Tatuí­ soma 1 veí­culo para cada pessoa com idade para habilitação

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    Dados divulgados pelo Detran (Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo) sinalizam a constatação da sensação que grande parte dos motoristas de Tatuí tem ao trafegar pela área central num sábado de manhã: há cada vez mais veículos no município.

    Os números do mês de setembro indicam 76.903 veículos registrados em Tatuí. Já os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontam um total de 73.517 habitantes maiores de 18 anos, idade permitida para habilitação. Os números mostram que há mais de um veículo por habitante no município.

    Ainda conforme os dados do Detran, a tendência de crescimento da frota na cidade mantém-se por três anos seguidos. A frota saltou de 69.528, em 2013, para 73.699, em 2014.

    Os dados de setembro deste ano mostram que a cidade registra 25.737 motocicletas, 39.018 carros, 761 ônibus, 2.768 caminhões, 1.134 reboques e semirreboques e 38 veículos descritos como “outros” (tratores, por exemplo).

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    Conforme Francisco Fernandes (Quincas), consultor de trânsito do Demutt (Departamento Municipal de Trânsito e Transportes) – órgão coordenado interinamente por Adriano Henrique Moreira -, o aumento de veículos é “real”.

    “A expectativa é de que o número chegue a dois veículos por habitante. Isso, sem contar os veículos que circulam na cidade de passagem para outro lugar”, diz ele.

    “Porém, ainda que o número seja alto, é importante destacarmos que temos rotas cronometradas – do centro até as extremidades do município –, e em nenhuma das rotas o trajeto leva mais do que nove minutos. Se considerarmos a velocidade da via, mais cruzamentos e semáforos, esse tempo não é preocupante”, acrescenta.

    Os horários de maior trânsito, sobretudo na área que compreende as ruas Juvenal de Campos, Santa Cruz, 15 de Novembro e Prudente de Moraes – entre o Mercado Municipal e rua São Bento -, vão das 6h45 às 7h30, das 11h às 12h30 e das 17h às 18h30. Aos sábados, o movimento é “intenso”, sobretudo, entre 10h e 12h.

    Além da dificuldade no horário de pico, o alto número de veículos traz problemas a quem deseja estacionar na área central. Conforme Hebert Thimoteo, empresário que atua no ramo de estacionamento há 20 anos e há dez conta com duas unidades na área central, o aumento de veículos é visível.

    “De três anos para cá, o número de carros dobrou. O horário mais concorrido durante a semana vai até as 16h, horário de fechamento bancário, sendo das 14h às 16h o horário de pico. Aos sábados, o horário mais movimentado é das 10h às 13h”, afirma.

    Para Fernandes, o fluxo de veículos é também menos preocupante que o estacionamento na área central. “Estacionar é, de fato, um desafio. Há mobilidade, mas não há vagas para estacionar. A questão do estacionamento é um grande desafio e, tentando equacionar o problema, aguardamos licitação para a terceirização da zona azul”, afirmou ele sobre o sistema que, atualmente, é municipalizado.

    Há, ainda, outros pontos considerados desafios pelo consultor. Para ele, o trânsito no município está “três décadas atrasado”.

    “Digo sobre a forma de se pensar o trânsito na cidade. Muitas medidas que poderiam ter sido tomadas há décadas só ocorreram agora. Há vários pontos a serem pensados coletivamente”, diz.

    Para tentar elaborar um plano municipal de educação no trânsito, Fernandes afirma que um grande debate será realizado no próximo dia 6 de novembro – uma sexta-feira -, das 8h às 17h.

    O Fórum Municipal para Educação e Segurança no Trânsito acontecerá no auditório “Maurício Loureiro Gama” (no Nebam, à rua Oracy Gomes, s/n), com objetivos de debater não somente o fluxo de veículos, mas o estacionamento e a segurança.

    O fórum deverá contar com a presença de especialistas, além de dois representantes de cada segmento da cidade – clubes de serviços e igrejas a indústrias e conselhos municipais.

    “Será um grande debate sobre o trânsito, com palestras pela manhã e debates à tarde. Gostaríamos de contar com a contribuição de toda a cidade, apresentando subsídios para elaborarmos um plano efetivo. Apenas quando envolvermos a comunidade teremos um plano efetivo. Do contrário, ficaremos enxugando gelo”, diz Fernandes.

    “Já avançamos, mas ainda há muito a ser feito em termos de ordenamento de trânsito”, destaca ele.

    O fórum municipal terá entrada franca a qualquer interessado.


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