Sete vão parar na cadeia por tráfico a partir de ações da GCM e da PM

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Guarda Civil Municipal

Drogas e dinheiro apreendidos pela GCM seguiram para perícia; PM também recolheu entorpecentes

 

Patrulhamento e verificação de denúncias feitas pela GCM (Guarda Civil Municipal) e pela PM (Polícia Militar) resultaram na prisão de sete pessoas. As detenções ocorreram entre a quinta-feira da semana passada, dia 5, e o domingo, 8.

Em um dos casos, houve perseguição que começou no Conjunto Habitacional “Orlando Lisboa de Almeida” (CDHU) e terminou na área central. O suspeito detido, Lucas Tadeu Guimarães de Miranda, de 22 anos, responderá por porte ilegal de arma de fogo, posse ou porte ilegal de arma e desobediência.

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Conforme registro de ocorrência, Miranda dirigia um Fiat Palio azul, ano 97, com placas de Tatuí. Ele estava na companhia de um estudante, também de 22 anos, ouvido em depoimento e liberado depois de ser revistado.

Os PMs que participaram da ocorrência relataram que faziam patrulhamento de rotina pelo bairro quando avistaram o veículo. Conforme a equipe, os ocupantes chamaram a atenção por “apresentar atitudes suspeitas”.

De modo a averiguar a situação, os policiais deram sinal de parada. Entretanto, Miranda teria desobedecido e “empreendido fuga alucinada”. A perseguição passou por “bairros periféricos” e incluiu trecho da rodovia Gladys Bernardes Minhoto (SP-129). De lá, o suspeito dirigiu o veículo até o centro.

A PM interceptou o carro no cruzamento entre a rua São Bento e a avenida Coronel Firmo Vieira de Camargo. Segundo a corporação, houve necessidade de mobilização de várias equipes. Uma das viaturas registrou dano durante a perseguição. O veículo atingiu um muro que fica abaixo de uma passarela de acesso à rodovia, registrando danos no lado esquerdo do para-lama.

Em abordagem, a equipe não localizou “nada de ilícito” com o passageiro. Com Miranda, entretanto, encontrou dois projéteis intactos de calibre 9 milímetros e um também intacto de calibre 357. As munições estavam em uma pochete.

Perto do local em que os suspeitos foram abordados, a PM localizou um simulacro (arma de brinquedo). O encontro aconteceu após uma guarnição refazer o trajeto percorrido pelos suspeitos, durante a fuga, visando localizar “eventuais objetos e substâncias” que pudessem ter sido dispensadas.

A PM encontrou o simulacro na frente da Rodoviária Municipal “Pedro de Campos Camargo”. Em conversa com o passageiro, a corporação recebeu a informação de que o motorista estaria vendendo entorpecentes. O estudante teria afirmado que se aproximou do suspeito para “comprar maconha”, pagando R$ 10.

Também alegou que Miranda empreendeu fuga ao perceber a aproximação da viatura e ter se desesperado. Conforme o estudante, o suspeito não permitiu que ele descesse e não quis parar o veículo. O passageiro alegou, ainda, que havia atirado o simulado da janela, mas que ele pertencia a Miranda.

Já o motorista, preso em flagrante, negou que vendia entorpecente. Ele sustentou que era “amigo de longa data” do passageiro e não assumiu a posse dos projéteis. Miranda, entretanto, permaneceu detido no plantão da Polícia Civil.

No dia anterior, sábado, 7, outras duas pessoas receberam voz de prisão por tráfico. As detenções ocorreram às 17h22 e às 20h35, sendo realizadas pela GCM e PM, respectivamente. A Guarda prendeu Vitor Arruda de Lima na travessa Pedro Amadei, na vila São Cristóvão, a partir de patrulhamento de rotina.

Segundo a corporação, uma equipe encontrou o suspeito a pé entregando algo para um motociclista. Ao perceber a aproximação da viatura, ele e o homem que ocupava a moto tentaram fugir. Os dois tomaram direção oposta.

Os guardas contaram que o condutor tentou dar partida no veículo, mas não conseguiu. Em função disso, abandonou o veículo. Já Lima teria “entrado na casa mais próxima”. Como ele seria “conhecido dos meios policiais”, os guardas decidiram persegui-lo, não tendo tempo hábil de tentar capturar o motociclista.

Na casa, a GCM disse que Lima “jogou algo no chão” e continuou tentando se esconder. Depois de contê-lo, a equipe conseguiu revistá-lo. Entretanto, não encontrou nenhum material com o suspeito, localizando 19 pedras de crack e seis “sacolés” (sacos plásticos usados na confecção de sorvete) com cocaína. Também apreenderam no local onde ele dispensou o objeto R$ 10 em notas.

A moto abandonada pelo suposto usuário apresentou lacre de placa rompido. O veículo foi guinchado e recolhido ao pátio da empresa CRTrans.

Às 20h35 de sábado, a PM registrou a terceira prisão por tráfico de entorpecentes. Conhecido pelo apelido de “Toco”, o suspeito teria resistido à prisão e tentado engolir três pedras de crack, uma porção de cocaína e duas de maconha.

Para tentar escapar do flagrante, o desempregado Alex Sandro de Oliveira, 18, teria entrado em uma padaria na vila Esperança e incitado pessoas que estavam no estabelecimento. A PM precisou de reforços por conta de “hostilização”.

Conforme os militares, Oliveira correu depois de ter sido visto tentando entregar drogas para uma pessoa que ocupava uma bicicleta. O suspeito estava no cruzamento das ruas Cesira Del Fiol e Afonso Tricta Júnior e fugiu assim que notou a presença da viatura. O suposto usuário não pôde ser abordado.

Na ocasião, a equipe relatou que viu quando Oliveira retirou “algo da boca”. Entretanto, ele guardou o entorpecente ao perceber que estava sendo vigiado.

Na abordagem, o suspeito teria oferecido resistência e entrado “em luta corporal” com os policiais. Após um tempo, a equipe relatou que o suspeito conseguiu se desvencilhar dos militares, cuspir entorpecentes e correr em direção a uma padaria.

De acordo com BO, Oliveira começou a gritar que “não tinha nada”. A PM destacou que o suspeito passou a incitar a população, para tentar evitar ser detido. Antes de ser levado à delegacia, Oliveira teria tentado fugir por mais duas vezes.

As outras detenções registradas nos dias 6 (duas) e 5 (mais duas) ficaram a cargo da GCM. Pela manhã de sexta-feira, 6, os guardas detiveram Roberta Cristina de Oliveira Gomes Machado Mota, 27, na rua Vicente Paiva Pinto, na Fundação Manoel Guedes.

A equipe abordou a suspeita às 11h36 depois de vê-la entregando “algo para um motociclista”. De acordo com os guardas, Roberta correu assim que notou a presença da guarnição. Ela também teria colocado um pino de cocaína na boca. Outros dois pinos da mesma droga e R$ 12 estava num dos bolsos da calça dela.

No local em que a mulher estava, a GCM encontrou um saco plástico com mais 17 pinos de cocaína. Em conversa com os guardas, ela teria confirmado a venda. Segundo os guardas, ela alegou que traficava para sustentar o vício.

Já no período da tarde, outra equipe deteve Lucas Florentino Ribeiro, de 19 anos. Ao averiguar denúncia, os guardas encontraram o homem às 17h48 em atitudes suspeitas. Ele estava na rua Professor Mário Baiardi, na vila São Cristóvão.

De acordo com os guardas, ele mudou de comportamento ao notar a presença da guarnição. Com ele, os GCMs encontraram duas porções de cocaína e R$ 44 em notas. Perto de onde ele estava, num terreno baldio, a equipe encontrou um “kit”, contendo 23 porções de cocaína, 31 de maconha e 14 pedras de crack. O entorpecente foi apreendido e o homem detido.

Já na quinta-feira, 5, na Fundação Manoel Guedes, a Guarda prendeu dois homens e apreendeu um menor de idade, de 16 anos, por tráfico de drogas e autuou duas mulheres por posse. O flagrante ocorreu na rua José Lencione.

Conforme BO, guardas que patrulhavam o local encontraram duas mulheres correndo. Ao abordá-las, procederam com revista pessoal feita por uma guarda civil municipal feminina. Com uma das suspeitas, apreenderam quatro pinos de cocaína.

Durante a revista, a mulher alegou que comprou a droga de três pessoas e indiciou o ponto de venda. Com apoio de outras viaturas, a equipe abordou Erik Gabriel Cardoso, de 21 anos, João Batista de Brito Junior, de 31, e o adolescente.

Os guardas encontraram R$ 120, sendo R$ 90 com Cardoso e R$ 30 com o menor. Perto deles, a equipe localizou oito porções de maconha e dez pedras de crack. Cardoso e Junior negaram a posse da droga, alegando serem usuários.

Conforme a GCM, o adolescente teria assumido a propriedade, indicando a localização de mais 15 pinos de cocaína e uma porção de maconha. As drogas estavam escondidas em um “monte de areia” e numa construção de um terreno.


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