‘Zoneamento Econômico Cultural’ foca cidade em ação colaborativa

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Mapear as atividades ligadas à música em Tatuí. Este é o objetivo do projeto “Zoneamento Econômico Cultural”, que está sendo disseminado pelo geógrafo Gustavo da Silva Diniz. A iniciativa foca a cidade em ação colaborativa.

Conforme Diniz, o projeto inclui a obtenção de dados por meio de redes sociais. São pesquisas realizadas com colaboração de munícipes e agentes culturais e acompanhadas por coordenadores do estudo. Neste mês, o geógrafo finalizou a construção da página do estudo, na rede social Facebook.

Em nota enviada a O Progresso, Diniz afirma que tem como desejo, “além de um trabalho científico”, que o projeto possa ser “absorvido” pela comunidade, o poder público e a iniciativa privada. Conforme cita o geógrafo, a expectativa é de que “esses agentes se apropriem das informações que serão levantadas para o processo de planejamento urbano e cultural do município”.

A partir dos dados, Diniz acredita que “existirão parâmetros para ações que visem ao desenvolvimento econômico e social, a ampliação de geração de emprego e renda”. Também há “a possibilidade de melhoria de ações culturais e de lazer”.

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“O projeto integra uma pesquisa denominada: ‘A Cidade Criativa de Tatuí: Música e Zoneamento Econômico Cultural’, na qual busco verificar as potencialidades do município no campo da economia criativa e economia da cultura”, explicou.

Diniz relatou que o enfoque do estudo são as atividades musicais. Elas serão analisadas “sob a ótica do conceito de ‘cidades criativas’”, dando origem a um mapeamento produzido com base em, pelo menos, oito elementos.

São eles: equipamentos e espaços culturais; espaços de formação cultural; patrimônio cultural; órgãos gestores de produção de cultura; empresas do setor cultural; profissionais; grupos, associações, coletivos e cooperativas; e eventos.

“A metodologia do trabalho se baseia em trabalhos como o do geógrafo Felippe Jorge Kopanakis Pacheco, fruto de consultoria realizada para a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) e o Ministério da Cultura”, informou.

De acordo com ele, o estudo utilizará procedimentos indicados para o SNIIC (Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais), mas “com adaptações para os objetivos da pesquisa e para as especificidades locais”.

Diniz informou, também, que divide a coordenação do projeto com o professor-doutor Auro Aparecido Mendes. Ele será realizado durante todo o ano e está vinculado ao Departamento de Geografia da Unesp (Universidade Estadual Paulista) “Júlio de Mesquita Filho”, do Campus Rio Claro.

Para realizar o trabalho, o geógrafo conta com apoio do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).

Além das pesquisas via internet, Diniz programa vir ao município “frequentemente” para realizar entrevistas e o chamado trabalho de campo.

Todas as informações relativas ao projeto podem ser encontradas em página do Facebook. Nela, estão disponíveis o mapeamento colaborativo e os questionários on-line para que a população possa participar da coleta das informações.

“Há, também, espaço para os jornais discorrerem sobre sua relação com as atividades musicais (‘publicações’) e registrarem fatos e reportagens históricas (‘personalidades e fatos históricos’)”, informou o coordenador. O acesso pode ser feito por meio do seguinte endereço: facebook.com/zoneamentotatui.

Para a divulgação do zoneamento, Diniz criou painéis sintéticos, com figuras de pontos culturais do município. Entre eles, o Conservatório e o monumento aos seresteiros, inaugurado pela Prefeitura no ano passado na praça Manoel Guedes (Museu).

Conforme o autor do projeto, atividades “econômicas e culturais que possuam relações indiretas com as atividades musicais também podem ser enviadas”.

“Qualquer informação e ação de colaboração que não se enquadre no mapeamento colaborativo e nos questionários on-line serão muito bem-vindas”, disse ele. Elas podem ser enviadas para o e-mail: [email protected].

Diniz citou, também, que “todos os mapas, trabalhos e informações produzidas serão disponibilizados aos cidadãos e instituições da cidade que se mostrarem interessados”.

Além do CDMCC, os resultados podem ser enviados à Prefeitura, ao jornal e a instituições, como a Fatec (Faculdade de Tecnologia) “Professor Wilson Roberto Ribeiro de Camargo”.

O mapeamento colaborativo estará disponível no site: http://maps.mootiro.org/project/353. Diniz projeta incluir os demais mapas temáticos posteriormente, com ajuda de softwares geográficos, após a coleta de dados.


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