O Ato de Ser Pai

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“Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho”. (Gandhi)

O Ato de Ser Pai

Conta-se que um homem, ainda jovem, querendo saber o segredo de ser um bom pai, foi visitar um sábio que vivia numa alta montanha. Sendo recebido por ele, foi logo expondo o seu problema.

– Estou aqui porque preciso da sua orientação. Não sei bem como lidar com meus filhos. Se sou severo com eles, acusam-me de ser ditador, se sou atencioso, gentil, tomam-me por fraco. Amigo, me diga qual é a melhor forma de criar os filhos!

O sábio ouviu-o atentamente e limitou-se a entregar-lhe um cinzel e um bloco de madeira, dizendo: – Pega isso, filho, e leva contigo. Quando tiveres esculpido uma obra de valor, traga-a aqui e terás a resposta que procura.

O jovem pai olhou-o surpreso. Não quis ser descortês com quem lhe dispensara um pouco do seu tempo e fizera a gentileza de recebe-lo em sua casa. Meio decepcionado, pegou o que o sábio lhe oferecia, levantou-se e saiu. Mais entristecido do que nunca, chegou em casa cabisbaixo.

Os filhos logo o cercaram querendo saber para que serviam aqueles instrumentos. Ele se deixou envolver pela alegria contagiante das crianças e logo se viu sentado entre elas tentando esculpir na madeira.

Passaram-se os dias, quase sem ele perceber. Conseguira concluir sua obra! Então, subiu novamente à montanha e, orgulhoso, apresentou ao sábio o resultado de seus esforços.

Tomando a escultura nas mãos, o sábio observou e apreciou cada detalhe. – Muito bem! Disse ele dirigindo-se ao pai. – Ao esculpir a madeira, como eram os golpes que você dava com o cinzel? Fortes ou fracos?

– No início eu dava golpes duros, secos, desajeitados. Percebi que isso prejudicava a madeira. Mas fui aos poucos adquirindo prática e, então, fui aprendendo a golpear com menos força, a usar melhor o cinzel, a tirar somente as lascas que fossem necessárias.

Aprendi a conhecer a madeira, a amar a obra. Conseguia visualizar quão bela seria mesmo antes dela tomar forma.

Aprendi a respeitar suas limitações, e as minhas, a saber que para cada obra é necessário um tipo de madeira, que é preciso paciência, cuidado com os detalhes, saber olhar.

Aprendi que outros podem me ajudar, mas cabe a mim a tarefa de terminar. Aprendi a não esperar a perfeição, visto que meus próprios esforços são imperfeitos, e que muitas vezes ainda vou errar.

Aprendi que, mesmo se houvesse um modelo a seguir, cada obra é única, não aceita imitação. Aprendi que a beleza já reside na madeira, minha função é apenas ajudá-la a vir para fora.

Aprendi que por detrás de uma aparência rude, descuidada e até danificada, pode estar uma madeira nobre, precisando de reparos, que pode ser recuperada se souber trabalhar nela com carinho.

Aprendi a olhar para dentro de mim mesmo, mas a não permanecer apenas lá. Aprendi que quanto mais perto de Deus me sentir, mais passo isso para o que estou fazendo. Aprendi que estou aqui para aprender mais do que para ensinar.

– Muito bem, meu amigo, concluiu o sábio – Aprendestes o ofício paterno. Aprendestes a ser Pai!

Bons Conselhos

Madre Teresa de Calcutá, dentre tantos conselhos preciosos que legou à humanidade, deixou um conselho especial para aqueles que desejam construir na intimidade as mais nobres virtudes, dizendo: – Muitas pessoas são irracionais, ilógicas e egocêntricas. Ame-as, mesmo assim.

Se você tem sucesso em suas boas realizações, ganhará falsos amigos e verdadeiros inimigos. Tenha sucesso, mesmo assim.

O bem que você faz será esquecido amanhã. Faça o bem, mesmo assim. A honestidade e a franqueza o tornam vulnerável. Seja honesto, mesmo assim.

Aquilo que você levou anos para construir, pode ser destruído de um dia para o outro. Construa, mesmo assim. Os pobres têm verdadeiramente necessidade de ajuda, mas alguns deles podem atacá-lo se você os ajudar. Ajude-os, mesmo assim.

Se você der ao mundo e aos outros o melhor de si mesmo, você corre o risco de se machucar. Dê o que você tem de melhor, mesmo assim.