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    Sarampo, caxumba, rubéola e varicela

    Sarampo

    É uma doença infecciosa aguda, causada por um vírus da família Paramyxoviridae. É grave, transmissível e extremamente contagiosa, uma das principais doenças responsáveis pela mortalidade infantil em países em desenvolvimento.

    O tratamento não é específico para a doença, e sim para os sintomas. É uma doença que vem ressurgindo no país por causa da “invasão” dos venezuelanos no norte do Brasil.

    Caxumba

    É uma doença causada por um vírus específico pertencente à categoria do parainfluenza, subgrupo do paramixovírus. O vírus pode ser transmitido pela urina ou saliva de seres humanos infectados e demonstrado em secreções respiratórias antes mesmo de ter o edema na parótida.

    É considerada uma doença leve, com febre, dor de cabeça e inchaço das glândulas salivares, mas podem ocorrer complicações como a meningite. Podemos confirmar o diagnóstico com exame laboratorial (que pode ser pedido de forma urgente), que é a amilase sérica (exame de sangue).

    Rubéola

    É uma doença exantemática aguda, altamente contagiosa, acometendo principalmente crianças na faixa escolar, adolescentes e jovens também.

    Uma grande parte das pessoas infectadas não apresenta sintomas ou apresenta forma muito leve da doença, até difícil de ser diagnosticada.

    O quadro clássico caracteriza-se pela presença de inchaço dos gânglios atrás do pescoço, febre não muito alta, manchas avermelhadas pelo corpo e, ocasionalmente, dores nas articulações. Mas mesmo as pessoas assintomáticas transmitem o vírus.

    Varicela (catapora)

    A varicela (catapora) é uma doença infecciosa aguda, altamente transmissível, causada pelo vírus varicela-zoster. É mais comum em crianças, porém, pode ocorrer em pessoas susceptíveis (não imunes) de qualquer idade.

    Na maioria das vezes, evolui sem consequências mais sérias. Contudo, pode ter evolução grave e até causar morte, sendo o risco maior quando ocorre em adultos e pessoas com imunodeficiência.

    A infecção confere imunidade permanente, embora o sistema imunológico não seja capaz de eliminar o vírus. Dessa forma, ele fica latente no organismo por toda a vida, podendo se reativar na forma de herpes zoster (“cobreiro”).

    Transmissão

    Ocorre diretamente de uma pessoa para outra, por meio das secreções do nariz e da boca expelidas ao tossir, respirar ou falar.

    Prevenção

    A vacinação é a forma mais efetiva de prevenção contra a doença.
    Trata-se de uma vacina atenuada, contendo vírus vivos “enfraquecidos” da doença.

    Todas as crianças, adolescentes e adultos que não tiveram a doença devem ser vacinadas.
    A Sociedade Brasileira de Imunizações recomenda duas doses: a primeira com 12 meses e a segunda com 15 meses (mas pode ser até com 24 meses).

    Para adultos até 29 anos não vacinados anteriormente, o esquema são de duas doses com intervalo mínimo de um mês entre elas. E para a idade entre 30 e 49 anos, uma única dose.

    O sarampo, por exemplo, para que tenha sua transmissão interrompida, 95% da população precisam estar vacinados. Portanto, todas as crianças, adolescentes e adultos devem verificar se estão com suas doses de vacina em dia.

    Vacinas disponíveis

    Tetra Viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela) – feita somente em uma aplicação (normalmente encontrada em clínicas particulares), enquanto, se for feita a Tríplice Viral (sarampo, caxumba e rubéola), há a necessidade de tomar a vacina contra a varicela separada. Ou seja, para ficar imune contra as quatro doenças, seriam duas vacinas, com duas aplicações separadas.

    Hoje também já podemos contar com a vacina contra a varicela zoster (“cobreiro”), que pode ser feita após os 45 anos de idade, para a proteção individual contra essa temível e dolorosa doença.

    Fonte: site – www.alergoclincevac.com.br

    * Médico pediatra com área de atuação em alergia e imunologia, com título de especialista em pediatria pela AMB (Associação Médica Brasileira) e SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria), membro da Asbai (Associação Brasileira de Alergia e Imunologia) e diretor clínico da Alergoclin Cevac de Tatuí.