Tatuí tem desenvolvimento humano alto

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Arquivo O Progresso

Municipio atingiu IDHM de 0.752 em 2010 de acordo com estudo divulgado por programa da ONU

 

Educação, longevidade e renda são os principais componentes que integram estudo divulgado nesta semana pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento).

 

O IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal), atualizado com base em dados do censo demográfico de 2010, aponta Tatuí na faixa de desenvolvimento humano alto.

 

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A cidade tem IDHM de 0,752, número composto por mais de 180 indicadores (incluindo os de população, educação, habitação, saúde, trabalho, renda e vulnerabilidade)

 

Os dados de 2010 mostram Tatuí na 508a posição nacional em relação aos 5.565 municípios brasileiros. Destes, 507 (9,11%) estão em situação melhor que a cidade e 5.058 em situação igual ou pior.

 

No Estado de São Paulo, o estudo atualizado mostra Tatuí na posição de número 216, entre 645 cidades. Destas, 215 (33,33% do total) estão em situação melhor e 430 (66,67%), pior ou igual.

 

A primeira posição do “ranking” estadual é ocupada pela cidade de São Caetano do Sul, com IDHM de 0,862, classificada com desenvolvimento humano “muito alto”.

 

Tatuí registrou avanços nas três dimensões do estudo, como são chamadas as áreas de educação, longevidade e renda. Entre 2000 e 2010, a dimensão que mais cresceu em termos absolutos foi a Educação (com crescimento de 0,160). Entre 1991 e 2000, ela é também a que mais cresceu (subiu 0,205).

 

Na Educação, houve aumentos em cinco itens, sendo o mais expressivo o crescimento de crianças de 5 e 6 anos frequentando a escola.

 

O índice passou de 37,38, em 1991, para 71,08, no ano de 2000. Em 2010, atingiu 94,68. No IDHM, os números representaram 0,323, 0,528 e 0,688, respectivamente.

 

Em longevidade, Tatuí registrou aumentos significativos em esperança de vida ao nascer (em anos). O parâmetro passou de 69,11, no ano de 1991, para 73,58, em 2000, e atingiu a marca de 75,52, em 2010.

 

Em termos de composição do índice, os dados representaram, respectivamente, 0,735, 0,810 e 0,842.

 

Na renda, o valor per capita dos tatuianos também acompanhou a evolução. Passou de R$ 499,34, em 1991 (valor estimado, uma vez que o real entrou em vigor em 1994), para R$ 661,92, em 2000. Em 2010, registrou R$ 771,05. Os valores representam, no IDHM, 0,664, 0,710 e 0,734, respectivamente.

 

Conforme o estudo, Tatuí teve incremento no IDHM de 39,26% nas últimas duas décadas. Esse aumento está abaixo da média de crescimento nacional (47,46%) e acima da média de crescimento estadual (35,47%).

 

No período comparativo, a cidade viu seu hiato de desenvolvimento humano (a distância entre o IDHM e o limite máximo do índice, que é de 1) reduzido em 46,09%.

 

Apesar de registrar aumento na média de crescimento, a cidade tem IDHM abaixo do Estado de São Paulo (0,783) e acima do país (0,727). O menor índice registrado em 2010 é de 0,418, pertencente a Melgaço, no Estado do Paraná.

 

Os parâmetros de demografia e saúde apontam que a taxa de urbanização em Tatuí cresceu 3,45% nas últimas duas décadas. Saiu de 92,10% do total da população e atingiu 95,28%.

 

Só entre 2000 e 2010, a população local teve taxa média de crescimento anual de 1,40%, passando de 93.430, para 107.326.

 

Também sobre a taxa de ocupação, há variações médias entre o total de homens e mulheres entre 1991 e 2010, mas queda acentuada quando a comparação é feita com pessoas residentes na área rural.

 

O número de homens e de mulheres em 1991 era equivalente a 50% do total da população (havia quatro mulheres a mais que homens no município).

 

Naquele mesmo ano, a população urbana da cidade correspondia a 92,10% do total e a rural, 7,90%. Em 2000, houve ligeiro aumento da população que vivia no campo, passando para 8,37% do total e, em 2010, caindo para 4,72%.

 

A estrutura etária da população também mudou, registrando oscilações de crescimento entre as faixas etárias com pessoas menores de 15 anos, entre 15 e 64 e 65 anos ou mais.

 

Tudo isso elevou o índice de envelhecimento (o número de pessoas com 65 anos ou mais em relação à população menor de 15 anos).

 

O índice subiu de 5,99% (sobre o total da população), em 1991, para 6,57%, em 2000, e registrando 8,03% em 2010.

 

Por outro lado, houve queda na razão de dependência (população considerada dependente – pessoas menores de 14 anos e com 65 anos). Ela passou de 62,06, em 1991, para 44,86, em 2010.

 

Houve queda, também, no índice de mortalidade infantil. Conforme o estudo do PNUD, em 2000, a cidade registrou taxa de 16,9 por mil nascidos vivos e em 2010, e de 14,5 por mil nascidos vivos – redução de 14%.

 

A taxa do município ficou abaixo dos 16,7 mil nascidos vivos, preconizados pela ONU (Organizações das Nações Unidas) nos “Objetivos de Desenvolvimento do Milênio”.

 

Como consequência, a esperança de vida ao nascer (em anos) aumentou. Em Tatuí, essa dimensão subiu 6,4 anos nas últimas duas décadas, passando de 69,1 anos, em 1991, para 73,6 anos, em 2000, e atingindo 75,5 anos em 2010.

 

Na cidade, também houve crescimento na proporção de crianças e jovens frequentando ou tendo completado determinados ciclos do ensino. No período de 2000 a 2010, a proporção de crianças de 5 a 6 anos na escola cresceu 33,20% e no de período 1991 e 2000, 90,16%.

 

A proporção de crianças de 11 a 13 anos frequentando os anos finais do ensino fundamental cresceu 12,65% entre 2000 e 2010 e 47,60% entre 1991 e 2000.

 

Já a proporção de jovens entre 15 e 17 anos com ensino fundamental completo cresceu 21,91% no período de 2000 a 2010 e 76,03% no período de 1991 a 2000.

 

Por fim, a proporção de jovens entre 18 e 20 anos com ensino médio completo cresceu 38,25% entre os anos de 2000 e 2010 e 94,15% entre 1991 e 2000.

 

Outro dado relevante da Educação é a frequência escolar. Em 2010, houve registro alto do número de alunos de 18 a 24 anos que não frequentam escola, em percentual de 77,52%. Nessa faixa etária, 12,66% frequentam ensino superior.

 

Ainda na idade que abrange o ensino médio, e em 2010, o percentual de não frequentes entre alunos de 15 a 17 anos é um pouco menor, mas ainda assim o maior da faixa etária.

 

Os que não frequentam representam 21,55% do total de alunos. Entre 6 e 14 anos, a não frequência é de 2,43%. A maioria dos alunos nessa faixa etária, 74,53%, frequenta escola na série adequada.

 

O IDHM aponta crescimento de 54,41% na renda per capita nas últimas duas décadas. Os valores passaram de R$ 499,34, em 1991, para R$ 661,92, em 2000, chegando a R$ 771,05, em 2010. Com isso, a taxa média anual de crescimento ficou em 32,56% no primeiro período e 16,49% no segundo.

 

Entretanto, a desigualdade manteve-se. O índice de Gini (instrumento usado para medir o grau de concentração de renda), que era de 0,47 em 1991, passou para 0,52 em 2000 e voltou para 0,47 em 2010.

 

O índice aponta a diferença entre os rendimentos dos mais pobres e dos mais ricos. De acordo com ele, em Tatuí, os 20% mais pobres tiveram aumento de 0,02% entre 1991 e 2010. No primeiro ano, a porcentagem da renda apropriada por estratos da população passou de 4,82 para 4,84, no segundo.

 

Contudo, os 20% mais ricos também registraram “redução”. O índice aponta que, em 1991, eles tinham percentual da renda em 53,23; em 2010, passaram a 52,29.

 

Sobre o trabalho, em 2010, a população economicamente ativa representava 65,4%, contra 34,6% não economicamente ativa. O número de desocupados, no mesmo ano, era de 4.660 pessoas. As que tinham ocupação somam 45.742 pessoas.

 

Entre 2000 e 2010, a taxa de atividade da população de 18 anos ou mais (o percentual dessa população que era economicamente ativa) cresceu.

 

Ele passou de 60,75%, em 2000, para 65,44% em 2010. Ao mesmo tempo, a taxa de desocupação (a porcentagem da população economicamente ativa que estava desocupada) teve queda, passando de 14,16%, em 2000, para 6,05%, em 2010.

 

Na cidade, a maioria da população economicamente ativa tem ensino fundamental completo, conforme os dados de 2010. O percentual é de 67,46. Os trabalhadores com ensino médio completo são minoria, somando 47,68%.

 

Houve pouca variação em duas das três dimensões que integram o indicador de habitação. A porcentagem da população com água encanada somava 97,03, em 1991, passando para 98,66, em 2010.

 

O percentual de população com energia elétrica passou de 98,63, em 1991, para 99,97, em 2010. Já com relação à coleta de lixo em domicílio (somente na área urbana), houve aumento um pouco mais acentuado, de 94,08% para 99,64%, de 1991 a 2010.

 

A vulnerabilidade social tem dados que podem ser comemorados. Houve redução da porcentagem de adolescentes gestantes.

 

Entre 2000 e 2010, o percentual de menores de 10 a 14 anos grávidas passou de 0,23 para 0,22. O de mães de 15 a 17 anos também caiu, saindo de 7,95% para 5,43% no mesmo período.

 

Comparativo

No comparativo com a região, o IDHM de Tatuí ficou abaixo de três cidades com estruturas semelhantes (número de população aproximada). Itapetininga registrou 0,763; Votorantim, 0,767; Itu teve 0,773; e Sorocaba, 0,798.

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