Unidade de hemodiálise começa no dia 28

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Arquivo O Progresso

Tratamento já é oferecido a pacientes internados na UTI da Santa Casa

 

O próximo dia 28 marcará o lançamento da pedra fundamental da unidade de hemodiálise em Tatuí. A previsão de início da construção do local, com 1.400 metros em terreno de 5.100 metros, e a mudança no plano inicial foram divulgadas pelo prefeito José Manoel Correa Coelho, Manu, na quinta-feira, 11.

A O Progresso, Manu disse que a unidade “fecha um ciclo de compromissos assumidos por ele na área da Saúde”. Informou, também, que a Prefeitura e o empresário responsável pelo investimento – o médico Alcir Ferrari – reviram o projeto. Até então, a expectativa era de construir um centro e não uma unidade.

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Entretanto, os centros são locais nos quais os pacientes recebem tratamento mais especializado. Conforme o prefeito, em geral, eles preparam pacientes para realização de transplantes. “No caso, as unidades oferecem tratamento, somente”, disse.

O prefeito apontou que pacientes que necessitam de diálise são encaminhados, inicialmente, para as unidades. Depois, há transferência para os centros, quando as pessoas conseguem vaga em transplante e necessitam ser operadas.

“O intuito da unidade é, sempre, recuperar o paciente, seja para que ele não precise mais fazer diálise, seja para encaminhá-lo a transplante”, reforçou.

Segundo ele, a futura unidade do município terá um diferencial. Ela contará com um centro de convivência, composto por área de terapia ocupacional e uma cozinha experimental. Nesta, os familiares dos doentes receberão orientações para aprender a manusear alimentos e a prepará-los para os doentes.

“Quer dizer, a unidade será um núcleo para tratamento do paciente renal. Esse é um diferencial na região, o que vai torná-lo uma referência”, enfatizou.

A unidade terá capacidade para tratar 180 pacientes por dia. Esse número atende a exigência – e expectativas – do DRS (Departamento Regional de Saúde), de Sorocaba. O órgão estipulou essa quantidade como limite para que a unidade possa ser mantida com repasses do governo do Estado.

A quantia também prevê atendimento a pacientes da região, uma vez que Tatuí tem pouco mais de cem pessoas em tratamento. Os pacientes são transportados diariamente para fazer diálise em diversas cidades. Entre elas, Itapetininga e Sorocaba, e nas quais, conforme o prefeito, não há mais vagas.

Por conta da demanda, o prefeito disse que o credenciamento de Tatuí “é mais que certo”. Segundo ele, o assunto foi amplamente discutido entre os representantes do DRS, o empresário responsável pelo investimento e a secretária municipal da Saúde, Cecília Aparecida Xavier de Oliveira França.

“Agora, é somente fazer a construção. Inicialmente, a Prefeitura vai ter que entrar com o custeio dos pacientes do município, que são nossos”, antecipou Manu.

O Executivo pretende manter os pagamentos, para permitir que a unidade entre em funcionamento, até que o DRS abra as vagas para o sistema regional de Saúde. Dessa maneira, os demais pacientes preencherão as vagas restantes.

A previsão é de que esse “acerto” seja realizado por, inicialmente, seis meses. “Teremos que andar com as próprias pernas, até termos a certeza de que a unidade estará homologada e funcionando já com o repasse do Estado”, disse Manu.

O Executivo ainda não tem ideia de quanto os pacientes custarão para o município. Contudo, o prefeito informou que o valor é “relativamente alto”. Ele também disse que o custeio será comportado pelo Executivo, que vai, com a unidade, deixar de ter gasto no transporte dos pacientes para a região.

“É algo que vamos diminuir bastante. Além disso, vamos aumentar a capacidade da frota, porque, ao diminuirmos a quantidade de viagens para esses pacientes, nós poderemos atender aos que precisam de outros atendimentos”.

O transporte é feito diariamente e, dependendo do estado de saúde do paciente, pode causar desconfortos. Manu ressaltou que, com a unidade, os doentes renais terão melhor qualidade no tratamento.

“Vamos ter um grande ganho de qualidade de vida do paciente que sofre de doença renal. E isso não há o que pague. Ele vai ser melhor tratado na cidade, com a família”.

Como não será necessário o transporte, a hemodiálise na cidade permitirá que os pacientes sofram menos com os efeitos colaterais. Segundo o prefeito, muitos passam mal no retorno, uma vez que a diálise é “dolorida”.

“É um tratamento difícil, a pessoa não tem uma evolução rápida. Então, esse vai ser o maior ganho: a qualidade de vida daquele doente e paciente que não vai precisar se locomover de madrugada, sendo atendido na cidade”.

Apesar de o investimento ser feito por empresário, Manu enfatizou que ele não seria possível sem a intervenção da Prefeitura. Conforme ele, o médico não aceitaria aportar recursos no município se achasse que a unidade não fosse credenciada para atendimento via SUS (Sistema Único de Saúde).

Além da construção, o prefeito citou que o empresário vai investir dinheiro na compra dos equipamentos. “Cada aparelho custa muito. Depois, tem todos os leitos. Enfim, é praticamente um hospital, e que vai custar muito”, declarou.

A unidade deve ser construída numa área localizada no Residencial Guedes. O terreno precisou passar por estudo e escolhido por conta da topografia plana.

A região onde a área está localizada “tem pouco fluxo de veículos” e permite o deslocamento mais rápido para a Santa Casa e ao Hospital da Unimed.

“Isso (a unidade) só poderá ser construído porque teve atenção do município. Nós estivemos com a diretora do DRS e ela nos assegurou que Tatuí comporta uma unidade de diálise. Inclusive, disse que faltam vagas na região. Então, com essa parceria do Estado, podemos construí-la”, encerrou.


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