Projeto do Cosc em parceria com Fatec volta na segunda

305
Publicidade

 

A partir de segunda-feira, 12, o “Projeto Caminhar – fase II”, do Cosc (Centro de Orientação e Serviços a Comunidade), terá novidades. As aulas serão ministradas na Fatec (Faculdade de Tecnologia) “Professor Wilson Roberto Ribeiro de Camargo”.

 

A denominada “fase II” do Projeto Caminhar funciona desde o início de 2013 e é voltada a adolescentes com 14 e 16 anos.

 

Publicidade

Até o semestre anterior, aulas de matemática, hardware e software eram desenvolvidas com os alunos na sede do Cosc, no Jardim Santa Rita. Neste semestre, aulas de gramática serão integradas à grade.

 

“No primeiro momento, houve muito interesse. Com o passar do tempo, como o local das aulas era o mesmo que eles já frequentavam, o interesse foi diminuindo”, conta o professor da Fatec José Antonio de Campos Badin, que leciona matemática aos adolescentes.

 

A decisão das atividades serem transferidas para a Fatec é uma estratégia para atrair a “atenção” dos alunos, já que a estrutura é maior e tem laboratórios.

 

“Diante das dificuldades do primeiro semestre, tentamos encontrar uma forma para que esses alunos não se perdessem no meio do caminho. Nós queremos que eles fiquem atuantes”, explica a coordenadora pedagógica do Cosc, Sueli Souza Brisola.

 

As aulas voltam na próxima segunda-feira. Uma parceria foi realizada com a Prefeitura, que disponibilizará transporte para que os 22 alunos participantes sejam levados até a Fatec e de volta ao Cosc.

 

O horário das atividades será das 14h às 16h, sendo aulas de matemática com o professor Badin, na segunda-feira; gramática com a professora Márcia Badin, na terça-feira; e hardware e software com os professores Neucy Xavier e Paulo Rubens Rocha Albino, na quarta-feira.

 

Os professores Osvaldo D’Estefano Rosica e Paulo Rubens Rocha Albino também farão observação do cotidiano dos alunos no Cosc, para desenvolver novos projetos aos adolescentes.

 

Neste segundo semestre, as aulas voltadas à tecnologia, que também têm caráter profissionalizante, começarão com a base sobre eletricidade, sendo ministradas de forma prática no laboratório da faculdade.

 

No semestre anterior, os alunos da Fatec realizaram pesquisa com os alunos do Cosc, a fim de desenvolver questionário sobre as necessidades do Jardim Santa Rita, implantado num totem para a votação da comunidade.

 

“Achei boa a interação dos meninos com relação às sugestões do que fazer de pesquisa no totem. Nesse segundo momento, podíamos partir para esse projeto de construção do totem, eles participarem do desenvolvimento do sistema”, propõe o professor Paulo Rubens Rocha Albino como atividade com os adolescentes.

 

Outra novidade será o software livre “Alice”, desenvolvido pela norte-americana Carnegie Mellon University, que também deverá integrar a grade das aulas de hardware e software.

 

“Estamos pensando como implantar esse projeto, porque o aluno vai manipulando um bonequinho e pode introduzir a programação, jogos, games”, explica o coordenador do curso sobre GTI (gestão da tecnologia da informação), Osvaldo D’Estefano Rosica.

 

As aulas de gramática e matemática são uma forma de auxiliar os alunos a atingir a proposta do Cosc em inseri-los no ensino profissionalizante e no mercado de trabalho, por meio do Menor Aprendiz.

 

“O objetivo está canalizado na prova do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), porque esses alunos têm dificuldade em gramática e matemática. Poucos passam”, diz Rosica.

 

Além da mudança de local, os professores traçam estratégias para manter a atenção dos alunos. “Quando se fala em gramática, eles ficam assustados. A minha intenção é a quebra deste paradigma, fazer com que eles gostem de gramática”, expressa a professora Márcia Badin.

 

“A colocação de exercícios, usando o que chamo de ‘projeto-pensamento’, para resolvê-los. Pensando na resposta, no enunciado e chegar a uma solução”, elucida o professor Badin.

 

A fase II do Projeto Caminhar também auxilia na ampliação de perspectivas dos alunos. “Quando eles vieram a primeira vez na Fatec (em visita no primeiro semestre), de início, eles acharam os alunos ‘boyzinhos’. Mas, depois, vi algumas meninas comentando: ‘Eu quero fazer esse curso, quero estudar na Fatec’”, lembra o professor Neucy Xavier, sobre a reação e benefício do contato dos alunos com o meio universitário, “para que sejam estimulados a continuar a estudar”.

 

“Isso é só um começo do caminho que nós estamos tentando percorrer. O meio que eles estão favorece a barreira. Ainda tem, sim, não acaba do dia para noite”, argumenta Sueli, sobre os desafios a serem batidos com as atividades na Fatec.

 

A fase I do Projeto Caminhar trabalha cidadania, valores éticos e morais com crianças de 10 a 14 anos. Ao todo o Cosc atende 140 crianças e a cada 15 dias recebe as famílias desses alunos.

 

“A fase II, em parceria com a Fatec, auxilia para que essas crianças que entraram com dez anos no projeto não percam tudo que aprenderam”, afirma o presidente do Cosc, Juvenal Marques Rodrigues.

Publicidade