Mais
    Início Colunas Minutos de Civismo O tempo em nossa vida!

    O tempo em nossa vida!

    Raul Vallerine

    A vida já é curta, mas nós tornamo-la ainda mais curta, desperdiçando tempo! (Victor Hugo)

    Num desses dias abençoados e inspirado por Deus durante o trajeto da minha caminhada todas as manhãs me surpreendi refletindo sobre a vida agitada e frenética que temos.

    Em meu pensamento, avalio a vida e o tempo são os dois maiores professores. A vida nos ensina fazer bom uso do tempo enquanto o tempo nos ensina o valor da vida.

    Muitas pessoas já repensaram a forma de lidar com o tempo, seja pela maior sensibilidade ao equilíbrio entre vida pessoal e familiar, seja pela pressa de recuperar o tempo perdido.

    A preocupação com o tempo não é propriamente uma invenção dos tempos modernos. Já em 1500 a.C., os egípcios procuravam formas de aferir a passagem do tempo.

    Na antiguidade havia já uma noção social da importância de se ser pontual, muito antes do primeiro relógio mecânico ou do primeiro despertador.

    A grande revolução na forma de viver o tempo chega não apenas com a capacidade de conferir a sua passagem de forma muito precisa.

    Mas sobretudo com a velocidade a que tudo pode acontecer na sociedade moderna. Ainda são precisas algumas horas para viajar até o outro lado do planeta, mas a informação pode chegar a quase qualquer lugar de forma praticamente instantânea.

    Ao longo das últimas décadas, os investigadores têm-se interessado cada vez mais por esta forma de aceleração. A que nos faz viver ou sentir que se vive a um ritmo exagerado ou simplesmente desfasado daquele que parece ser o compasso natural das coisas.

    Em qualquer lugar do mundo, o tempo passa da mesma maneira, mas a nossa percepção não. Para muitas pessoas, essa percepção é a de que hoje tudo acontece mais depressa do que devagar.

    Quando assim é o tempo voa, escasseia e as vinte e quatro horas do dia parecem poucas para o que há a fazer.

    Na mesma medida em que se acelera o passo para acompanhar o ritmo, atividades como comer, fazer exercício, ou estar com a família e amigos passam a ser atividades que se despacham e não algo que se vive ou desfruta.

    Quando dizem que a pressa é inimiga da perfeição, é justamente porque quando fazemos as coisas com pressa dificilmente estamos prestando a atenção necessária.

    Ao praticar a atenção plena, simplificar nossas vidas, estabelecer limites, conectar-nos com a natureza e cultivar a gratidão, podemos adotar uma abordagem mais consciente e apreciativa da vida.

    O tempo é a própria substância da vida, um recurso finito e irreversível que deve ser vivido com presença e propósito. Enquanto o futuro é projeção e o passado é memória, a vida acontece no agora, exigindo apreciação de cada momento para evitar o arrependimento. Viver bem envolve transformar o tempo em experiências significativas.

    O melhor presente é o tempo presente, por isso é preciso aproveitá-lo bem. Há uma ciência para utilizar o tempo, e não se trata de fazer as coisas correndo, mas de não o desperdiçar com coisas sem sentido.

    Para viver bem é preciso saber usar o tempo, pois é nele que construímos a nossa vida. Cada momento de nossa existência tem consequências nesta vida e na eternidade. Por isso, não podemos ficar “matando o tempo”, porque seria o mesmo que estar matando a nossa vida aos poucos.

    Na verdade, o presente é a única dádiva que temos, porque o passado já se foi e o futuro a Deus pertence. Vivamos intensamente o presente e tenhamos sempre em mente que a pessoa mais importante é essa que está agora na sua frente.

    O trabalho mais importante é este que você está fazendo agora; o dia mais importante da vida é este que você está vivendo hoje; o tempo mais importante é o agora.