Reunião sobre o Fundo Social é feita sem equipe de Maria José

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Apesar da ruptura do processo de transição, anunciada na tarde de segunda-feira, 5, membros da equipe de governo do prefeito José Manoel Correa Coelho, Manu, promoveram reunião que apresentaria os projetos do Fundo Social de Solidariedade de Tatuí. O encontro seria o sexto da transição entre governos.

Com a ausência dos integrantes da equipe da prefeita eleita Maria José Vieira de Camargo, a primeira-dama e atual presidente do Fundo Social, Ana Paula Cury Fiúza Coelho, fez uma breve apresentação à imprensa dos trabalhos da instituição.

A atual primeira-dama lamentou a ausência da equipe do futuro governo, acrescentando ter ela participado da reunião de transição quando estava prestes a assumir o Fundo Social, no final de 2012.

“Iria apresentar todos os nossos trabalhos que fizemos nestes quatro anos e os levantamentos do patrimônio do Fundo Social. Acho que isso foi uma falta de respeito. Acho que eles (o novo governo) não dão importância para o Fundo”, declarou.

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Ela também indicou a intenção de levar os representantes de Maria José para conhecerem a nova sede da entidade, em um galpão da antiga estação ferroviária. Ela entregaria uma pasta com cerca de cem páginas aos integrantes do novo governo.

“Queria que eles conhecessem os prédios, os projetos que temos hoje e não tinha antigamente, quando eles eram do governo, como o Polo da Construção Civil”, declarou ela.

De acordo com o vice-prefeito e coordenador do atual governo na transição, Vicente Aparecido Menezes, Vicentão, o trabalho de preparação dos relatórios solicitados pela equipe da nova prefeita continuará, independentemente da realização de reuniões.

“O cronograma de entrega dos relatórios está mantido”, garantiu ele. As principais informações de cunho contábil e administrativo, que mostrarão a situação financeira da Prefeitura e os restos a pagar, serão entregues no próximo dia 22, acrescentou Vicentão.

“A princípio, vamos preparar esses relatórios e entregar nas mãos do prefeito Manu e deixar que ele decida se serão entregues ao Ministério Público ou vai encaminhar aos vereadores eleitos, para que eles tomem ciência da situação da cidade para o ano que vem”, antecipou.

Manu poderá convocar entrevista coletiva com a imprensa e uma audiência pública com os vereadores eleitos para entregar as informações que seriam cedidas aos membros do próximo governo, conforme o vice.

“Já que a equipe do novo governo não quer ter esses documentos, a comunidade e os vereadores terão acesso a todas as informações”, declarou.

Segundo Vicentão, os demonstrativos financeiros “podem surpreender” a equipe do novo governo. “O Luiz Paulo (Ribeiro da Silva, vice-prefeito eleito) disse que acredita que a dívida pode ultrapassar os R$ 80 milhões. Eu tenho informações seguras que ficará abaixo dos R$ 50 milhões”, comentou.

O vice-prefeito atual afirmou ser “antidemocrática e autoritária” a decisão da equipe do próximo governo, de deixar as reuniões de transição.

 

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