Tatuí tem queda na mortalidade infantil

Taxa de óbitos é 25% menor em 2020 na comparação com 2019, conforme o Seade

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Tatuí registra 11,74 mortes infantis para cada mil nascidos vivos (foto: Arquivo O Progresso)
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Da reportagem

Tatuí teve redução no índice de mortalidade infantil, de acordo com relatório publicado pela Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) na quarta-feira, 10, com dados referentes ao ano de 2020.

Conforme o estudo, no ano passado, a cidade teve índice de 11,74 mortes, contra 15,14 em 2019. Os dados apresentados pelo instituto são referentes ao número de óbitos proporcionais para cada mil nascidos vivos.

Em termos percentuais, a redução do número de mortes de crianças com até um ano de idade foi de 25%. Em 2020, morreram 18 crianças das 1.533 nascidas vivas. Já em 2019, dos 1.585 bebês nascidos vivos, 24 morreram.

A Fundação Seade também tornou público os dados sobre a mortalidade por idade das crianças. Dos 11,74 óbitos para cada mil nascidos vivos, oito foram considerados “precoces” – ocorridos entre zero e seis dias de vida neonatal.

Outras seis mortes são consideradas “tardias” (de 7 a 27 dias de vida) e quatro, pós-neonatal (entre 28 e 364 dias).

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Mesmo com a redução apresentada em 2020, o índice de mortalidade infantil de Tatuí é o segundo pior entre os quatro municípios paulistas com porte equivalente (entre 120 e 167 mil habitantes) na RMS (Região Metropolitana de Sorocaba).

A RMS contabilizou 254 óbitos de infantis para 26.969 nascidos vivos em 2020 e obteve taxa de mortalidade de 9,42, sendo 132 mortes consideradas precoces, 51 tardias e 71 pós-neonatal.

O pior resultado da região metropolitana foi o de Votorantim. O município, com 124.468 habitantes (conforme estimativa do IBGE para 2021), totalizou, no ano passado, 19 mortes de crianças menores de um ano e 1.595 bebês nascidos vivos – taxa de mortalidade de 11,91.

Com resultados melhores que o de Tatuí aparecem: Itapetininga, cidade de 167.106 habitantes, que contabilizou 24 mortes infantis e 2.075 nascidos vivos (taxa de 11,57), e Salto, com 120.779 moradores e índice de 9,06 mortes para cada mil nascidos vivos.

Em comparação com o índice geral do estado de São Paulo, a taxa de mortalidade de crianças no primeiro ano de vida foi maior em 2019 e2020. No ano passado, enquanto a cidade teve 11,74 mortes para cada mil nascidos, o estado somou 9,75. Em 2019, Tatuí teve taxa de 15,14, enquanto o número estadual ficou em 10,93.

Conforme anunciado pelo governo de São Paulo, a taxa de mortalidade de 2020 é a menor da série histórica do Seade, iniciada em 2000. Pela primeira vez, a taxa alcançou o patamar de um dígito, chegando a 9,75 óbitos de menores de um ano por mil nascidos vivos.

Nas últimas duas décadas, o estado registrou queda de 42,6%. Em 2000, a taxa era de 17 por mil nascidos vivos.

Para o governo do estado, os dados “refletem a melhoria nas estratégias preventivas de assistência na rede pública de saúde, como investimentos em saneamento básico, além de iniciativas rotineiras e campanha de imunização”.

O governo destaca que, ao longo dos últimos dois anos, a Secretaria de Estado da Saúde vem desenvolvendo ações compartilhadas com diversas áreas técnicas da pasta, além de parcerias com a Secretaria de Desenvolvimento Social, por meio do Comitê Estadual pela Primeira Infância, o programa Saúde na Escola, com a Educação, e o programa Parcerias Municipais, com a Secretaria de Desenvolvimento Regional.

Perfil das mães

Considerando a idade da mãe, as principais reduções estão na faixa de 25 a 40 anos, com maior risco de morte antes do primeiro ano de vida nos casos de mulheres que deram à luz antes dos 19 e após os 40.

Cerca de nove a cada dez mortes infantis estão relacionadas a doenças originadas no período perinatal (entre 22 semanas de gestação até os sete dias após o nascimento do bebê), malformações congênitas, doenças infecciosas e parasitárias e do aparelho respiratório.

Ainda conforme o estudo do Seade, o período neonatal precoce, de zero a seis dias de vida, representa a maior proporção dos óbitos infantis, com 51% do total. O Seade não informa o perfil das mães por município.

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