Palestras e espetáculos marcam 3º ‘Encontro de Teatro e Educação’

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Espetáculo musical ‘Um Chorinho para Dona Baratinha’, encerra série de apresentações no sábado, 12

 

Palestras e apresentações de espetáculos teatrais gratuitas compõem a programação do “3o Encontro de Teatro e Educação” que será promovido pelo Conservatório de Tatuí. O evento acontece entre os dias 9 e 12 deste mês e representa opção gratuita de lazer e de orientação no feriado prolongado.

A iniciativa é desenvolvida em parceria com os projetos Conexões, Ademar Guerra, CLAC (Centro Livre de Artes Cênicas) e SP Escola de Teatro. Em todos os quatro dias, as peças teatrais com entrada franca terão início às 20h30.

Sob coordenação de Carlos Ribeiro, o encontro visa discutir ações formativas na área de artes cênicas dentro do Estado de São Paulo. “Vamos reunir o Conservatório de Tatuí, a SP Escola de Teatro e os Projetos Conexões e Ademar Guerra, mais o CLAC, para palestras e apresentações artísticas visando a uma troca de experiências e possíveis parcerias”, disse ele, em nota.

Estão confirmadas quatro palestras e quatro apresentações de espetáculos teatrais. Para acompanhar as palestras, basta se dirigir até a “sala preta” do Setor de Artes Cênicas do Conservatório de Tatuí (à rua Cel. Aureliano de Camargo, 550, 1o andar), diariamente, a partir das 14h. Não é necessário efetuar inscrição.

Estão confirmadas palestras sobre “Ações Formativas do Estado de São Paulo”, envolvendo o Conservatório de Tatuí (representado por Carlos Ribeiro), Projeto Ademar Guerra (representado por Aldo Valentim) e SP Escola de Teatro; e “Dramaturgia para Jovens”, com representantes do Projeto Conexões de São Paulo – Tuna Serzedello, Laerte Mello, Leo Pelliciari e Luciana Barboza.

Completam os debates que serão apresentados, os temas: “A Formação Artística no Teatro de Grupo”, por Mauro Junior, representante do Projeto Ademar Guerra; e “Ação Formativa no Município”, a ser ministrada por Edgar Castro, do Centro Livre de Artes Cênicas de São Bernardo do Campo.

Os espetáculos serão apresentados no teatro “Procópio Ferreira” (rua São Bento, 415). Para assistir, basta retirar ingresso gratuito na bilheteria do teatro (que funciona de terça a sexta das 17h às 19h e nos dias de eventos das 18h às 21h). Todas as apresentações têm classificação livre.

Nesta quarta-feira, 9, a atração é o espetáculo “Como Fazer Teatro em Cinco Lições”, da Cia. de Teatro do Conservatório de Tatuí, dirigido por Carlos Ribeiro. De acordo com a assessoria de comunicação da escola de música, a montagem faz parte “da proposta do Conservatório de Tatuí de revelar a estrutura de funcionamento dos grupos da instituição”.

Segundo o diretor Carlos Ribeiro, no primeiro ato, o espetáculo apresenta uma palestra sobre “Como Fazer Teatro em Cinco Lições”. Ela é ministrada por um crítico teatral e comentada e interrompida por um coro grego, por um diretor, atores e técnicos de teatro, criando uma atmosfera cômica.

“No segundo ato, é apresentada uma versão reduzida de ‘Romeu e Julieta’, utilizando todas as referências citadas no primeiro ato, mas buscando o registro, não mais cômico, mas sim, sublime e dramático”, descreveu o diretor.

“O título da peça é, obviamente, uma piada. Talvez, o que exista de mais ‘didático’ neste trabalho, não seja toda a exposição teórica do primeiro ato, mas, sim, os 20 minutos de Shakespeare do segundo ato”, complementou Ribeiro.

Na quinta-feira, 10, será apresentado o monólogo “Quadrado”, da Cia. Núcleo 2 de São José do Rio Preto. A peça tem criação, concepção e direção de Jef Telles.

O espetáculo é resultado de três anos de pesquisa envolvendo instalações urbanas e o audiovisual. O projeto iniciou em 2010 e levava o nome de “Metamorfose”, tendo vencido o prêmio estímulo “Nelson Seixas” de fomento à produção cultural em Rio Preto.

Em 2011 o grupo se apresentou no Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto. Na época, a Núcleo 2 tinha como proposta “uma instalação urbana que, posteriormente, se transformasse em outra obra, porém, audiovisual”.

“A grande busca é o estudo de uma linguagem que pudesse ser utilizada tanto no audiovisual quanto no teatro. Sujeito predestinado a viver dentro de um quadro. Parece conto de Kafka, mas é o dispositivo que a companhia multimídia encontrou para discutir, acima de tudo, a condição do artista na atualidade”, afirmou Telles.

“O que está disposto em cena é um cárcere público e um prisioneiro-operário sob suas amarras. Nesse ambiente virtual sedutor, cheio de dentes e poltronas confortáveis, tudo parece arte, parece glamour, parece vida. Mas não é”, destacou.

Na sexta-feira, 11, será a vez do espetáculo “Histórias Lá da Serra”, do Grupo Anônimos da Arte de Botucatu, com direção de Sandra Mezzena. A produção conta causos e situações de uma comunidade caipira na trajetória de toda uma vida, desde a infância até a velhice.

A partir disso, o espetáculo é construído e desconstruído. Toma como rumo o triângulo amoroso dos personagens Tereza, João e Ana. Esta é a base para apresentação de vários outros assuntos, como a evolução dos grandes centros, o respeito às diversidades, o amor, o abandono de idosos, as amizades verdadeiras, a importância da família, o folclore regional, a reflexão sobre o tempo etc.

A série de apresentações termina no feriado de sábado, 12 (Dia de Nossa Senhora Aparecida – padroeira do Brasil – e das Crianças), com o musical “Um Chorinho para Dona Baratinha”, que une a Cia. de Teatro e o Grupo de Choro do Conservatório de Tatuí. O espetáculo tem direção de Carlos Doles e coordenação de Alexandre Bauab Junior e Carlos Ribeiro.

Ele conta a história de dona Baratinha que, rica e solteira, está decidida a se casar. Em busca de um companheiro ela sai pela floresta à caça do marido ideal. Cinco pretendentes aparecem.

Para impressionar a protagonista, eles vão incorporar “vícios morais” e falar de vaidade, ganância, amizade e amor. O roteiro também aborda valores como honestidade, caráter, respeito e amizade.

O espetáculo inclui clássicos do choro, como obras de Chiquinha Gonzaga e Ernesto Nazareth, apresentados para crianças com letras atuais. As composições são apresentadas pelo Grupo de Choro do Conservatório de Tatuí, que divide o palco com os atores.

Além das músicas, oito no total, a produção inclui cenário ambientado nas décadas de 20 e 30 (época áurea do Choro no Brasil) e figurinos cuidados, destacando as características animalescas das personagens.