
Raul Vallerine
Estamos acostumados a pensar no problema do lixo como um problema ambiental, o que de fato é, porém, existe também outro lado é ruim em relação ao lixo, o lado social onde o impacto é na sociedade.
A falta de projetos governamentais e em muitos casos estrutura para um recolhimento e tratamento adequado dos resíduos.
E todo o lixo que não é devidamente recolhido, separado e reciclado acaba por poluir o meio ambiente, e é onde entra o processo ambiental.
Segundo os dados do da FGV Social quase 28 milhões de pessoas vivem abaixo da linha de pobreza no Brasil.
Devido a muitas famílias de baixa renda viver em locais onde o saneamento básico é inexistente, a questão do lixo nesses locais.
O lixo na sociedade é um problema ambiental e social crescente, resultado do aumento do consumo e da produção, que contamina solo, água e ar, gera doenças, poluição visual e afeta a saúde pública e os ecossistemas.
Enquanto soluções envolvem gestão eficiente, reciclagem, consumo consciente e a implementação abrangendo mudanças comportamentais, transformando resíduos em recursos e diminuindo o descarte.
Um dos principais problemas encontrados nas cidades, especialmente nas grandes é o lixo sólido, resultado de uma sociedade que a cada dia consome mais.
Esse processo decorre da acumulação dos dejetos que nem sempre possui um lugar e um tratamento adequado.
Isso tende a aumentar, uma vez que a população aumenta e gera elevação no consumo, e consumo significa lixo.
Para ter uma noção mais ampla do problema tomemos a cidade de São Paulo como exemplo, em média cada pessoa produz diariamente entre 800 g e 1 kg de lixo diariamente, ou de 4 a 6 litros de dejetos, por dia são gerados 15.000 toneladas de lixo.,
A questão do lixo está diretamente ligada ao modelo de desenvolvimento que vivemos, vinculada ao incentivo do consumo, pois muitas vezes adquirimos coisas que não são necessárias, e tudo que consumimos produzem impactos.
Há aproximadamente 40 anos a quantidade de lixo gerada era muito inferior à atual, hoje a população aumentou, a globalização se encontra em um estágio avançado, além disso, as inovações tecnológicas no seguimento dos meios de comunicação, que facilitam a dispersão de mercadorias em nível mundial.
Atualmente quando compramos algo no supermercado o lixo não é apenas gerado pelo produto em si, pois existe a etapa de produção cultivo, transporte, energia e depois para o consumidor final tem as sacolas plásticas.
Nas cidades que contam com serviços de coleta do lixo esse é armazenado em dois tipos de “depósitos”: os lixões nos quais os dejetos ficam expostos a céu aberto e os aterros sanitários onde o lixo é enterrado e compactado.
Os lugares que abrigam os depósitos de lixo geralmente estão localizados em áreas afastadas das partes centrais do município. É comum em bairros não assistidos pelo serviço de coleta de lixo.
A população desses bairros negligencia os sérios danos que tais ações podem causar à biodiversidade e ao homem, diante disso destaca-se: dispersão de insetos e pequenos animais como: moscas, baratas, ratos, hospedeiros de doenças como dengue, leptospirose e a peste bubônica.
O lixo acumulado produz um líquido denominado de chorume, esse possui coloração escura com cheiro desagradável.
Os lixões retratam além dos problemas ambientais os sociais, a parcela da sociedade excluída que busca nesses locais materiais para vender papéis, plásticos, latas entre outros.
Às vezes as pessoas buscam também alimentos, ou melhor, restos para o seu consumo, muitas vezes estragados e contaminados, demonstrando o ápice da degradação humana.






