Paralisação em Tatuí é tida como de baixa adesão por sindicato

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Kaio Monteiro

Agência do Banco do Brasil aderiu a manifestação há duas semanas

 

A greve dos funcionários de bancos situados em Tatuí fechou a segunda semana de paralisação na quinta-feira, 3, com adesão de duas agências da Caixa Econômica Federal, duas do Banco do Brasil e uma do Mercantil Brasil. Os outros bancos da iniciativa privada (Itaú, Bradesco, HSBC e Santander) funcionavam normalmente até o fechamento desta edição (17h de sexta-feira, 4).

O Sindicato dos Bancários de Sorocaba e Região considera o número baixo se comparado ao das cidades próximas. Da base territorial de Sorocaba, o órgão contabiliza 188 agências paralisadas.

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A luta da categoria é pela reposição salarial de 11,93% (5% de aumento real, mais correção da inflação), aumento da PLR (participação em lucros e resultados), piso salarial de R$ 2.860 e 13a cesta básica.

Também consta na meta da entidade classista o fim das chamadas “metas abusivas” e do assédio moral. O sindicato pleiteia, ainda aos banqueiros, mais segurança para os funcionários e equiparação salarial entre homens e mulheres.

O diretório nacional do sindicato avalia a greve, que acontece em todos os estados brasileiros, como a maior dos últimos 20 anos. De acordo com o presidente da entidade de Sorocaba, que abrange a região, Júlio César Machado, são mais 11 mil agências paralisadas no país.

“A greve deste ano registrou adesões mais rápidas. Em 2012, não chegamos perto desse número”, afirmou.

O sindicato começou o movimento grevista no dia 19 de setembro, após cinco rodadas de negociação com os bancos. De acordo com a entidade, os empresários (proprietários e acionistas dos bancos) propuseram “apenas o reajuste salarial referente à inflação e recusaram as outras reivindicações econômicas e sociais”.

Um dos motivos apresentados pelo presidente do sindicato regional para a baixa adesão dos tatuianos é a desinformação. Segundo ele, os bancos, de uma maneira geral, instruem os funcionários mais jovens de que participar das atividades do sindicato é estar no “caminho errado”.

Machado revela que, em alguns casos, os bancários classificados como “polêmicos” (aqueles que participam das greves) não são promovidos.

O presidente também afirmou que os tatuianos estão equivocados ao interpretar que a greve deve ser imposta pelo sindicato. “Nós apenas organizamos, mas quem adere ou não é o trabalhador”.

Outro ponto problemático, considerado por Machado, é o fato de que os funcionários com cargos mais importantes acham que a greve “é para os que recebem os menores salários”. O presidente questiona essa atitude e afirma que todos os trabalhadores são beneficiados com as reivindicações do sindicato.

O término da greve ainda era incerto até o fechamento desta edição. Na quinta-feira, 3, o comando nacional do Sindicato do Bancários, responsável pela negociação com o bancos, reuniu-se em São Paulo para analisar a paralisação.

Machado afirmou que a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) foi avisada sobre a assembleia e que poderia se juntar ao grupo para iniciar a negociação. Porém, a representante dos banqueiros não teria respondido às solicitações dos sindicalistas. Desta maneira, a greve permanece por tempo indeterminado.


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