Tatuí confirma 1º caso de dengue em 2018

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Rosana Lopes fala sobre o combate à dengue na cidade (foto: Gabriel Guerra)
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A Secretaria Municipal da Saúde confirmou a existência do primeiro registro positivo de dengue na cidade em 2018. O caso teve a confirmação após um teste rápido, feito até o terceiro dia da data dos primeiros sintomas.

Trata-se de um caso importado, no qual o paciente, um homem de 26 anos, morador da vila Minghini, contraiu a doença fora da cidade. Desde o início do ano, foram 14 pacientes com suspeita de dengue no município, sendo apenas um confirmado após o teste.

O caso está sendo acompanhado pelo Setor de Combate à Dengue, da Prefeitura, que já realizou o bloqueio dos criadouros na região onde reside o paciente, com uma cobertura de aproximadamente 200 metros e a aplicação de inseticida para eliminar a possibilidade de haver outro caso.

“Esse paciente já superou a fase crítica, que geralmente é na primeira semana, na qual persiste a febre por uns quatro ou cinco dias e, depois, a tendência é só melhorar”, disse a coordenadora do setor, Rosana Alves dos Santos Lopes.

Segundo a Prefeitura, os casos de dengue vêm diminuindo na cidade nos últimos anos. Em 2016, a Secretaria Municipal de Saúde notificou um total de 546 casos, com 127 confirmados, sendo 96 contraídos na cidade (autóctones), 31 importados, 409 descartados e 6 inconclusivos.

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Já em 2017, foram notificados 134 casos de dengue e confirmados 6, sendo 3 autóctones, 3 importados, 126 descartados e 2 inconclusivos.

“A gente não pode deixar de falar do trabalho da equipe da dengue e da campanha de intensificação que o governo estadual financiou. Aos sábados, durante o ano passado, havia cerca de 60 agentes nas ruas. As pessoas que não eram encontradas durante a semana, a gente conseguia conversar no final de semana”, contou Rosana.

A cidade também registrou o primeiro caso da febre Chikungunya. Em janeiro, uma mulher de 40 anos, moradora do Jardim Santa Rita de Cássia, contraiu a doença dentro da cidade.

Segundo o Setor de Combate à Dengue, neste caso, não foi feita a aplicação do inseticida, pois a confirmação ocorreu bem depois dos sintomas. Um outro caso de chikungunya ainda aguarda os resultados dos exames. Em 2017, foram dois casos confirmados, sendo um autóctone e um importado.

A melhor forma de combater as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti é o combate aos focos de acúmulo de água, locais propícios para a criação do mosquito transmissor da doença.

Para isso, é importante evitar o acúmulo de água em latas, embalagens, copos plásticos, tampinhas de refrigerante, pneus velhos, vasos de plantas, jarros de flores, garrafas, caixas d´água, tambores, latões, cisternas, sacos plásticos e lixeiras.

“É importante procurar manter o lugar onde reside sempre em ordem, não deixar nada jogado pelo quintal e que possa acumular água da chuva. Manter sempre organizado, e, se tiver um terreno baldio, os próprios vizinhos serem fiscalizadores da conservação desse terreno e não jogar lixo”, completou a coordenadora.

Para saber se uma pessoa contraiu a dengue, é preciso consultar um médico e realizar os exames. Os sintomas da doença podem ser confundidos com outras patologias.

Segundo o Ministério da Saúde, as ocorrências mais comuns são febre alta, erupções cutâneas e dores musculares e articulares. Em casos mais graves, o paciente pode sofrer com hemorragia intensa e choque hemorrágico (quando a pessoa perde mais de 20% do sangue ou fluído corporal), o que pode ser fatal.

”Se a pessoa sentir os sintomas relacionados à doença, é importante que não se automedique. Que ela procure o atendimento médico, um postinho de saúde ou o Pronto-Socorro”, orientou Rosana.

Os doentes podem também sofrer com dores fortes nas articulações, nos músculos, atrás dos olhos, costas, abdômen ou ossos.  Os sintomas ainda incluem dor de cabeça, manchas avermelhadas pelo corpo ou náuseas.

Segundo dados estaduais, os números de casos suspeitos de dengue aumentaram 241% em 2018, no comparativo com 2017. No ano passado, foram registrados 674 casos prováveis nas primeiras semanas de janeiro em todo o Estado. Já neste ano, no mesmo período, são 2.300 casos.

Entre as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti no Brasil, a dengue é a que teve maior número de notificações desde o começo de 2018: 9.399 casos prováveis.

Os números foram contabilizados entre o dia 31 de dezembro de 2017 até o dia 20 de janeiro e foram divulgados pelo Ministério da Saúde no dia 7 de fevereiro.

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