Tatuianos dominam ‘Eco Runner’ e sobem ao pódio na ‘Eco Biker 300’

Corredores fazem “dobradinhas” nas provas masculina e feminina

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Ao todo, 16 ciclistas tatuianos subiram ao pódio de seis categorias (foto: Clayton Martim)
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Paulo Motos
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Os corredores tatuianos dominaram a “Eco Runner”, realizada no Circuito Country Olímpico C3 Castanheiro, do Centro Hípico de Tatuí, no sábado, 7. Os atletas locais conseguiram “dobradinhas” nas duas primeiras posições nas provas masculina e feminina.

Conhecida como “trail run”, os corredores percorreram, pela manhã, pouco mais de uma volta completa no circuito para superarem o trajeto de seis quilômetros, composto por diferentes terrenos.

Denominada “Eco Runner Tatuí”, a prova inicial é composta por trilhas, subidas, pastos e “pinguelas”, que “prometem testar a técnica e a resistência dos competidores”. A corrida reuniu mais de 80 atletas em nove categorias, masculinas e femininas.

O atleta Ricardo Carriel, da equipe local Pé Vermeio, foi o campeão geral entre os homens, ao concluir o trajeto em 24 minutos e 32 segundos. O também tatuiano José Geraldo de Brito ficou com a segunda posição. Fabiano Ferreira da Silva, de Sorocaba, terceiro colocado, completou o pódio.

A tatuiana Luciana Aparecida da Silva foi a vencedora da prova feminina. Ela precisou de 29 minutos e 49 segundos para superar as demais corredoras. Patrícia Coelho Lobo, da Contra Tempo Running, garantiu a Tatuí a segunda colocação. Já a terceira posição foi de Poliana Ramos da Costa, de Alambari.

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No período da tarde, houve a competição com largada no estilo “Le Mans”, na qual os atletas correm a pé em direção às bicicletas para iniciarem as voltas. O “Eco Biker 300” reuniu mais de 120 ciclistas em duplas, trios e na categoria solo.

Conforme a organização, a escolha por esse estilo de largada é para não acumular participantes nas trilhas. Os competidores correm cerca de 400 metros para pegarem as bicicletas, permitindo que o fluxo no circuito seja diluído.

Os inscritos em duplas e trios revezaram-se para completar o percurso, enquanto os atletas da solo pedalaram durante cinco horas ininterruptas. Vencia os atletas e equipes que completassem o maior número de voltas em 300 minutos.

Ao todo, 16 ciclistas tatuianos subiram ao pódio de seis categorias, das quais em duas foram no ponto mais alto, conquistando o título.

Os esportistas Gabriel Henrique Aquino e Rafael Delaroli, da equipe local Vaca Véia, foram os campeões da categoria dupla masculina. A segunda volta das 22 que eles completaram foi a mais rápida da categoria, percorrida em 13 minutos e 12 segundos. Na mesma categoria, Luís Fernando e Thiago Rodrigues, também do Vaca Véia, conseguiram a quarta colocação.

A equipe tatuiana Raji garantiu mais uma dobradinha ao município, na categoria dupla mista. A ciclista Daniela Lima e o marido Juliano de Campos foram os campeões e ainda fizeram a volta mais rápidas entre as duplas mistas.

O casal precisou de 13 minutos e 39 segundos para completar a nona volta, de um total de 18. Rodrigo Eduardo e Valquíria Oliveira, da mesma equipe, foram os vice-campeões.

A cidade alcançou a segunda posição em três categorias solo, com: Ramon Domingues, do Vaca Véia, na expert; Leandro Alex de Lima, da Raji, na máster; e Sandro Rodrigues, da mesma equipe, na sênior.

Ainda, na categoria sênior, o atleta William Vianna Faria, da Raji, alcançou a quarta colocação. E na categoria trio máster, Tatuí esteve na quinta colocação, com os ciclistas Fabrício Fernandes, João Carlos e Jocelyn Fiusa.

A prova de MTB (mountain bike) é promovida pela GP Ravelli, em um total de cinco etapas. Até o momento, o evento já realizou duas provas em Itu, uma em Jacutinga e outra em Piedade, e ainda prevê uma última etapa, na cidade de Espírito Santo do Pinhal.

Conforme um dos organizadores do evento no Centro Hípico de Tatuí, Rodrigo Camargo Harideva, a disputa no município é considerava “festiva” pelos ciclistas participantes, pois não há premiação em dinheiro, como nas outras etapas da GP Ravelli.

Harideva afirma que “os atletas puderam se divertir e se desafiar, competindo o ‘puro MTB’, com trilhas, subidas, descidas e diversos obstáculos”.

Com 5,4 quilômetros de extensão, o circuito C3 Castanheiro ocupa uma área de mais de 45 hectares na propriedade do Centro Hípico de Tatuí. Ele consiste em uma pista composta por piso “bastante diversificado”, incluindo estradas de cascalho e trilhas com grama, pedras e terra batida e vários pontos de “single track” (modalidade que promove a integração entre o atleta e a natureza).

Neste ano, a Eco Runner e a Eco Biker 300 foram promovidas em um único dia para aproveitar toda a infraestrutura formada pelos organizadores e patrocinadores do evento no CHT. Harideva frisa que “as disputas valorizaram os dois esportes”.

O organizador ressalta que o Centro Hípico de Tatuí libera o C3 Castanheiro gratuitamente para que qualquer pessoa possa usufruir dele e a preparação ao evento permitiu que as trilhas e obstáculos recebessem manutenção.

De acordo com Harideva, o circuito XCO (cross country) do CHT é o mais utilizado no MTB no mundo. No Brasil, as disputas acontecem mais em circuitos XCM (maratona em estradas), o que, segundo ele, não requer tanta habilidade do ciclista.

“No C3 Castanheiro, há mais obstáculos, é preciso desviar de árvores, passar por pedras, subir e descer barrancos, escadaria e contornar lagos”, aponta.

“A pessoa que anda no C3 Castanheiro vai ter habilidade suficiente para vencer todos os obstáculos. É uma grande vantagem para quem quer melhorar no pedal”, conclui Harideva.

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