Nova pulverização é anunciada contra pernilongos para cidade

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AC Prefeitura

‘Fumacê’ é realizado na cidade desde o mês de maio e elimina os mosquitos adultos

 

A Prefeitura prepara para esta semana nova ação de pulverização para extermínio dos pernilongos. Trata-se da 11ª aplicação de inseticida às margens dos ribeirões da cidade.

Conforme a assessoria de comunicação do Executivo, a medida é adotada “desde que a falta de chuva se tornou um problema não só na região, mas em todo Estado de São Paulo”. A primeira aplicação aconteceu na primeira semana de maio.

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Em nota, a Prefeitura diz que a ação é paliativa. Segundo a secretária municipal de Saúde, Cecília Oliveira França, o chamado “fumacê” apenas consegue eliminar os mosquitos adultos. As larvas sobrevivem e podem ainda se tornar resistente ao produto químico.

“A utilização desse método pode, ainda, causar desequilíbrio ambiental e contaminação da mata ciliar, de encostas e mesmo das águas. Por isso, é preciso empregá-lo com absoluto rigor e prudência”, declarou ela, por meio da comunicação.

“Sabemos que os mosquitos incomodam e trazem transtornos, mas é preciso pensar no bem-estar geral da população e em todo sistema natural de maneira encadeada”, advertiu a titular da pasta, também via assessoria do Executivo.

A Prefeitura afirmou que a infestação de pernilongos “não é a primeira da história da cidade”. Conforme o Executivo, no ano de 1996, também devido à falta de chuva e às altas temperaturas, a cidade registrou “o fenômeno”.

Ainda conforme o setor de comunicação, Tatuí “sofre mais porque ao contrário das cidades da região não tem falta de água”, conforme antecipado pelo prefeito José Manoel Correa Coelho, Manu, na inauguração do novo prédio do Cemem (Centro Municipal de Especialidades Médicas).

A assessoria cita que a proliferação atinge todo o Estado, mas “o potencial e a disposição hídrica do município apresentam condições ainda mais favoráveis”. Conforme a Prefeitura, Tatuí possui mais de 30 quilômetros de extensão de ribeirões, como o Manduca, o Lavapés e o Ponte Preta, que cortam a cidade.

Além das nebulizações assistidas, a Secretaria de Saúde vem realizando controle larvário nas lagoas de tratamento da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). A ação é realizada porque, conforme a secretária, esse tipo de pernilongo não precisa de água limpa para se reproduzir.

“O ciclo reprodutivo do inseto ocorre rapidamente, entre sete e dez dias, e a fêmea chega a pôr 200 ovos de uma vez”, destacou a secretária em nota à imprensa.

“Esse pernilongo não causa dengue, nem qualquer outro tipo de doença. No máximo, reação alérgica por picada. É preciso que as pessoas tenham um pouquinho de paciência e saibam que estamos tomando todas as medidas possíveis para conter o crescimento ainda maior da superpopulação de mosquitos”, disse Cecília.

Com relação à dengue, a Prefeitura informou que a partir da próxima semana, haverá distribuição de uma nova cartilha sobre as maneiras de se evitar proliferação do Aedes aegpty, eliminando o acúmulo de água parada, os sintomas da doença e orientações gerais sobre a dengue. O material também traz um capítulo especial sobre as ações de combate aos pernilongos.


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