciado no dia 29 de fevereiro, contudo, devido à pandemia, só pôde ser concluído no dia 6 de setembro.

Já o tenista Andrade alcançou o título da categoria até 14 anos do “10º Divertoys Máster”, na sexta e última etapa da temporada, disputada entre os dias 1º e 29 de novembro, no CRB de Conchas.

Com a conquista nessa cidade, Andrade conseguiu a pontuação necessária para levar o título da 14 anos da LRT. Na mesma categoria, Orsi concluiu a temporada 2020 na terceira posição.

Entre os melhores classificados do ano, ainda aparecem os tatuianos: Pereyra, segundo colocado, e Neto, terceiro, na intermediária B; Marques, na quarta colocação da geral; e Luciano, quarto melhor da especial.

Para Neto, que integra a LRT, “apesar das adversidades, a temporada 2020 foi muito positiva”. O tenista destaca o 10º Divertoys Máster, a etapa com a maior participação de atletas (103 inscritos)dos últimos anos da LRT. “Isso foi muito gratificante”, garante.

De acordo com Neto, “o maior desafio da temporada foi seguir os protocolos impostos pelas autoridades locais para que nada acontecesse com nenhum atleta”.

Com a pandemia, os organizadores precisaram paralisar a segunda etapa, em Conchas, no dia 17 de março, retornando somente em 22 de agosto.

Para o reinício das disputas, os tenistas tiveram de seguir protocolo de segurança elaborado pela organização. Os atletas tinham permissão para entrar nas dependências do clube somente cinco minutos antes da partida que fossem disputar e sem acompanhantes, com exceção dos tenistas menores de 18 anos.

A LRT determinou a obrigatoriedade do uso de álcool em gel e máscaras de proteção, podendo ser tirada somente quando o atleta estivesse dentro da quadra, no momento do jogo.No intervalo entre as partidas, os bancos e as bolas eram higienizados.

Cada tenista tinha de levar ou adquirir uma garrafa com água para uso individual, pois todos os bebedouros do clube estavam desativados. Ao término da partida, os atletas não tinham autorização para permanecerem nas dependências do clube.

“Quando a pandemia começou, estávamos no meio da segunda etapa.Não sabíamos se seria durante o ano, quanto tempo iria durar e se iríamos conseguir terminar essa etapa”, reconhece Neto.

“Após a liberação para voltarmos, terminamos a segunda etapa e fomos decidindo, etapa por etapa, onde seriam realizadas.Muitos clubes da região não foram liberados para torneios e muitas etapas tiveram de ser canceladas”, informa.

Entre as cinco etapas não realizadas, Tatuí seria palco do quarto torneio do ano. O Complexo Esportivo “Doutor Ubirajara Loretti”, da praça Ayrton Senna, na vila Doutor Laurindo, receberia as disputas do 10º Tatuí Tênis, entre 2 e 31 de maio.

Em relação à temporada 2021, Neto se mantém cauteloso. Segundo ele, a expectativa era de cerca de dez etapas, porém, o recente o aumento dos casos do novo coronavírus e a regressão da região de Sorocaba – à qual Tatuí pertence – à “fase amarela” do Plano São Paulo podem gerar mudanças no planejamento.

“Não sabemos o que será feito, pois, até agora, os clubes não liberaram para torneios.Não podemos fazer um calendário até o dia 4 de janeiro, quando sai a nova atualização do Plano São Paulo”, concluiu Neto.