‘Validação’ do PT vai poder mudar até 2 ‘cadeiras’ na Câmara

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A resolução da situação cadastral do PT (Partido dos Trabalhadores) pode fazer com que as cadeiras da Câmara Municipal sejam distribuídas de maneira diferente.

A expectativa do partido é de que até duas das 17 vagas na Casa de Lei sejam ocupadas por candidatos da coligação, que tem, além do PT, o PRB (Partido Republicano Brasileiro), o PTC (Partido Trabalhista Cristão) e o PDT (Partido Democrático Trabalhista). A união teve 4.675 votos nominais a vereador. Somados os votos às legendas, a coalizão tem 4.787.

Na formação, o PT conquistou 1.743 votos, contabilizando os nominais (para candidatos); o PTC teve 1.465 votos; o PRB foi o terceiro partido mais votado, com 1.230 votos; e o PDT fecha a lista com 237 votos.

O número seria suficiente para eleger um vereador. Segundo o PT, Eduardo Dade Sallum ocuparia a vaga. Ele encabeça a lista da coalizão com 682 votos.

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O petista entraria no lugar da vereadora Rosana Nochele Pontes Pereira (PP), que teve 1.218 votos. A vereadora era a terceira colocada da coligação PP (Partido Progressista), PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) e PTN (Partido Trabalhista Nacional).

Outra possibilidade é a coalizão petista ter um segundo cargo na Câmara. No caso, ascenderia o maestro José Adriano Campos Machado (PRB). Nesta conjuntura, o candidato ocuparia a vaga que hoje está com Nilto José Alves (PMDB). Conhecido como Bispo Nilto, o peemedebista teve 911 votos.

“Na verdade, o processo agora é burocrático, pois já tivemos a decisão favorável dos desembargadores. É questão de tempo para a juíza eleitoral de Tatuí computar os nossos votos”, afirmou o presidente do diretório municipal do PT, Luís Mário Rodrigues da Costa, Marinho.

De acordo com ele, o julgamento do processo do PT teve unanimidade entre os desembargadores do TRE (Tribunal Regional Eleitoral), de São Paulo.

Marinho explicou que a juíza Mariana Teixeira Salviano da Rocha, da 140ª Zona Eleitoral, aplicou para as contas partidárias de 2014, uma regra que começara a valer a partir de 2015.

“Foi um equívoco, embora o partido reconheça as falhas e o atraso nas prestações de contas. De qualquer forma, os nossos balancetes foram entregues em julho deste ano, antes, inclusive, da convenção partidária”, frisou.

Segundo o presidente ele, a situação do partido ainda pode demorar algumas semanas até ser resolvida definitivamente. A alteração da lista de vencedores não é feita em Tatuí. Os cálculos dos quocientes partidário e eleitoral são realizados pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral).

“Quando a nossa votação se tornar válida, o sistema vai recalcular a parte de cada partido e fazer a redistribuição de cadeiras das sobras da Câmara”, afirmou.


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