PL “Doe Esperança” de Tatuí pede a criação de ponto de coleta de cabelo

Ação objetiva a implantação de um local fixo destinado para as doações

Gabriela Xavier, uma das responsáveis pelo projeto (Foto: Arquivo O Progresso)
Da reportagem

Na sessão extraordinária da Câmara Municipal, na noite de segunda-feira, 6, os vereadores Renan Cortez (MDB) e Gabriela Xavier (Podemos) propuseram, por meio de projeto de lei, o programa “Doe Esperança” de Tatuí. A ação objetiva a criação de um ponto de coleta para doação de cabelos, destinados a pessoas carentes em tratamento contra o câncer.

De acordo com o projeto, as entidades que vierem a receber as doações dos cabelos seriam responsáveis por confeccionar as perucas para pessoas em condições de vulnerabilidade social.

Na tribuna, Cortez agradeceu a parceria da vereadora e reforçou a importância de um ponto de coleta no município, em razão da “representatividade que os cabelos têm, principalmente, para uma mulher em tratamento do câncer”.

“No período frágil do combate dessa doença, sendo homem ou mulher, é importante a doação desses cabelos, os quais ajudarão essas pessoas a lidarem com a doença com mais otimismo e esperança, no dia a dia dessa luta”, justificou.

Gabriela lembrou de quando tinha os cabelos compridos e, no dia do aniversário dela, há dois anos, resolveu cortá-los e doá-los ao Gpaci. Contou, ainda, que não se arrepende, em razão de os cabelos crescerem novamente e por ter ajudado outras pessoas.

“Saber que, por meio do meu cabelo, iria fazer alguém feliz, não é nada. E fiz isso para incentivar outras pessoas que, às vezes, cortam o cabelo e acabam jogando”, lembrou.

“Recebi tantas mensagens perguntando como elas faziam para doar. E tenho certeza de que essas pessoas levarão os cabelos para ajudarem outras”, concluiu. O projeto recebeu apoio de 15 parlamentares.

Doença

As células do câncer podem atingir qualquer parte do organismo e afetam pessoas de qualquer idade. De acordo com estudos, existem mais de 200 tipos de cânceres detectados.

Nas mulheres, tumores de mama – embora seja o tipo mais comum entre as elas no Brasil – não são os únicos que atingem esse público com frequência. Dois terços dos casos de câncer no sexo feminino surgem em outros órgãos.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer, a doença colorretal (intestino) é o segundo mais frequente, com 9,4% dos casos. Em seguida, aparece o de colo de útero (8,1%), pulmão (6,2%) e o de tireoide (4%).

A Sociedade Brasileira de Radioterapia revela que mais de 10 mil mulheres morrem de câncer de pulmão no Brasil ao ano. O câncer colorretal mata 8.000 mulheres, enquanto o de colo de útero causa quase 6.000 mortes. Os dados foram emitidos pela Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT).

Nos homens, é estimado que o tumor de próstata seja o mais comum, chegando a 29,2% de incidência. Outras áreas também são atingidas com certo tipo de frequência.

O tumor de cólon e reto atinge 9,1%; traqueia, brônquio e pulmão, 7,9%; estômago, 5,9%; cavidade oral, 5%; esôfago, 3,9%; bexiga, 3,4%; laringe, 2,9%; leucemias, 2,6%; e sistema nervoso central, 2,6%.

A queda de cabelo, cientificamente chamada de alopecia, ocorre quando a quimioterapia afeta principalmente as células que se multiplicam com frequência, como as dos cabelos. O mais comum é eles começarem a cair depois da terceira ou quarta sessões, podendo soltar-se aos poucos ou em grandes tufos.

Os tipos de câncer que exigem tratamento mais “forte”, como os de mama, leucemias e linfomas, são muitas vezes combatidos com remédios que ocasionam a queda de cabelo.

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