Relatório da SSP identifica queda de 45% no número de roubos em Tatuí

Redução da criminalidade atinge 11 classificações de ocorrências policiais

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Ocorrências usadas pelo governo do Estado para tabular índices são registradas no plantão da Polícia Civil (foto: arquivo O Progresso)
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Da reportagem

A violência no município diminuiu no mês de janeiro em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados constam em relatório da SSP (Secretaria Estadual de Segurança Pública), divulgados na segunda-feira, 24.

Segundo levantamento realizado pelo órgão, a queda é constatada em 11 classificações de ocorrências policiais. A maior queda aconteceu nos casos de roubos em geral (incluindo a banco e de carga), com seis casos. O primeiro mês deste ano teve índice 45% menor que o mesmo do ano passado.

Os números também apontam queda de roubo de veículos. Apenas um caso foi registrado em 2020, contra dois no primeiro mês do ano passado. Já os casos de furtos de veículos subiram de 11 para 16 no mesmo período.

Na tabela divulgada pelo órgão estadual, os índices em relação ao trânsito também apresentaram queda. O número de lesões corporais culposas envolvendo veículos, com feridos em acidentes e atropelamentos, caiu de cinco para quatro casos no primeiro mês do ano.

Nos casos de homicídio culposo por acidente de trânsito (quando não há intenção), a aferição indicou um para zero. Entre os homicídios dolosos envolvendo pilotos de veículos e vítimas de homicídio doloso por acidente, não houve casos registrados nos dois anos.

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Os crimes contra a vida ainda apresentaram queda nos casos de homicídio doloso. No ano passado, um caso havia sido registrado, enquanto que, em 2020, não houve nenhum registro, com essa mesma redução no número de vítimas.

O município não registrou homicídio culposo no primeiro mês de 2019 nem no de 2020. Já os casos de tentativa também tiveram queda, de três casos em janeiro do ano passado para dois casos registrados nos primeiros 31 dias deste ano.

Já os de lesão corporal seguida de morte, lesão corporal dolosa e latrocínio permaneceram equivalentes, sem casos em 2019 e 2020, o mesmo resultado apresentado nos casos de vítimas em latrocínio.

O número total de estupros também teve queda. Em 2019, oito pessoas registraram violência sexual, enquanto que, em 2020, o número chegou a seis. Os crimes desta natureza que vitimaram menores de idade e pessoas tidas como vulneráveis permaneceu estável, com cinco casos em janeiro de cada ano.

Os dados divulgados pela secretaria trazem, ainda, mapeamento da produtividade dos órgãos de segurança (das polícias Civil e Militar) no município. Em janeiro deste ano, foram instaurados 76 inquéritos policiais e registrados 45 flagrantes.

Ainda segundo a mesma fonte, houve dois casos de porte de entorpecentes, 25 ocorrências de tráfico de drogas e um caso de porte ilegal de arma de fogo, com uma arma apreendida.

No mesmo período, foram apreendidos 14 menores de idade em flagrante e presas 50 pessoas em flagrante. Também em janeiro deste ano, outras 14 pessoas acabaram detidas por mandados de prisão.

A quantia de prisões em flagrante chegou a 59 no primeiro mês do ano. No mesmo período, as forças de segurança ainda registraram a recuperação de quatro veículos. Nenhum menor foi apreendido por mandado.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, as estatísticas oficiais de criminalidade são utilizadas regularmente para retratar a situação da área, mas os dados oficiais de criminalidade estão sujeitos a uma série de limites de validade e confiabilidade.

Para que um crime faça parte das estatísticas oficiais, são necessárias três etapas sucessivas: ser detectado, notificado às autoridades policiais e, por último, registrado em boletim de ocorrência.

A SSP esclarece que, por estas e outras razões, “nem sempre o aumento dos dados de criminalidade oficiais pode ser interpretado como piora da situação de segurança pública”.

Ao contrário, nos locais onde é grande a “cifra negativa”, o aumento nos crimes notificados é considerado indicador positivo de credibilidade e performance policial.

Região de Sorocaba

A região de Sorocaba terminou o primeiro mês do ano com redução nos casos de vítimas de homicídio doloso, estupros e em todas as modalidades de furtos. Os roubos em geral e de veículo também caíram. Os latrocínios, roubo a banco e extorsões mediante sequestro permaneceram zerados.

Houve 11 ocorrências e 12 vítimas a menos de morte intencional no período, em comparação com janeiro de 2019, quando houve 20 boletins, com 21 mortes. As quantidades são as menores da série histórica, iniciada em 2001.

Com as reduções, as taxas dos últimos 12 meses (de fevereiro de 2019 a janeiro de 2020) ficaram em 5,78 casos e 5,81 vítimas de homicídio doloso para cada grupo de 100 mil habitantes.

No primeiro mês do ano, houve dois casos a menos de estupro, totalizando 125 boletins, enquanto os latrocínios – casos e vítimas – permaneceram estáveis, sem registros. Da mesma forma, o indicador de extorsão mediante sequestro ficou zerado pela 19ª vez no período.

Furtos e roubos

Todas as modalidades de furtos recuaram em janeiro de 2020 em comparação ao igual mês do ano anterior. Os furtos em geral caíram 6,9%, passando de 2.203 para 2.052 ocorrências – 151 a menos. A quantidade é a menor da série histórica.

Nos furtos de veículo, a queda foi de 21,3%, com diferença de 68 casos – de 320 para 252.

No período, houve 24 registros a menos de roubos em geral, com um total de 370 boletins. Da mesma forma, foram contabilizadas 20 ocorrências a menos de roubo de veículo, passando de 91 para 71. As quantidades de ambos os indicadores são as menores da série histórica.

Pela terceira vez consecutiva, o indicador de roubo a banco ficou zerado na região em um mês de janeiro. Em contrapartida, os roubos de carga subiram de dois para nove.

O trabalho das polícias paulistas na região de Sorocaba, no primeiro mês do ano, resultou em 1.485 prisões e na apreensão de 76 armas de fogo ilegais. Também foram registrados 264 flagrantes por tráfico de entorpecentes.

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