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    Nem toda dor na mama é câncer — mas toda dor merece atenção

    Camila Bolonhezi

    “Muitas mulheres acreditam que apenas o aparecimento de um nódulo é motivo para procurar ajuda médica. Mas o corpo fala de muitas outras formas”, explica a Dra. Camila Bolonhezi, ginecologista e CEO do Instituto Macabi.

    Segundo a especialista, dores nas mamas, alterações na pele ou secreções podem ter diferentes causas — desde o ciclo menstrual e o uso de anticoncepcionais até o sutiã inadequado. “Nem sempre dor na mama significa câncer. Ela pode estar relacionada a alterações hormonais, mas ainda assim precisa ser observada com atenção”, reforça.

    No entanto, é importante ficar alerta: se a dor vier acompanhada de caroço, secreção pelo mamilo ou mudanças na pele da mama, como vermelhidão, retração ou descamação, é hora de procurar a ginecologista.

    Os dados mais recentes do Panorama do Câncer de Mama 2025, elaborado pelo Instituto Natura em parceria com o Observatório de Oncologia do Movimento Todos Juntos Contra o Câncer, mostram por que a atenção precoce é tão essencial.

    Segundo o levantamento, o Brasil ainda está muito abaixo da meta de rastreamento recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS): apenas 23,7% das mulheres entre 50 e 69 anos realizam mamografias dentro do intervalo ideal de dois anos — quando o recomendado é 70%. Além disso, quase 40% dos casos são diagnosticados tardiamente, em estágios mais avançados da doença.

    “Esses números mostram que ainda precisamos falar sobre prevenção de forma acessível e constante”, afirma a médica.

    Neste Outubro Rosa, ela reforça que cuidar da saúde vai muito além da mamografia:

    “Prevenção também é escutar o próprio corpo. Fazer o autoexame com regularidade e manter as consultas de rotina são atitudes simples que salvam vidas.”

    A mensagem é clara: a prevenção é o caminho mais seguro para cuidar da sua saúde.